quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vice-presidente da Força Sindical-RS, Walter Fabro, integra Conselhão do governo


O vice-presidente da Força Sindical-RS Walter Fabro é um dos 80 nomes indicados a integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) do governo de Tarso Genro. Nomeado há pouco mais de uma semana, o sindicalista auxiliará o governador durante o mandato em discussões e decisões sobre temas polêmicos e de grande repercussão no Rio Grande do Sul.

O indicado pela Força Sindical-RS, Walter Fabro, e demais conselheiros irão se reunir a cada dois meses, a partir de fevereiro, para debater as questões mais importantes envolvendo os interesses do Estado.

A lista de conselheiros tem nomes de empresários, pastores, servidores, economistas, professores, médicos, esportistas, atores, entre outros.

O cargo não será remunerado.

FSM - Força Sindical-RS assina hoje carta pró Fórum Social Mundial junto com Secretaria do Turismo


Hoje será assinada a Carta a Dacar ao Comitê Internacional do Fórum Social na Sala do Fórum Democrático. O ato, às 17h, marca a adesão de entidades, secretarias e instituições no movimento em favor da realização do Fórum Social Mundial em Porto Alegre no ano que vem e em 2013.

O diretor de Meio Ambiente da Força Sindical, Lélio Falcão, oficializou semana passada convite para a secretária de Estado e Turismo, Abgail Pereira, integrar o Comitê Porto Alegre Pró FSM 2012/2013. Ela deve assinar a carta nesta quarta-feira junto com demais apoiadores.

“É de grande importância que a secretaria componha nosso Comitê, visto a necessidade de recursos para infraestrutura, qualificação de trabalhadores, e diversos outros itens que integram o receptivo turístico, bem como a estrutura de divulgação do Estado”, disse Lélio em encontro no gabinete da secretária estadual do Turismo.

Salienta-se que eventos da magnitude de um Fórum Social Mundial, como o realizado em 2005 que reuniu quase meio milhão de pessoas nas diversas atividades ao longo de uma semana, têm imenso potencial de geração de trabalho e renda.

A organização de novas edições em Porto Alegre representa a convicção que tais eventos podem ser testes para a Copa do Mundo de 2014, onde a Capital está confirmada como uma das cidades que sediará diversas partidas, sendo o Rio Grande do Sul possível acolhedor de diversas seleções estrangeiras.

No encontro com Abgail, a Força Verde - presidida por Lélio - ainda convidou a Secretaria de Turismo para a V Conferência Internacional do Bioma Pampa a fim de que integre o Calendário Turístico Oficial do Estado do Rio Grande do Sul.

A secretária aguarda manifestação formal de Santana do Livramento, onde ocorre o evento, para avançar na organização com a Força Sindical-RS. O engenheiro agrônomo Cezar Nicola, Presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Porto Alegre (AEAPA), também estava presente no encontro.

Propostas - Força Sindical-RS apresenta propostas ao novo secretário estadual do Trabalho


Na última segunda-feira, o secretário do Trabalho e Assistência Social do Estado, Luis Augusto Lara, recebeu o convite para integrar o Comitê Pró FSM 2012 e 2013 em Porto Alegre e a agenda de propostas da Força Sindical-RS para o trabalho no Rio Grande do Sul. O encontro ocorreu no gabinete da Secretaria.

Lara aceitou prontamente o chamado do presidente da Força Verde, Lélio Falcão, que também aproveitou a oportunidade para convocá-lo à organização da V Conferência do Bioma Pampa, em novembro, na cidade de Santana do Livramento. Além disso, Lara se disponibilizou a apoiar a campanha realizada pela Força Sindical-RS de qualificação de trabalhadores no Rio Grande do Sul.

O secretário demonstrou grande vontade em se empenhar na parceira com a Força Sindical, entidade com a qual sempre teve bom relacionamento. Também lembrou a ligação da Força Sindical Nacional com o Ministério do Trabalho, que foi citada como importante elo para ampliar os recursos à qualificação de trabalhadores gaúchos.

A agenda da Força Sindical levada ao secretário tem cinco eixos prioritários: Copa do Mundo, Construção Civil, Pólo Naval, Geração de Energia e Integrantes do Bolsa Família.

Rodoviários voltam ao trabalho, mas não abrem mão da extinção do banco de horas


A Força Sindical-RS participou da mobilização do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre e região metropolitana na madrugada desta quarta-feira. Os trabalhadores exigem o reajuste de 8% a 10% no salário, fim do banco de horas da categoria e vale refeição.

