quarta-feira, 16 de junho de 2010

Parque eólico na fronteira

A instalação e inicio das obras do parque eólico em Santana do Livramento e região da fronteira é uma eterna luta do movimento sindical que busca o desenvolvimento integrado e sustentável da Metade Sul do Estado.

A região da fronteira com o Uruguai e a Argentina é, desde o lançamento do Mapa Eólico, reconhecida como de grande potencial para a instalação de parques geradores e, no entanto, não havia políticas de viabilidade para a efetivação destes parques na região sul, a exemplo do existente em Osório, no Litoral Norte.

A instalação vai gerar emprego e renda para a região, além de desenvolvimento.
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A FORÇA DOS VENTOS
Obras de parque eólico vão começar na sexta

Com a assinatura de uma ordem de serviço, começam sexta-feira as obras do Complexo Eólico Cerro Chato, em Santana do Livramento. São três parques eólicos que somam 90 megawatts de potência instalada, que exigirão investimentos de R$ 400 milhões.

Resultado de parceria entre a Eletrosul (90%) e a Wobben (10%), subsidiária da alemã Enercon que fabrica equipamentos no Brasil, a Eólica Cerro Chato SA será a responsável pela implantação, manutenção e operação das usinas. Cada um dos três parques terá 30 MW, distribuídos em 45 aerogeradores com torres de 108 metros de altura, todos já com licenciamento ambiental completo para início das obras.

As torres serão produzidas no Estado, enquanto os aerogeradores vêm da unidade da Wobben em Sorocaba (SP). O início da montagem está previsto para janeiro de 2011.

– O prazo para entrada em operação comercial das três usinas é julho de 2012 – prevê o diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio.

Quando a Eletrosul emplacou os projetos no leilão de dezembro passado, o projeto era chamado de Coxilha Negra. Conforme Custódio, a mudança de nome se deve à troca de local do empreendimento. A medição de ventos havia começado na Coxilha Negra, mas foi detectado melhor potencial no Cerro Chato. A mudança de nome foi evitada para não atrasar a participação no leilão, mas agora que tudo está resolvido, a denominação foi alterada para ser fiel à localização do projeto.

– Seria como chamar de Atlântida um projeto em Capão da Canoa – compara o gaúcho Custódio.

No complexo, haverá uma subestação de 230 quilovolts que levará a energia produzida até a Subestação Livramento 2, da CEEE, que colocará a geração no sistema nacional.

A Eletrosul planeja disputar também o leilão de agosto com outros dois projetos que somam 42 MW.

Fonte Zero Hora

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