terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Fevereiro Roxo e Laranja

O mês de Fevereiro traz duas cores fortes para conscientizar as pessoas sobre os cuidados com a saúde: o roxo, que simboliza o combate a Lúpus, Fibromialgia e do Mal de Alzheimer, duas doenças autoimunes e uma degenerativa que têm muita relevância e são “silenciosas” em seus sintomas e de progressão gradual; e o laranja, que faz alusão a um dos tipos mais agressivos de câncer - a Leucemia, que ataca as células do sangue.

Vamos saber um pouco mais sobre elas:

Lúpus

O Lúpus é uma doença inflamatória de origem autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos. Manifesta-se através de alterações na pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos. Seu nome completo é lúpus eritematoso sistêmico (LES). No Brasil, não dispomos de números exatos, mas as estimativas indicam que existam cerca de 65.000 pessoas com lúpus, sendo a maioria mulheres. Acredita-se assim que uma a cada 1.700 mulheres no Brasil tenha a doença.

Fatores de risco: excesso de exposição aos raios ultravioletas, uso de anticoncepcionais e histórico familiar positivo para a doença. 

Sintomas: Fadiga, dores nas articulações, febre, queda de cabelo, manchas avermelhadas (em especial no rosto, pescoço, peito e cotovelos) e feridas na boca. 

Fibromialgia

A Fibromialgia ataca especificamente as articulações e a sua origem não é totalmente conhecida.No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a doença afeta cerca de 3% da população.

Fatores de risco: Não são bem conhecidos, porém, de cada 10 pacientes, de sete a nove são mulheres. Não há comprovação científica relacionada a hormônios, pois a doença pode surgir tanto antes quanto depois da menopausa. Geralmente, a manifestação acontece entre os 30 e 60 anos, porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes.

Sintomas: Dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão.

Mal de Alzheimer

O Mal de Alzheimer tem como principal característica a perda de memória progressiva. No Brasil, estima-se que existam cerca de 1,2 milhão de pessoas com Alzheimer – são cerca de 100 mil novos casos por ano. 

Fatores de risco: Não se sabe a causa da doença, mas o modo de ação dela vem normalmente de uma proteína chamada betamiloide, que se deposita no cérebro em algumas áreas específicas, vai formando placas e causando danos na comunicação dos neurônios.

Sintomas: Podem aparecer na cognição (declínio mental, dificuldade em pensar e compreender, confusão durante a noite, confusão mental, delírio, desorientação, esquecimento, invenção de coisas, dificuldade de concentração, incapacidade de fazer cálculos simples, incapacidade de reconhecer coisas comuns ou perda de memória recente); no comportamento (agitação, agressão, inquietação, irritabilidade, mudanças de personalidade, repetição sem sentido das próprias palavras, dificuldade para exercer funções do dia a dia, falta de moderação ou vagar sem rumo e se perder); no humor (apatia, descontentamento geral, mudanças de humor, raiva ou solidão); ser psicológicos (alucinação, depressão ou paranoia); musculares (contrações rítmicas ou incapacidade de coordenar movimentos; além de ser comum a fala embaralhada, incontinência urinária, perda de apetite ou sintomas comportamentais.

Leucemia

A Leucemia é um dos tipos mais graves de câncer. Consiste numa doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida e tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. 

É o 9º câncer mais comum entre os homens e o 11º entre as mulheres. estimativa do INCA é de mais de 10 mil novos casos neste ano.

Fatores de risco: A maioria das pessoas que contraem leucemia mieloide aguda não têm fatores de risco conhecidos, por isso não há maneira de prevenir as leucemias. O tabagismo é o fator de risco controlável mais significativo e parar de fumar reduz o risco de uma pessoa contrair a doença.

Sintomas: Muitos pacientes com tipos de leucemia de crescimento lento não têm sintomas. Os tipos de leucemia de crescimento rápido podem causar sintomas que incluem fadiga, perda de peso, infecções frequentes e sangramento fácil ou hematomas. Podem aparecer dores locais, nas articulações ou ossos, ou sintomas como calafrios, fadiga, febre, perda de apetite, tontura ou suor. Também é comum o surgimento de aftas, facilidade de se machucar, falta de ar, inchaço dos gânglios, infecção, infecção frequente, manchas avermelhadas na pele, palidez, perda de peso involuntária, sangramento ou sangramento nasal.

Doação de medula: A doação de medula óssea é importante para o tratamento de pacientes com doenças que comprometem a produção normal de células sanguíneas, como as leucemias. Para o transplante, é necessário que haja compatibilidade. 

A análise é realizada por meio de testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade. As chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%. 