Além da Central, sindicalistas e trabalhadores de outras empresas se reuniram às 2h da madrugada para exigirem direitos e fazerem parte da greve. Os trabalhadores protestaram, sobretudo, pela extinção do banco de horas.

O presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, participou das negociações da categoria desde o início do ato. “Reunimos vários sindicatos e categorias e conseguimos avançar na abertura das negociações, que estavam atrasadas. Infelizmente, a greve inicial deixou 50 mil pessoas sem transporte no início da manhã, mas não tivemos escolha. Conseguimos pelo menos que em 180 dias se resolva a extinção do banco de horas, o reajuste e o adicional de motivação”, destacou Janta.

No total, 30 ativistas da Força se concentraram às 2h na sede do Sindicato dos Rodoviários, localizada na avenida Venâncio Aires, apoiaram os rodoviários e passaram a madrugada em vigília. “Foi uma mobilização importante, mostramos que as reivindicações são justas até para a população que necessita de motoristas bem preparados e dispostos”, complementou o presidente da Força Sindical-RS.

Por volta das 3h, mais de 300 pessoas em dois ônibus e diversos carros se dirigiram para a sede da Viação Alto Petrópolis(VAP), de propriedade de Ênio Roberto Dias dos Reis, também presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa). Até as 8h30min da manhã nenhum ônibus havia deixado a garagem da VAP, que normalmente começa a operar às 5h, ficando todos os veículos parados.

Comprovada a adesão total dos rodoviários, o proprietário da empresa chamou o Sindicato dos Rodoviários para conversar. Uma comissão liderada pelo vice-presidente da entidade trabalhista, Gérson Assis, e o presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, começaram as negociações e receberam a proposta da formação de outra comissão para resolver a questão do banco de horas. Também nessa reunião, Ênio dos Reis se comprometeu a não descontar a paralisação do salário dos trabalhadores.

Hoje de tarde, às 16h, haverá nova reunião para que o índice de dissídio do salário seja discutido. A categoria pede reajuste mínimo de 8%. Amanhã, às 20h, os rodoviários votam a proposta e decidem os rumos da mobilização na sede do sindicato.

Piso gaúcho Ação unitária das Centrais abre semana com reunião e protesto na रेसिता


Uma reunião com representantes das seis centrais sindicais, realizada na sede da Central única dos Trabalhadores (CUT), em Porto Alegre, antecedeu ato público marcado pelo movimento diante do prédio da Receita Federal, hoje, às 14h30min, cobrando a correção da tabela do Importo de Renda.

A campanha pela valorização do piso regional vem ganhando corpo e se projeta como a mais importante desde a criação do instrumento, em 2001, em virtude da unidade de ação existente entre as centrais e pela correlação de forças, considerada mais favorável que do ano passado, quando a postura do executivo e dos parlamentares frustrou os sindicalistas.

Reunião pela manhã novamente se prendeu em estabelecer critérios para a elaboração do índice que será proposto para reajuste do piso, que considere a média do PIB gaúcho dos últimos dois anos e que ainda recomponha as perdas acumuladas em uma década, que praticamente nivelou o piso ao salário mínimo, esvaziando o seu valor e significado.

O anfitrião Celso Woyciechowski, presidente da CUT/RS, ressaltou a ligação que há entre as economias gaúcha e brasileira, lembrando que da média dos pisos salariais das categorias profissionais gaúchas que se originaram as faixas salariais. Eder Pereira, da CGTB, acompanhou o raciocínio do cutista.

Para Oniro Camilo, vice-presidente da NCST/RS, será preciso implementar forte mobilização para conquistar a simpatia da sociedade e também dos parlamentares e do governo para recuperação do piso regional e em níveis de dignidade.

Pedro Pozenato, da CTB, considerou fundamental o esforço para constituir uma opinião sobre a validade do piso, uma vez que – segundo disse – há uma tendência para o crescimento da carestia, o que corrói o poder de compra dos salários. Afirmando que “os trabalhadores sempre pagam a conta”, Pozenato defendeu a inversão da lógica que, na prática, quase extinguiu o piso regional.

Cláudio Corrêa, da Força Sindical, insistiu na tese de que é preciso ressaltar a importância do piso, propondo uma forte ação nesse sentido. Para ele, a mobilização na Grande Porto Alegre não é suficiente, devendo ganhar o interior do Estado, por meio de seus principais pólos, como Caxias do Sul, Santa Maria, Bagé e Pelotas, por exemplo.

Integrando o grupo de assessoria das centrais, Ricardo Franzoi, supervisor do DIEESE/RS, salientou que o governo que foi eleito e inicia o mandato tem a questão da desigualdade como uma prioridade central.

A valorização do piso regional é um dos instrumentos a ser usado no sentido de buscar que o crescimento da economia gaúcha garanta a diminuição gradativa e acelerada das desigualdades.

Centrais protestam em frente ao Chocolatão e exigem reajuste da tabela do IR

O calor de 35° da tarde desta segunda-feira não conteve a mobilização das seis centrais sindicais gaúchas em frente ao prédio da Receita Federal, em Porto Alegre, pelo reajuste da tabela do Imposto de Renda. Mais de cem pessoas participaram do ato público no conhecido prédio do Chocolatão portando bandeiras para exigirem também salário mínimo de R$ 580 e reajuste aos aposentados.

O ato marca a entrada das centrais gaúchas na mobilização pública nacional que vem sendo realizada em diversas capitais e que terá um grande encontro no próximo dia 31, em Brasília, quando sindicalistas e governo se encontrarão para debater.

A Força Sindical-RS esteve presente com seu presidente, vice-presidente e diretores, além de filiados e trabalhadores que empunhavam faixas e bandeiras nas tradicionais cores, em meio às demais bandeiras da CGTB, UCT, NCST, CTB e CUT/RS.

De cima do caminhão de som, o presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, conclamou os trabalhadores a se unirem e lutarem por seus direitos, sendo um deles o reajuste da tabela do Imposto de Renda, defasada em 64%.

“Mesmo que estivesse chovendo, estaríamos aqui, porque há muito tempo o governo está tirando dinheiro do trabalhador com a cobrança de impostos por um lado, enquanto aumenta artificialmente o salário por outro. O governo está diluindo o aumento que dá ao trabalhador que ganha R$ 1.500”, disparou Janta. Segundo o sindicalista, antigamente o IR era recolhido de quem tinha grandes salários, mas agora o pequeno trabalhador está sendo taxado indevidamente, enquanto grandes fortunas pagam o mesmo percentual à Receita Federal.


“Iniciemos aqui essa caminhada e semana que vem estaremos em Brasília lutando pela agenda unificada das centrais, levando nossa pauta. Vamos sentar na mesa com o Executivo e ministros para negociar”, garantiu Janta.

O ministro da Fazendo Guido Mantega foi duramente criticado pelos líderes sindicais em função da sua postura intransigente diante dos trabalhadores. Também foi lembrado que graças à valorização do salário e do emprego é que o Brasil não foi atingido pela última crise mundial.

Os sindicalistas apelam para que a presidente Dilma Rousseff tenha em conta essas conquistas e seja sensível à pauta de reivindicações dos trabalhadores, que inclui um salário mínimo de R$ 580, o reajuste para os aposentados e o fim do fator previdenciário.

“O governo é titubeante em acabar com o fator previdenciário, tem o discurso, mas na hora de acertar na mesa de negociações a proposta, é aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres. Essa é a troca que o governo quer fazer, por isso vamos lutar para o governo cumprir o que já deveria ter feito”, cobrou Luis Carlos Barbosa, diretor da Força Sindical-RS.

Evento Mostra "O Olhar do trabalhador sobre o Bioma Pampa" é inaugurada com fotógrafos expositores


A exposição fotográfica "O Olhar do trabalhador sobre o Bioma Pampa" foi inaugurada na manhã desta segunda-feira (24) pelos fotógrafos expositores Renato Ilha, Daiana Rodrigues, Cíntia Rodrigues, Clauss Essen e o presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta.

Participaram do coquetel de abertura diretores, filiados e trabalhadores que acompanham as discussões e atividades envolvendo o Bioma Pampa no Fórum Democrático de debates da Assembleia Legislativa gaúcha.

A atividade é organizada pela ONG Força Verde e a Força Sindical-RS com o intuito de, além de mostrar as belezas do meio ambiente, desmistificar a atuação do ser humano no Bioma Pampa. A Força Sindical-RS busca esclarecer os potenciais do espaço e a sua utilização no desenvolvimento sustentável do trabalho e da renda do trabalhador.

"As fotografias retratam que a preservação é necessária para o desenvolvimento. Por isso realizamos vários debates sobre o Bioma Pampa, a Faixa de Fronteira, incluindo os processos problemáticos de arenização e desertificação na Metade Sul", afirmou o presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta.

Conforme Clauss Essen, as fotografias destacam a realidade do Bioma e o desenvolvimento na região da geração de emprego e renda. "Demonstra que se o ser humano não estiver presente o ambiente perde um pouco da sua função. A exposição mostra a integração do ser humano com o Bioma Pampa", complementou o fotógrafo

Um dos organizadores da mostra e interlocutor da Força Sindical-RS nos debates do Fórum Democrático na Assembleia Legislativa frente à Força Verde, Lélio Falcão diz que a exposição tem um caráter provocativo, fora do comum, quando trata do meio ambiente.

"Entendemos que é importante preservar o meio ambiente, mas temos que nos preocupar com o trabalhador também, que não pode ficar alijado do espaço que é de produção", argumentou Lélio.

Os fotógrafos expositores estavam muito satisfeitos em participar do evento. Trabalhando na cobertura das conferências internacionais sobre o Bioma Pampa, esses profissionais tiveram a oportunidade de conhecer e retratar de perto o ecossistema.

Daiana Rodrigues, que atuou na montagem da mostra, destacou a beleza natural. "Foi muito legal montar a exposição, mostrando para a população a beleza de nosso Pampa e suas riquezas. Essa mostra segue ainda para outros locais", disse, mencionando que Livramento e Uruguaiana, cidades onde se encontram paisagens retratadas, receberão as fotografias.

A preocupação em integrar homem e natureza chamou a atenção do fotógrafo Renato Ilha, ao afirmar que o objetivo é dimensionar a relação positiva entre desenvolvimento do trabalho e preservação da natureza. "Não defendemos a devastação, mas sim o trabalho e a produção de maneira equilibrada, essa é a ideia da conferência", explicou.

O cotidiano do espaço fotografado foi destacado por Cíntia Rodrigues, que também clicou algumas imagens. "Descobrimos belezas em momentos casuais e do dia a dia do Bioma Pampa", completou.

A exposição segue até o dia 28 de janeiro, sexta-feira, com visitação gratuita na Galeria dos Municípios da Assembleia Legislativa.

Indicativo de greve - Rodoviários de Porto Alegre exigem reajuste mínimo de 8% aumento


O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários do Rio Grande do Sul realizou na última quinta-feira, dia 20, assembleia da categoria para definir as negociações sobre o reajuste salarial. Os rodoviários de Porto Alegre não aceitaram a proposta de 7,5% de aumento. Antes, já haviam
declinado 3,5% e 5,5%.

O aumento pretendido fica entre 8% e 10%, a fim de que seja compensado inflação e haja ganho real. Além do reajuste, os trabalhadores lutam pelo fim do banco de horas, vale refeição de R$ 13,00 e um percentual como prêmio de motivação.

"Estamos sentindo que os patrões não estão sensibilizados com a nossa condição, então passamos para o estado de alerta de greve", afirmou o diretor do sindicato Luis Fernando Melo de Araújo, que também é secretário de transportes da Força Sindical-RS.

Na terça-feira protestos devem iniciar na Capital. Segunda-feira a categoria estará reunida para definir o indicativo de greve.

Audiência da Força com prefeito de Rio Grande garante área de lazer para Sindicato dos Vigilantes


O diretor da Força Sindical-RS Luis Carlos Barbosa representou o presidente da entidade, Clàudio Janta, em audiência com o prefeito de Rio Grande, Fábio Branco. A reunião marcou a cedência de uma área para construção de um espaço de lazer aos trabalhadores vigilantes do municípios e região.

O encontro com o prefeito ocorreu ontem na Prefeitura Municipal da cidade e foi acompanhado pelo presidente do Sindicato dos Vigilantes de Rio Grande, Pedro Aguiar.

O prefeito Fábio Brando se colocou à disposição para ceder de terreno pelo Município e contatou a Secretaria responsável pela Praia do Cassino, onde foi agendada para hoje uma vistoria, juntamente com o sindicato, de áreas disponíveis para que o Município encaminhe a cedência. Medidas na esfera estadual e federal também já foram encaminhadas pela Prefeitura.

A obtenção da nova sede de lazer do Sindicato dos Vigilantes de Rio Grande, com auxílio da Força Sindical-RS, colabora na resolução de tensões do passado entre o prefeito do Município e a categoria que envolveram a disputa por terreno.

