quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"Sim" ao espaço público, ao comércio, à geração de emprego e à cultura

Hoje, o jornal Zero Hora publicou matéria sobre o debate em torno do destino para a área do Estaleiro Só. Ouvido pelo jornal, defendi a posição que nós, da Força Sindical, entendemos ser a mais correta. Para a FS-RS, o interesse público, da sociedade, dos trabalhadores deve estar em primeiro lugar.

Inicialmente, o debate estava um pouco ofuscado por uma falsa contradição, algo como "ou o mato, ou o progresso". Ou seja, deixa tudo como está, abandonado, ou ocupa o local com prédios, independente da finalidade. Nesse sentido, evidentemente, estaríamos ao lado de quem defendia a segunda hipótese.

No entanto, ao contrário dessa falsa polarização, defendemos uma posição que vai além de apenas do conflito entre a construção comercial x residencial. Para nós, aqueles espaço deve privilegiar o comércio, no sentido mais amplo, que inclui a cultura, o entretenimento e o convívio familiar.

A cidade de Porto Alegre, como a maioria dos grandes centros urbanos, precisa cada vez mais de espaços públicos, democráticos e gratuitos. Existem exemplos importantes nesse sentido, como Puerto Madero, em Buenos Aires, o complexo construído em Belém e, aqui mesmo, a Usina do Gasômetro.

Na verdade, além de promover a consulta popular, o que elogiável, cabe a Prefeitura Municipal um papel ativo para assegurar a melhor utilização daquela área nobre da cidade. Da nossa parte, somos parceiros para defender o emprego, a geração de renda e a democratização dos espaços urbanos.

Embora o "sim" do título, nosso voto no plebiscito é não.

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