terça-feira, 27 de outubro de 2009

Deu no Correio do Povo: "Força Sindical lança sua campanha"

"A Força Sindical/RS lançou ontem, em Porto Alegre, campanha salarial única para os trabalhadores filiados à entidade. A iniciativa contempla redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e qualificação profissional, além de benefícios financeiros estabelecidos de acordo com a data-base das diferentes categorias profissionais. "Estamos na defesa de metalúrgicos, vigilantes, comerciários, rodoviários, taxistas e trabalhadores dos ramos calçadista e do vestuário, entre outros", disse o presidente da Força Sindical/RS, Cláudio Janta, acrescentando que também luta pela redução da carga tributária"... Leia mais

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domingo, 25 de outubro de 2009

"O Serra vai se transformar num candidato da pior direita brasileira"

A declaração é do deputado e presidente da Força Sindical, Paulinho, em entrevista ao portal Terra Magazine. "Tudo o que as centrais sindicais, falando como trabalhador, quase tudo, ele (Lula) nos cedeu. A gente construiu uma política para o salário-mínimo, melhoramos a vida do povo mais pobre... Uma série de conquistas que a gente não pode jogar para o alto. Hoje eu jamais apoiaria uma candidatura do PSDB a não ser que fosse o Aécio. Se o Aécio fosse candidato, eu teria que pensar duas vezes. Pela relação com a Força Sindical, que eu tenho há muito tempo com ele, quando ele ainda não era presidente da Câmara Federal, era apenas deputado", diz o presidente da Força. "Nós temos preocupação muito grande com a eleição do Serra, porque se o Serra ganha eleição, os trabalhadores do Brasil vão passar um período muito difícil. Seria mais ou menos como lá atrás, quando o Getúlio saiu entrou o dutrocionismo (seguidores do Dutra, 1945). Foram quatro anos fogo. Não teria interlocução, seria um governo de extrema-direita, ligado aos piores empresários do Brasil, então seria um governo muito ruim. Nós vamos trabalhar para ele não se eleger", diz ainda.

Sexta, 23 de outubro de 2009

Paulinho defende chapa com PT e Ciro contra PSDB em SP

Thais Bilenky
Terra Magazine

O PDT ainda não selou pré-aliança com o PT para as eleições de 2010, como o fez nesta semana o PMDB, mas dois articuladores do possível apoio pedetista à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ministro Carlos Lupi (Trabalho e Emprego) e deputado Paulo Pereira da Silva (SP), estão em ação para colocar a sigla na jogada do presidente Lula.

Paulinho da Força se diz o autor da ideia de transferir o domicílio eleitoral do deputado Ciro Gomes (PSB) do Ceará para São Paulo. Paulinho "acha que o Ciro vai acabar sendo candidato a governador de São Paulo".

Seu raciocínio é que, enquanto não tiver certeza da viabilidade da candidatura Dilma, o presidente vai deixando a bola rolar. "Por que o Lula ainda não decidiu sobre o Ciro? Porque se ele disser para o Ciro cair fora (da disputa nacional), não tenho a menor dúvida de que ele sairá", afirma Paulinho.

Trazendo Ciro para São Paulo, pensa Paulinho da Força, uma chapa do PDT com o PT ganha peso. É o Estado governado por José Serra, possível candidato do PSDB à presidência da República, líder nas pesquisas, que para o deputado do PDT representa "a pior direita brasileira".

A estratégia de Paulinho da Força é "trabalhar para compor uma chapa entre PT, PDT,
PSB, PC do B, e aí outros partidos que poderiam estar juntos, como PR e PP". Mais partidos, mais tempo de televisão para propaganda eleitoral em 2010.

Leia a entrevista completa com o deputado.

Terra Magazine - O senhor defende que o PDT fique com dois cargos na campanha presidencial de Dilma. Isso significa que descartou candidatura própria do PDT, do ministro Carlos Lupi? Por quê?