Outro assunto mencionado na audiência foi o encaminhamento do Plano de Qualificação (PlanSeq) da região ao governo federal, demanda da qual a Força Sindical-RS participou ativamente. Na ocasião, foi requerida a inclusão no plano de um curso técnico de construção naval.

A perspectiva da região com o incremente do setor naval é gerar entre 15 e 20 mil empregos diretos que deve absorver mão de obra qualificada.

A demanda por qualificação dos trabalhadores da região de Rio Grande em função da indústria naval exige que se instalem cursos técnicos específicos. O impacto da construção naval na região vai proporcionar a contratação de grande número de trabalhadores especializados.

Conforme Barbosa, somente cursos técnicos específicos evitarão que se formem bolsões de desemprego. A política de qualificação dos trabalhadores faz parte do projeto da Força Sindical-RS “Qualificação Já!”.

A Força Sindical-RS é parceira do município de Rio Grande nessas ações e em outras que envolvam a categoria dos trabalhadores.

Representantes do governo estadual abrem reunião das centrais sindicais


A presença da assessoria superior do Gabinete do vice-governador, Beto Grill, foi o destaque da abertura da reunião das centrais sindicais, realizada na sede da Força Sindical, em Porto Alegre, nesta quarta-feira (19).

Gil Silva, Irani Medeiros e Maicon Machado foram recepcionados pelo presidente da Força, Clàudio Janta, e apresentaram aos sindicalistas os movimentos que o Gabinete pretende fazer para minorar as disparidades regionais, especialmente aquela que divide o Rio Grande do Sul entre Metade Sul e Norte.

Segundo economistas, o Brasil vem perdendo oportunidades históricas de crescimento por não encarar os problemas das disparidades regionais. No Rio Grande do Sul há um lado rico – que consome mais de dois terços da energia produzida no Estado - e outro lado estagnado, que mesmo gerando renda não consegue retê-la na região.

São mecanismos que indiquem instrumentos para incluir os trabalhadores no centro desse projeto que serão perseguidos pelo grupo representante do governo estadual.


Para Mário Lima, economista da Força Sindical, o crescimento econômico nada mais é que o crescimento da riqueza. Segundo disse, desenvolvimento regional é distribuição harmônica dessa riqueza. Embora tivéssemos ciclos de crescimento, como agora, faltou uma política de desenvolvimento, afirmou.

O economista citou a Alemanha, que subdivide sua economia em microbacias, pois para uma região ser sustentável ela precisa ter seu próprio abastecimento de água, o mesmo acontecendo na França, o que faz com que existam planejamentos setoriais, territoriais, com base no crescimento homogêneo.

O grupo de assessores do vice-governador se apresentou aberto para incorporar propostas como as geradas na IV Conferência Internacional do Bioma Pampa, realizada anualmente nas cidades gêmeas de Santana do Livramento, no Brasil, e Rivera, no Uruguai, em sua quarta edição, e o Seminário sobre Faixa de Fronteira, em Uruguaiana, ambos promovidos pela Força Sindical gaúcha, fato destacado pelo presidente da Central no Estado, Clàudio Janta.

Centrais começam a definir índice para reajuste do piso regional


A discussão sobre os critérios a serem adotados para a definição do índice de reajuste do piso regional deu a tônica da reunião unitária das centrais sindicais, realizada na manhã desta quarta-feira (19/01), na sede da Força Sindical/RS, em Porto Alegre.

Coube a Ricardo Franzoi, supervisor do DIEESE/RS, a tarefa de recapitular o histórico do piso no Estado e projetar os números capazes de resgatar o poder de compra de 2001, ano da criação mínimo regional. O economista discorreu sobre a metodologia aplicada nos primeiros anos que somava ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a média de crescimento dos dois últimos anos do PIB gaúcho, justo pela diferença que pode ocorrer no período, mas salientou que será preciso ainda acrescer um percentual que recupere o valor perdido.

O piso do Rio Grande do Sul, que chegou a valer quase 30% a mais que o salário mínimo, hoje chegou à paridade com o salário nacional. Franzoi também destacou a importância do piso, na medida em que mais de 300 mil pessoas se enquadram no grupo de profissões não representadas por sindicatos organizados.

