sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Transparência, verdade e governabilidade

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra a governadora Yeda Crusius e outros oito integrantes do executivo estadual ampliou a crise politíca no Estado. Se antes havia suspeitas, agora existe uma nova situação formal que impõe o total esclarecimento por parte dos envolvidos em todos os níveis.

O Ministério Público Federal é uma instituição independente e confiável e aos acusados deve ser dada a presunção da inocência. Mas a população não pode ficar sem o pleno conhecimento dos fatos em toda a dimensão da gravidade com que foram anunciados.

A falta de informação somente perpetuará o atual estado de beligerância crônica que paralisa a vida política, econômica e social do estado. A exemplo do Congresso Nacional, o que o povo quer é ver as autoridades públicas cumprindo com seu principal dever, que é trabalhar em favor do interesse coletivo, cuidando da vida real do país.Nós, da Força Sindical, fomos os primeiros a discordar politicamente da atual governadora Yeda Crusius, pedindo seu "impeachment" no primeiro dia de governo.

Assim como as demais centrais e o próprio governo federal, apostamos na desoneração fiscal para ativar a economia, gerar empregos e enfrentar a crise econômica mundial. No entanto, apesar de apresentar-se como uma solução para o Rio Grande, o primeiro ato de governo foi aumentar os impostos.

Assim, defendemos que o processo em curso seja tornado público e transparente, com todo seu conteúdo acessível à sociedade gaúcha, sem espaço para acobertar culpados ou servir à demagogia política. Aos próprios acusados, em primeiro lugar, considerando suas responsabilidades públicas, caberia tornar público o teor das acusações.

A sociedade gaúcha não aceita que, a exemplo do que ocorreu com o "mensalão", o resultado final seja a impunidade generalizada, sem qualquer ônus para os envolvidos.

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