Paulo Pereira da Silva - Na verdade, a candidatura do ministro Lupi é para compor uma chapa com o governo. A gente fez o lançamento da campanha, estamos querendo mostrar que temos um nome nacional, uma pessoa que pode ajudar nessa composição. Na verdade não são dois cargos. Falei de participar da coordenação da campanha. Nessa composição, quando você compõe uma chapa, você tem que participar da coordenação, ajudar a fazer o programa.

O PDT apoiará a candidatura da ministra Dilma, em vez de lançar candidato próprio?

Isso é que ainda não está decidido, o partido não se reuniu ainda, nem a direção nacional nem as direções estaduais. Nós temos candidato a governador em vários Estados. Isso também tem que estar em um acerto. Temos que ver quais são os apoios que a gente vai ter nesses Estados, qual é a contrapartida. Enfim, todas essas questões ainda não foram definidas. Eu acho que isso só vai se resolver lá para o começo do ano, no primeiro, segundo, terceiro mês do ano.

Depois do pré-acordo PT-PMDB, o PDT ainda espera o cargo de vice de Dilma?

Nos parece bastante complicado do jeito que está caminhando. Porque... primeiro que ainda tem boas candidaturas da base do governo: a candidatura do Ciro (Gomes), a candidatura da Dilma e nós colocamos o nome do ministro Lupi. Então, acho que isso ainda não está resolvido, porque o presidente Lula viajou com o Ciro e não resolveu essa questão. Vi a entrevista dele na Folha, dizendo exatamente isso: que não vai pedir para ninguém se retirar. O jogo ainda está muito começando.

Tem espaço para uma candidatura presidencial de Ciro Gomes?

O espaço continua. Em vários Estados, ele está na frente... A candidatura dele está
posta, agora não sei se ele vai ser candidato à presidência ou a governador de São Paulo. Isso vai ser resolvido mais pra frente, nós estamos a quase um ano da eleição. Nesse momento, pelo pouquinho que eu entendo, é que as pessoas estão colocando seus nomes para começar uma negociação. No caso da ministra Dilma, tem se reunido com vários partidos. Conosco inclusive. Essa semana reuniu com o PMDB, selaram um acordo, pelo que a gente viu. Não tem nada oficial, só vi coisas pela imprensa.

Quem poderia ser o candidato ao governo do Estado em SP com apoio do PDT?

Em São Paulo, nós não temos candidato para governo. Temos uma boa chapa de candidatos para deputado federal, estadual. Temos nome também que poderia estar
compondo uma chapa para o governo. Mas nós não temos o candidato. Nós vamos trabalhar para compor uma chapa entre PT, PDT, PSB, PC do B, e aí outros partidos que poderiam estar juntos, como PR e PP. Vamos tentar fazer uma composição, escolher um nome entre esses partidos e, aí sim, a gente teria um nome competitivo, porque são cinco ou seis partidos e isso dá pelo menos 8 a 9 minutos de rádio e televisão. Portanto, eles na chapa com 600, 700 candidatos a deputado federal, 600, 700 candidatos a deputado estadual... O alcance dessa chapa, a competitividade dela passa a ser bastante grande.

O nome do Ciro Gomes é atraente?

Fui eu, até, que inventei essa história do Ciro Gomes em São Paulo, até pela amizade que tenho com ele. Depois ganhou bastante corpo. Acho que ele é um nome. Dentro do PT, você tem o Palocci (Antonio, deputado federal), o Emídio (de Souza, prefeito de Osasco). Nós vamos ter que escolher um desses três.

O desejo de Cristovam Buarque de concorrer à presidência pode retardar a definição?

Acho que não. A candidatura do Cristovam, embora ele tenha insistido nisso, ela não tem muito respaldo dentro do partido. Eu apoiei da outra vez - fui um dos que mais que defendi a candidatura própria - mas dessa vez nós deveríamos estar num bloco de partidos que pudesse ganhar a eleição, principalmente desses partidos que vêm compondo a base do governo Lula. Acho que a gente não deveria... Hoje, o nome melhor que o partido tem - o Cristovam é um bom nome - é o Lupi. Caso a gente tenha que ter um candidato próprio, não seria o Cristovam. Pelo menos é a minha avaliação.