Loricardo de Oliveira, da CUT, apresentou um plano de ação prontamente aprovado pelas demais centrais, na qual se inclui ampla campanha de mobilização e de mídia para propagandear a importância do piso regional, tanto para as grandes cidades, como para as menores, do interior do Estado.

No cronograma comum das centrais, ficaram estabelecidas ações pontuais como plenárias, atos públicos e coletivas de imprensa em que as centrais figuram juntas.

O anfitrião Clàudio Janta, presidente da Fetracos e Força Sindical-RS, também sugeriu a realização de uma reunião dos sindicalistas na Assembléia Legislativa, em fevereiro, para apresentar a proposta e conquistar a simpatia dos deputados, o que não ocorreu ano passado.

Para Oniro Camilo, vice-presidente da Nova Central, é necessário definir o índice e padronizar a ação das entidades, conforme estabelece o plano apresentado pela CUT. O sindicalista manifestou sua concordância com a idéia de formação de uma comissão permanente das centrais para tratar de assuntos como o piso.

Mesmo pensamento foi manifestado por César Luis Pacheco Chagas, representante da CGTB, que saúda o fato de as centrais virem atuando unitariamente.

Outra proposta que ganhou corpo foi a de apresentar uma emenda popular regulamentando o piso regional. Pela CTB, Pedro Pozenato denunciou a voracidade do empresariado, que segundo disse, atua em favor do arrocho salarial e da retirada de direitos. Pozenato afirmou que valorizar o piso fará bem para a economia do Estado.

Na mesma linha de pensamento, Paulo Barck, da UGT, considera decisiva a definição da metodologia a ser aplicada no reajuste, frisando a importância da seqüência de reuniões que vem ocorrendo entre as centrais sindicais.

Ao término do encontro, foram definidas reuniões dos jornalistas das centrais, dia 21/01, e a reunião da comissão dirigente na segunda-feira (24/01), ambas na sede da CUT, em Porto Alegre, às 9h.

Plenária Plenária com centrais sindicais discute o mínimo regional amanhã


A Força Sindical-RS realiza plenária com centrais sindicais amanhã, dia 19, para discutir o piso regional. O vice-governador, Beto Grill (PSB), deve comparecer ao encontro a fim de fazer uma explanação sobre os planos do governo recém eleito em relação ao reajuste do mínimo regional.
Estarão presentes seis centrais, mais sindicatos e federações dos trabalhadores vinculados à Força Sindical.
“O mínimo regional compete ao governo estadual decidir e depende da boa vontade do governador, afinal é o Executivo que tem essa tarefa de estabelecer o piso. Como o percentual de 1,3% foi criado no governo Olívio, esperamos recuperar a defasagem que sofreu em relação ao salário mínimo nacional”, afirma o presidente da Força Sindical-RS e da Fetracos, Clàudio Janta.
A plenária parte do panorama das constantes perdas salariais do trabalhador desde o governo Germano Rigotto (PMDB), continuando no governo Yeda Crusius (PSDB).
Dentre os objetivos da luta por melhor mínimo regional, está garantir que volte o reajuste de 1,3% do piso estadual sobre o piso nacional, o que foi acordado no governo de Olívio Dutra (PT), mas que não vem sendo cumprido.
A defasagem do mínimo regional, comparado com o salário mínimo nacional, está atualmente ultrapassando os 20%. A plenária acontece na sede da Força Sindical-RS (avenida Cristóvão Colombo, 203), a partir das 10h.

Federações e sindicatos protocolam ação na Justiça e apresentam o documento a filiados


Sindicatos filiados à Força Sindical-RS realizaram hoje reunião pública para protocolar ação na Justiça Federal exigindo o reajuste do Imposto de Renda (IR), em Porto Alegre.

Durante a manhã, o presidente da Força Sindical-RS e da Fetracos, Clàudio Janta, e a advogada Carmem Pinto apresentaram a documentação aos filiados em ato simbólico na sede da Força. Metalúrgicos, trabalhadores do setor calçadista, vigilantes, zeladores, empregados de condomínios em geral e trabalhadores do transporte de cargas estão representados na ação.

Pelo menos 43 entidades buscam o reajuste da tabela de incidência da base de cálculo da alíquota do IR através de ação.

“Esperamos que a Justiça seja sensível à reivindicação, que não é só dos trabalhadores, mas da sociedade como um todo. Com uma defasagem de 64% na tabela, tem que ser feito algo justo”, diz o presidente Janta.