É possível haver compatibilidade sem relação nenhuma com o doador, por isso é tão importante o cadastro junto ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (o REDOME). O cadastro pode ser feito junto aos hemocentros no ato da doação de sangue.

terça-feira, 9 de julho de 2019

O mistério do autismo no Brasil



De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 160 crianças tem transtorno do espectro autista (TEA). 

Nos Estados Unidos, onde o tema tem sido objeto de estudos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, o diagnóstico abrange uma a cada 59 crianças e aponta, ainda, para um aumento percentual significativo nos períodos analisados - os casos cresceram 15% na estimativa divulgada em 2018, em relação aos dados de 2016.



E no Brasil?

As estimativas globais divulgadas pelos órgãos internacionais reforçam que é impossível tratar destes números com precisão, porque em muitos países os dados são completamente desconhecidos. O Brasil, infelizmente, está entre eles.


Isso mesmo: no nosso país não existem dados oficiais da população com transtorno do espectro autista.


Apesar da atualização dos protocolos médicos facilitar o diagnóstico pela abrangência da classificação sobre uma série de síndromes pertinentes ao espectro autista, ainda não existem ferramentas dedicadas a fazer com que o conhecimento acerca desta população possa evoluir de estimativas a dados concretos.



Luta solitária na Justiça

Se pararmos para pensar que as leis e políticas públicas devem ser construídas para garantir os direitos das pessoas, fica evidente que, quanto mais vulneráveis elas sejam, mais imprescindíveis e urgentes são estas providênciasMas como cobrar medidas direcionadas a uma população que, aos olhos das esferas competentes, não é contabilizada?

Garantir a efetivação de direitos, como terapias ou mesmo o acesso à educação, muitas vezes acaba virando uma batalha judicial da família contra o Estado. Isto reforça a gravidade da ausência de uma relação direta entre os variados setores dos serviços públicos e a população com autismo, que nem sempre poderá contar com pais ou familiares para forçar esta mediação.



Censo do Autismo


Em Porto Alegre, por iniciativa do vereador Claudio Janta, existe a determinação legal da realização de um censo dedicado a atender três objetivos essenciais:


- identificar a quantidade e o perfil socioeconômico das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA);


- estabelecer um mapeamento dos casos; e 


- auxiliar no direcionamento de políticas públicas.



> Providências precisam de dados. Ainda que não pareça possível bater de porta em porta à procura dos autistas em Porto Alegre, estratégias para o levantamento destas informações podem ser desenvolvidas a partir do cruzamento de dados entre os canais já existentes nos serviços de saúde, educação e assistência social, pertinentes à esfera municipal ou estadual.


Você deve estar perguntando:

"E o IBGE? Não seria mais fácil através do censo demográfico?"

Sem dúvida!




A notícia boa é que acaba de ser aprovado pelo Senado Federal um projeto que contempla o questionamento referente à incidência de autismo nas famílias brasileiras e a matéria depende apenas da sanção presidencial.


A notícia ruim, é que o governo já manifestou a intenção de adiar a questão, alegando redução de custos. Além disso, a tendência é que o detalhamento de informações sobre a população em geral deve ficar cada vez menor, com a redução do número de perguntas, pelo mesmo motivo.






Ação local, pensamento global!

Enquanto não há confirmação ou indícios positivos em relação a estes esforços para desvendar os números reais do autismo no Brasil, os municípios precisam fazer a sua parte para que os direitos das pessoas efetivamente sejam garantidos onde elas vivem: que possam frequentar uma escola adequada, ter acesso a tratamentos e terapias, inclusão social e garantias de um futuro com dignidade. 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Trabalho: assunto de gente grande!

A tribuna do parlamento é um espaço de luta.
Mas, às vezes, demanda que tenhamos que defender o óbvio.

Tolerância, incentivo ou apologia ao trabalho infantil estão na contramão do desenvolvimento social que todos nós queremos para o Brasil. Enquanto países que investem pesado em educação estão entre as maiores potências econômicas, vivemos uma realidade de mais de 13 milhões de jovens e adultos desempregados, informalidade, desmonte de direitos e garantias conquistados a duras penas pelos trabalhadores.

O Brasil precisa falar sobre trabalho, e deve fazer isto urgentemente. Mas isso é assunto exclusivo de gente grande! 



sexta-feira, 5 de julho de 2019

Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos do Autista instalada em Butiá

Nesta sexta-feira o nosso gabinete prestigia a instalação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos do Autista na Câmara Municipal de Butiá! Mais um município parceiro desta iniciativa, que ajuda a fortalecer a causa das famílias e instituições! 🧩



quinta-feira, 4 de julho de 2019

TV Câmara Pelotas: Visita da Frente do Autismo ao município!

A TV Câmara de Pelotas repercutiu nossa passagem pelo município. Estivemos por lá no final de junho, conhecendo o trabalho desenvolvido pelo Centro de Atendimento do Autista. 

Confere aqui: