terça-feira, 9 de julho de 2019

O mistério do autismo no Brasil



De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 160 crianças tem transtorno do espectro autista (TEA). 

Nos Estados Unidos, onde o tema tem sido objeto de estudos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, o diagnóstico abrange uma a cada 59 crianças e aponta, ainda, para um aumento percentual significativo nos períodos analisados - os casos cresceram 15% na estimativa divulgada em 2018, em relação aos dados de 2016.



E no Brasil?

As estimativas globais divulgadas pelos órgãos internacionais reforçam que é impossível tratar destes números com precisão, porque em muitos países os dados são completamente desconhecidos. O Brasil, infelizmente, está entre eles.


Isso mesmo: no nosso país não existem dados oficiais da população com transtorno do espectro autista.


Apesar da atualização dos protocolos médicos facilitar o diagnóstico pela abrangência da classificação sobre uma série de síndromes pertinentes ao espectro autista, ainda não existem ferramentas dedicadas a fazer com que o conhecimento acerca desta população possa evoluir de estimativas a dados concretos.



Luta solitária na Justiça

Se pararmos para pensar que as leis e políticas públicas devem ser construídas para garantir os direitos das pessoas, fica evidente que, quanto mais vulneráveis elas sejam, mais imprescindíveis e urgentes são estas providênciasMas como cobrar medidas direcionadas a uma população que, aos olhos das esferas competentes, não é contabilizada?

Garantir a efetivação de direitos, como terapias ou mesmo o acesso à educação, muitas vezes acaba virando uma batalha judicial da família contra o Estado. Isto reforça a gravidade da ausência de uma relação direta entre os variados setores dos serviços públicos e a população com autismo, que nem sempre poderá contar com pais ou familiares para forçar esta mediação.



Censo do Autismo


Em Porto Alegre, por iniciativa do vereador Claudio Janta, existe a determinação legal da realização de um censo dedicado a atender três objetivos essenciais:


- identificar a quantidade e o perfil socioeconômico das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA);


- estabelecer um mapeamento dos casos; e 


- auxiliar no direcionamento de políticas públicas.



> Providências precisam de dados. Ainda que não pareça possível bater de porta em porta à procura dos autistas em Porto Alegre, estratégias para o levantamento destas informações podem ser desenvolvidas a partir do cruzamento de dados entre os canais já existentes nos serviços de saúde, educação e assistência social, pertinentes à esfera municipal ou estadual.


Você deve estar perguntando:

"E o IBGE? Não seria mais fácil através do censo demográfico?"

Sem dúvida!




A notícia boa é que acaba de ser aprovado pelo Senado Federal um projeto que contempla o questionamento referente à incidência de autismo nas famílias brasileiras e a matéria depende apenas da sanção presidencial.


A notícia ruim, é que o governo já manifestou a intenção de adiar a questão, alegando redução de custos. Além disso, a tendência é que o detalhamento de informações sobre a população em geral deve ficar cada vez menor, com a redução do número de perguntas, pelo mesmo motivo.






Ação local, pensamento global!

Enquanto não há confirmação ou indícios positivos em relação a estes esforços para desvendar os números reais do autismo no Brasil, os municípios precisam fazer a sua parte para que os direitos das pessoas efetivamente sejam garantidos onde elas vivem: que possam frequentar uma escola adequada, ter acesso a tratamentos e terapias, inclusão social e garantias de um futuro com dignidade. 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Trabalho: assunto de gente grande!

A tribuna do parlamento é um espaço de luta.
Mas, às vezes, demanda que tenhamos que defender o óbvio.

Tolerância, incentivo ou apologia ao trabalho infantil estão na contramão do desenvolvimento social que todos nós queremos para o Brasil. Enquanto países que investem pesado em educação estão entre as maiores potências econômicas, vivemos uma realidade de mais de 13 milhões de jovens e adultos desempregados, informalidade, desmonte de direitos e garantias conquistados a duras penas pelos trabalhadores.

O Brasil precisa falar sobre trabalho, e deve fazer isto urgentemente. Mas isso é assunto exclusivo de gente grande! 



sexta-feira, 5 de julho de 2019

Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos do Autista instalada em Butiá

Nesta sexta-feira o nosso gabinete prestigia a instalação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos do Autista na Câmara Municipal de Butiá! Mais um município parceiro desta iniciativa, que ajuda a fortalecer a causa das famílias e instituições! 🧩



quinta-feira, 4 de julho de 2019

TV Câmara Pelotas: Visita da Frente do Autismo ao município!

A TV Câmara de Pelotas repercutiu nossa passagem pelo município. Estivemos por lá no final de junho, conhecendo o trabalho desenvolvido pelo Centro de Atendimento do Autista. 

Confere aqui:

Gabinete Móvel: diário de bordo no Mercado Público!

Nosso Gabinete Móvel continua em temporada de atendimento no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público de Porto Alegre! Entre as demandas e o trabalho de prestação de contas feito pela nossa equipe, demonstrações de carinho como a da Janaína, da Chácara dos Pinheiros

Ela dá o recado: com união e trabalho, a gente muda as coisas pra melhor!