A ação requer que o reajuste na tabela de recolhimento do imposto seja aplicado conforme percentual do INPC e IBGE, correspondente a cada valor salarial: isento para quem recebe até R$ 1.595,99; 7,5% para quem recebe entre R$ 1.595,99 e R$ 2.391,89; 15% entre R$ 2.391,89 e R$ 3.1899,22; 22,5% entre R$ 3.189,22 e R$ 3.985,00; e 27,5% para quem recebe a partir de R$ 3.995,00.

Além disso, tutela antecipada e uma audiência com o magistrado responsável pela demanda são pedidas no processo.

“É muita gente que está solicitando seu direito. Em apenas uma entidade, por exemplo, temos 100 mil trabalhadores. Esse número muda de estado para estado do país, mas a quantidade de trabalhadores beneficiados é muito grande”, pontua a advogada Carmem Pinto, representante jurídica da Força Sindical-RS.

A manifestação da Força Sindical-RS no Rio Grande do Sul faz parte da mobilização nacional de centrais sindicais - Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CGTB e CTB- em todo o país.

Em várias cidades brasileiras, nesta terça-feira, foram protocoladas ações na Justiça regional e realizados atos pedindo o reajuste do IR.

Mínimo no RS em discussão Reunião aborda proposta para salário regional

Cláudio Janta, presidente da Força Sindical, sugere recompor defasagens
Crédito: mateus bruxel / cp memória

As centrais sindicais do Rio Grande do Sul começarão a discutir nesta semana a proposta de reajuste do mínimo regional que será entregue ao governo do Estado. O primeiro encontro ocorrerá na próxima quarta-feira, às 10h, na sede da Força Sindical em Porto Alegre. A data-base, que até o ano passado era 1 de maio, será antecipada pela primeira vez para o dia 1 de março, em atendimento à lei 13.436/2010.

Segundo o presidente da Força Sindical no Rio Grande do Sul, Cláudio Janta, a principal reivindicação é a criação de uma política definitiva de reajuste, a exemplo do que ocorre com o salário mínimo nacional. "Seria uma forma de recompor a defasagem", explicou. "Uma política estabelecida tranquiliza o trabalhador e o comércio, e o ano começa melhor", assinalou o sindicalista.

Em 2001, quando foi criado, o mínimo regional era 28% superior ao nacional. Hoje, a primeira faixa do piso está em R$ 546,57, pouco mais do que o novo mínimo aprovado para o país em 2011, que é de R$ 540,00. De acordo com Janta, ainda não houve um diálogo com o novo governo estadual sobre o tema.

Uma plenária na Assembleia Legislativa do RS foi marcada para a próxima sexta-feira, às 9h, no Plenarinho, e deverá reunir representantes das centrais sindicais, do governo e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A proposta é de autoria do deputado estadual Heitor Schuch (PSB), tendo em vista a antecipação da data-base. Entretanto, de acordo com Janta, não faria sentido debater o tema com os parlamentares que se despedirão do cargo no final deste mês.

Dividido em quatro faixas, o piso salarial no Rio Grande do Sul varia entre R$ 546,57 e R$ 594,42. Aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores gaúchos recebem os seus salários de acordo com esse índice. O último reajuste, que foi aplicado em junho do ano passado, ficou estabelecido em 6,9%. Também estará na pauta da plenária marcada para a sexta-feira o reajuste para recuperar as perdas acarretadas nos últimos anos.

O Brasil deve continuar crescendo


O governo Lula apostou no mercado interno para enfrentar a crise econômica mundial. Reduziu impostos, ofertou crédito, valorizou o Salário Mínimo e, com isso, estimulou a produção e o consumo. Uma situação praticamente inédita no país, que gerou grande oferta de empregos e geração de renda. Um quadro de emergência das classes C e D para a classe média tradicional, como definiu o próprio governo. Os trabalhadores apoiaram essa política e apostaram na sua continuidade.

Mal terminaram as eleições, a sinalização das autoridades econômicas não é das mais positivas. Sob a antiga alegação de “combate a inflação”, a equipe econômica resiste a reajustar o Salário Mínimo além de R$ 540,00, ao mesmo tempo em que anuncia uma forte restrição ao crédito. O objetivo é, segundo o governo, conter o consumo crescente, que não teria correspondência na ponta da produção. Uma política que, aparentemente, a sociedade brasileira considerava coisa de um passado já meio distante.