O senador Cristovam diz o contrário: que a maioria dos militantes do partido quer candidatura própria. E conta que até flagrou um movimento "LQC" - "LUPI, Queremos Cristovam", em Santa Catarina.

(risos) Eu não tenho andado muito pelo Brasil, tenho ficado muito em São Paulo e Brasília. Tenho falado muito com a bancada, com a bancada eu tenho relação direta diariamente. E ali não é minha avaliação. Não sei se é a avaliação da bancada federal. A bancada é o que pensa o partido a nível nacional. A bancada nossa, agora de 23 deputados, você tem o sentimento um pouco do partido. Pode ser em um Estado ou em outro, ou parte da militância. Acho até que boa parte da militância pode até pensar, mas eu não sei porque não tenho falado tanto com a militância assim...

Cristovam diz que a aliança do PDT com o PT neste momento soa a "precipitada" e que faz o PDT exercer papel secundário nas eleições, como se fosse apenas auxiliar do PT.

Nesse momento o PDT não decidiu ainda. E esse ano... Essa é minha impressão. Nós não temos nenhuma reunião marcada, nós já estamos quase no final no mês de outubro. Para trabalhar mesmo esse ano você tem um mês. Depois as empresas começam a entrar de férias, o próprio Congresso no final do mês de dezembro entra de férias. Acho difícil que tenha uma decisão do PDT ainda esse ano. Pode até ter alguma reunião que dê o caminho, mas nem essa reunião nós fizemos ainda. Nesse momento não tem adesão a nada. Tem uma preferência no partido grande, inclusive do ministro Lupi, de apoio à Dilma. Outros têm preferência pelo Ciro, outros pela candidatura própria. Então, é preciso fazer uma reunião nacional com os presidentes estaduais e a bancada federal, mais a bancada do Senado - nós temos 5 senadores - e aí poderemos ter uma idéia do que pensa o partido.

A aliança entre PT e PMDB surte que efeitos no PDT, pensando inclusive a longo prazo?

Nós temos uma boa relação com o PT e com o PMDB. Se a chapa majoritária for essa, o que nós temos que avaliar é se nós vamos aceitar. Não tem nenhum efeito. Porque nós fizemos uma reunião com a Dilma, ela falou um pouco o que ela pensa em fazer.

O que ela falou?

Ela falou que gostaria muito de ter o PDT do lado, que é um partido em que ela militou há muito tempo, um partido que aprendeu a respeitar, e que gostaria pelas posturas do PDT, defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores, ela gostaria muito de ter do lado. Aí, mas, nós não definimos. Não é em uma reunião com ela que a gente vai definir. A gente ouve e depois define.

O tamanho desses dois partidos...

Faz parte do jogo. Os partidos vão conversando um com o outro, acertando suas posições, e vão se unindo para uma eleição presidencial. Nesse momento você tem uma situação já praticamente acertada de que os dois partidos vão juntos. Um caminho. Só que decisão sobre isso, só nas convenções, que vão acontecer em junho. Tem um desejo grande, talvez da maioria do PMDB - com alguns Estados criando problema, como São Paulo. Agora, para o PDT isso não significa muito. Acho que se a gente compor uma chapa em que estejam os partidos da base do governo Lula, a Dilma ganharia no primeiro turno. Até por isso o Serra não teve coragem de lançar candidatura ainda.

De certa maneira o estímulo que o senhor dá à candidatura de Ciro Gomes em São Paulo
é para reforçar esse movimento?

Acho que o Ciro vai acabar sendo candidato a governador de São Paulo. Por que o Lula ainda não decidiu sobre o Ciro? Porque se ele disse para o Ciro cair fora, não tenho a menor dúvida de que ele sairia. Conversei com ele essa semana, ele falou: "não, continuo no trabalho da presidência". Ou seja, o Lula não pediu anda para ele. Ficou três dias com ele (na viagem ao rio São Francisco) e não pediu ainda. Por que eu acho que ele não pediu? Porque ele não tem certeza se é bom fazer uma eleição plebiscitária ou se é bom ter dois candidatos da base para poder ter segundo turno.

Mesmo a candidatura da Dilma não decolando?

Acho que é isso que ele tem dúvida hoje. Se estivesse com a Dilma em primeiro lugar, crescendo, ele teria resolvido. A Dilma tem dificuldades em vários Estados ainda. Acho que vai melhorar. Acho também que ele (Lula) escolheu o Serra como adversário.

Por quê?

Porque vive dando dinheiro para São Paulo. Você acha que o banco do Estado dá cinco bilhões para o cara no ano pré-eleitoral. Ele escolheu: "quero enfrentar ele". É mais fácil para ele derrotar o Serra do que o Aécio.

O Aécio é mais carismático?

O Aécio tem mais relação com os partidos de esquerda. O Aécio comporia uma chapa mais ampla do que o Serra vai compor.

Mas está atrás do Serra nas pesquisas.

Ainda, né, porque é mais desconhecido que o Serra. Mas o Aécio tem mais simpatia do que o Serra. Faria uma chapa mais de centro. O Lula não enfrentaria um candidato à direita como vai enfrentar o Serra. O Serra vai se transformar num candidato da pior direita brasileira. O próprio Ciro disse que contra o Aécio ele não disputaria.

É uma obrigação da base do governo, como a Força Sindical e o PDT, sustentar a candidatura da Dilma?

Depende das condições dessa chapa. Nós precisamos discutir um programa com ela. A Força Sindical é muito eclética. Temos gente, na Força Sindical, que não vai apoiar a Dilma. Grande parte dos militantes tem simpatia pela Dilma. Mas fizemos uma pesquisa no último Congresso das Forças (29, 30 e 31 de julho), a Dilma ganha.

E os outros?

A Dilma em primeiro, o Ciro em segundo, o Aécio em terceiro me parece, e o Serra em quarto.

E o ministro Lupi?

Teve uns 4 ou 5% que preferiram o ministro Lupi. É lógico que essa pesquisa foi espontânea, ninguém ficou fazendo campanha para esse ou aquele candidato. Até porque a questão do Lupi nem existia no Congresso, foi há três meses. Então há uma preferência (pela Dilma), mas temos filiados inclusive ao PSDB. O novo vice-presidente nacional é fundador do PSDB.

Como vê as críticas ao que chamam de "adesismo" da cúpula do PDT?

Não sei o que é adesismo. Porque nós estamos na base do governo Lula. Eu, por exemplo, nunca votei no Lula. Na última eleição, apoiei o Alckmin até o último dia.

No último comício no Vale do Anhangabaú falaram 4 pessoas: O Fernando Henrique, o Aécio, eu e o Alckmin. O PDT foi para a base do governo. De lá para cá, nós tivemos uma outra relação com o presidente Lula. Tudo o que as centrais sindicais, falando como trabalhador, quase tudo, ele nos cedeu. A gente construiu uma política para o
salário-mínimo, melhoramos a vida do povo mais pobre... Uma série de conquistas que a gente não pode jogar para o alto. Hoje eu jamais apoiaria uma candidatura do PSDB a não ser que fosse o Aécio. Se o Aécio fosse candidato, eu teria que pensar duas vezes. Pela relação com a Força Sindical, que eu tenho há muito tempo com ele, quando ele ainda não era presidente da Câmara Federal, era apenas deputado. O Serra eu jamais entraria.

Por quê?

O Serra não gosta de trabalhador. Comigo, então... da última vez a gente quase morre junto, na briga da Polícia Civil com a Polícia Militar.

O senhor conheceu o Aécio como?

Quando ele se elegeu deputado, faz tempo. Quando o avô dele morreu. Depois quando ele foi presidente da Câmara, muitas vezes fizemos reuniões dos trabalhadores, tinha uma relação muito próxima.

E mantém até hoje?

Mantém. A ponto de no último jogo da Libertadores, Cruzeiro e São Paulo, ele ficar me ligando no meio do jogo, do estádio, enchendo o saco porque o Cruzeiro estava ganhando. Como eu sou sãopaulino...

É possível ele sair candidato?

Acho que ele tem chance. O Serra ainda não lançou candidatura ainda porque tem medo de não poder voltar mais.

O senhor gostaria que o Aécio se lançasse candidato?

Acho que sim, porque aí a eleição seria mais civilizada. Nós temos preocupação muito grande com a eleição do Serra, porque se o Serra ganha eleição, os trabalhadores do Brasil vão passar um período muito difícil. Seria mais ou menos como lá atrás, quando o Getúlio saiu entrou o dutrocionismo (seguidores do Dutra, 1945). Foram quatro anos fogo. Não teria interlocução, seria um governo de extrema-direita, ligado aos piores empresários do Brasil, então seria um governo muito ruim. Nós vamos trabalhar para ele não se eleger.

sábado, 24 de outubro de 2009

Força Sindical lança Fé no Trabalho em nivel estadual

Caminhada
Será em grande estilo que o Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre (Sindec) entregará, segunda-feira, a pauta de reivindicação salarial dos comerciários ao presidente do Sindilojas, Ronaldo Sielichow. A entidade fará uma caminhada às 10h, saindo de sua sede, na General Vitorino, 113, e seguindo pela Vigário José Inácio, Rua da Praia e Sete de Setembro, sede do Sindilojas.

Campanha única
O Dia dos Comerciários, no entanto, começará mais cedo, no café da manhã da Força Sindical, que apresentará sua campanha salarial, em apoio aos trabalhadores dos órgãos filiados. Na pauta, redução da jornada de trabalho para 40 horas, trabalho decente, qualificação profissional e redução de impostos. O Dieese também fará uma análise das negociações salariais no Estado.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ana Amélia Lemos (Brasília-ZH) destaca trabalho da Força Sindical

Fronteira 2
Conselheiro do BNDES, Cláudio Janta, presidente da Força Sindical/RS, participa amanhã da reunião da União dos Legislativos da Fronteira Oeste, na Barra do Quaraí. Já entregou a prefeitos de Quaraí, Alegrete e Uruguaiana propostas levadas ao BNDES para desenvolver a fronteira.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Força Sindical na Fronteira é destaque na coluna de Denise Nunes, no Correio do Povo

Roteiro mobilizador
O presidente da Força Sindical-RS, Cláudio Janta, deflagrou ontem, pela Fronteira-Oeste, um giro pelo Estado em reforço às campanhas salariais das entidades filiadas e à mobilização pela aprovação do projeto de emenda constitucional que reduz a jornada de 44 para 40 horas. Uruguaiana, Quaraí e Alegrete deram a largada.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Força Sindical realiza audiências e encontros na Fronteira do RS

Estamos nesta semana realizando uma agenda na região da Fronteira, com participação em Audiências Públicas nas CVâmara de Vereadores, encontros com sindicalistas, prefeitos, lideranças da sociedade civil e imprensa. Na pauta, a campanha "Fé no Trabalho", a mobilização pela aprovação da redução da jornada para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, e o fim da Faixa de Fronteira.

Agenda

20 de outubro, terça-feira
19h - Audiência Pública na Câmara Municipal de Vereadores de Quaraí

21 de outubro, quarta-feira
14h - Audiência Pública na Câmara Municipal de Vereadores de Alegrete
19h30min - Audiência Pública na Câmara Municipal de Vereadores de Uruguaiana

22 de outubro, quinta-feira
14h – Reunião da União dos Legisladores da Fronteira – ULFRO, em Barra do Quarai

23 de outubro, sexta-feira
9h – Abertura do Curso de Formação Sindical no Sindi Rodosul

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Força Sindical na luta pela aprovação do projeto que legaliza os bingos

Nesta semana, enviamos aos parlamentares federais gaúchos documento solicitando o apoio para a aprovação do projeto que legaliza os bingos no país. Também já solicitamos audiência com a Bancada Gaúcha, atualmente presidida pelo deputado Beto Albuquerque do PSDB. Encontro deve ocorrer na próxima reunião, na sexta-feira que vem.

Excelentíssimo Senhor Deputado Federal
Ref. LEGALIZAÇÃO DOS BINGOS
- Pede voto favorável -

Como é do conhecimento de Vossa Excelência, a CCJ da Câmara Federal aprovou no último dia 15 de setembro, por ampla maioria de votos, o projeto de lei (substitutivo do PL 2.254/04, do Dep. João Dado (PDT/SP) que legaliza bingos e caça-níqueis em todo o País.

Vale ressaltar que a proposta aprovada na CCJ, que segue agora para apreciação do Plenário, prevê que 17% das receitas dos bingos, descontadas as premiações pagas, sejam destinados a fundos de saúde, cultura e esportes. Além disso a proposta assegura amplo controle por parte da Receita Federal às atividades dos estabelecimentos do referido ramo.

Observa-se que o projeto de legalização dos bingos e caça-níqueis aprovado pela CCJ é cuidadoso no sentido de estimular as virtudes e colocar obstáculos aos aspectos negativos da atividade. Esse fato por si só recomenda a apreciação da matéria com o foco exclusivo em seu maior benefício, que está na criação de milhares de empregos.

Importante ressaltar que o projeto – que não trata de casas de jogos ou cassinos – é detalhista quando prevê que os estabelecimentos em que funcionarem bingos ou máquinas caça-níqueis devam localizar-se distantes de escolas ou igrejas e não poderão ser freqüentados por menores de 18 anos (mesmo em companhia de responsáveis). A proposta prevê, ainda, que as casas terão que distribuir como prêmios 80% do total pago pelos apostadores.

Cabe lembrar que a Organização Mundial do Comércio é a favor dos jogos e que o Brasil é o único país que o Governo, até então, mantém a posição do fechamento.

Pelas razões acima e por tantas outras que com boa vontade poderão ser consideradas como positivas, a Força Sindical do RS, em nome de milhares de trabalhadores desempregados, pede o VOTO FAVORÁVEL de Vossa Excelência quando da votação da matéria em referência,

Respeitosamente.

Força Sindical
Clàudio Janta
Presidente

Câmara aprova a criação do Vale-Cultura para trabalhadores

Laycer Tomaz/Agência Câmara

Benefício será dado a quem ganha até cinco salários mínimos e permitirá acesso a produtos e serviços de artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura, música e patrimônio cultural. Aposentados também receberão o vale.

O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, o Projeto de Lei 5798/09, do Executivo, que cria o Vale-Cultura para trabalhadores com salários de até cinco mínimos. O vale mensal de R$ 50 será distribuído pelas empresas que aderirem ao Programa Cultura do Trabalhador e poderá ser usado na compra de serviços ou produtos culturais, como livros e ingressos para cinemas, teatros e museus. A matéria precisa ser votada ainda pelo Senado.

O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, de autoria da deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS). Ele estende o benefício aos trabalhadores com deficiência que ganham até sete salários mínimos mensais.

Outra novidade em relação ao projeto original é a que permite o recebimento do vale também pelos estagiários das empresas participantes, observados os mesmos procedimentos de uso e descontos.

O substitutivo incorpora emenda do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), relator pela Comissão de Educação e Cultura, que inclui entre os objetivos do programa o estímulo à visitação de estabelecimentos que proporcionem a integração entre a ciência, a educação e a cultura.

Aposentados
A única emenda aprovada por meio de destaque no Plenário, de autoria do líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), estende o Vale-Cultura aos aposentados, com recursos do Tesouro Nacional, no valor de R$ 30 mensais. Terão direito ao benefício os aposentados que recebam até cinco mínimos.

Todos os partidos orientaram as suas bancadas a votarem a favor da emenda, mas o vice-líder do governo Ricardo Barros (PP-PR) alertou que ela provoca despesas extras de cerca de R$ 4,8 bilhões para a União e deverá ser vetada pelo presidente da República.

Cartão magnético
O repasse dos R$ 50 não poderá ser feito em dinheiro e sim, preferencialmente, por meio de cartão magnético. O vale em papel só será permitido quando for inviável o uso do cartão. As empresas poderão descontar do trabalhador até 10% do Vale-Cultura, mas ele terá a opção de não aceitar o benefício.

As áreas definidas pelo projeto para uso do vale são artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura e humanidades, música e patrimônio cultural.

Funcionamento
O programa funciona por meio de empresas operadoras, cadastradas junto ao Ministério da Cultura, que serão autorizadas a produzir e comercializar o vale. Elas também deverão habilitar as empresas recebedoras, que aceitarão o cartão magnético como forma de pagamento de serviço ou produto.

As empresas que aderirem ao programa e distribuírem os vales aos seus trabalhadores serão chamadas de beneficiárias, pois poderão descontar, do imposto de renda devido, o valor gasto com a compra desses vales.

A dedução é limitada a 1% do imposto, refere-se ao valor distribuído ao usuário e pode ser usada apenas pelas empresas tributadas com base no seu lucro real. O incentivo fiscal será válido até 2014. Um regulamento definirá os prazos de validade e as condições de uso do benefício.

Salário maior
O projeto permite a distribuição do vale a trabalhadores que ganham acima de cinco salários mínimos (R$ 2.325,00) somente se já houverem sido atendidos todos os funcionários que ganham até esse valor. Para esses salários maiores, o desconto em folha do trabalhador será de 20% a 90% do vale.

Íntegra da proposta:
- PL-5798/2009

Vendas do comércio crescem pelo 4º mês seguido, diz IBGE

Matéria do jornal Folha de S. Paulo de hoje informa que as vendas no comércio continuam crescendo. Não apenas os trabalhadores venceram a batalha da crise, como agora sustentam a recuperação da economia. Com o trabalho dos comerciários e a renda das demais categorias.

15/10/2009 - 09h00
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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

As vendas no comércio no país em agosto cresceram 0,7%, na comparação com julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da quarta alta consecutiva na comparação mês a mês.

Em relação a agosto de 2008, houve alta de 4,7%, menor avanço desde maio, quando o ganho foi de apenas 2,9%. Em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 5,7% e, em julho, de 6%, na mesma leitura.

No acumulado de janeiro a agosto, o comércio tem crescimento médio de 4,7% em relação a igual período em 2008. Nos acumulado dos últimos 12 meses até agosto, as vendas cresceram 5,4%.

A receita nominal de vendas no comércio teve expansão de 0,8% em agosto, na comparação com julho. Em relação a agosto de 2008, a receita do comércio aumentou 8%, com destaque para o setor de artigos farmacêuticos e medicamentos, cuja alta foi de 22,5%.

As vendas no comércio varejista ampliado --que inclui ainda o desempenho das vendas de veículos e motos, partes e peças e material de construção apenas no varejo-- registraram alta de 3,3% em agosto, frente a julho. Na comparação com agosto de 2008 houve alta de 5,5%.

As vendas de veículos e motos, partes e peças subiram 2,5% na comparação com julho, recuperando-se de um tombo de 11,5% em julho em relação a junho. Já as vendas de material de construção no varejo registraram alta de 1,1%, segundo resultado positivo consecutivo.

Na comparação com julho, três das oito atividades pesquisadas registraram crescimento, com destaque para hiper e supermercados, com alta de 1,4%. Por outro lado, houve retração nas vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, de 4,9%, e de tecidos, vestuário e calçados, de 2%.

As vendas de combustíveis e lubrificantes caíram pelo terceiro mês consecutivo, apresentando retração de 0,7% em agosto, na comparação com julho.

Em relação a agosto de 2008, seis das oito áreas avaliadas apresentaram expansão, principalmente os setores de artigos farmacêuticos e medicamentes, com ganho de 14,9%; livros jornais revista e papelaria, de 11,1%; e de hiper e supermercados, de 8,5%.