Por outro lado, o câmbio desfavorável ao país e o aumento das taxas de juros também conspiram contra o emergente mercado interno. Com isso, aprofunda-se a especulação financeira e a invasão de produtos estrangeiros, pelas mais variadas formas. A decorrência já em curso é a desindustrialização do país, com repercussão direta no nível de empregos. Aumentando a preocupação, o governo também sinaliza com aumento de impostos e corte de gastos públicos, especialmente nos investimentos nas obras do PAC.

É natural a busca do equilíbrio financeiro das contas do país e também o controle da inflação. Mas, é inaceitável a adoção das velhas receitas anti-inflacionárias recessivas, que premiam a farra dos bancos e penalizam a produção, o emprego e a renda. O Brasil amadureceu ao longo dessa década em que experimentou um longo período de estabilidade econômica e bem estar social. A continuidade dessa política desenvolvimentista foi o principal compromisso eleitoral do novo governo eleito. Os trabalhadores não aceitarão a política do “freio de arrumação” as custas dos seus empregos e salários.

* Clàudio Janta é presidente das Força Sindical – RS e secretário-geral do Sindec.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Força Sindical-RS realiza a exposição “O olhar do trabalhador sobre o Bioma Pampa”


A Força Sindical-RS, como integrante do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional – FDDR, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul - ALRS, realiza a exposição “O olhar do trabalhador sobre o Bioma Pampa” entre 24 e 28 de janeiro na entrada da Assembleia Legislativa gaúcha (Praça Marechal Deodoro, 101, Centro/Poa) e você é nosso convidado. O coquetel de abertura acontece dia 24, segunda-feira, às 11h. Serão expostas para visitação 24 fotografias das paisagens geográficas do espaço natural na Galeria dos Municípios da Assembleia. As imagem foram clicadas pelos fotógrafos Renato Ilha, Daiana Rodrigues, Claus Essen e Valery Pugathc. O evento é gratuito e aberto ao público.

No dia 25, terça-feira, ocorre a entrega das medalhas da 52ª Legislatura pelo Deputado Estadual Giovani Cherini, Presidente da ALRS, às entidades que desempenharam um papel significativo nas discussões sobre o Bioma Pampa no Fórum Democrático (FDDR). Esse espaço institucional conta com a participação da sociedade nos debates sobre o desenvolvimento regional do Estado.

O presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, está com expectativas muito positivas em relação às discussões sobre o Bioma Pampa das quais a central participa anualmente. “Estamos com várias atividades há mais de cinco anos debatendo o Bioma e resolvemos organizar essa exposição. São imagens das visitas de campo, de conferências, das comissões da Assembleia. A exposição divulga o que é o próprio Bioma”, explica Janta.

O equilíbrio entre espaço preservado e desenvolvimento econômico é uma das preocupações da entidade. Conforme Janta, em vista do Bioma ser uma região de preservação permanente, é necessário buscar formas de cuidado da natureza sem engessar o desenvolvimento do trabalho no espaço. “O meio ambiente é imprescindível para a humanidade, só que vivemos entre o social e o ambiental e não podemos permitir que as regiões não se desenvolvam por entraves burocráticos pondera o presidente.

“As fotos retratam também nosso interesse pelo trabalho no Pampa”, avalia Lélio Luzardi Falcão, Diretor de Meio Ambiente da Força Sindical-RS e Coordenador dos Trabalhos do Grupo Executivo de Acompanhamento de Debates (GEAD) sobre Ações Ambientais do FDDR. Ele aponta que a participação da Força Sindical-RS nos debates do fórum “busca defender os interesses dos trabalhadores em um ambiente saudável”.

O Bioma Pampa se refere a uma área de 700 mil quilômetros quadrados que estão distribuídos entre a Argentina, o Uruguai e o Brasil. Conforme dados do Ministério do Meio Ambiente, o Rio Grande do Sul é o único estado brasileiro a ter áreas do Bioma Pampa, numa extensão de 178 mil quilômetros quadrados. O espaço abriga o local de trabalho e origina as condições econômicas de sobrevivência de milhares de trabalhadores.

Muitas das fotografias da exposição foram clicadas por ocasião da organização da Conferência Internacional do Bioma Pampa, evento anual organizado pela Força Sindical-RS, com apoio da Associação Força Verde, em Santana do Livramento. A conferência aborda as formas de trabalho e as diversidades ambientais marcantes na área, representadas por planícies, planaltos, depressões, encostas e litoral.

Participe!

Serviço:

O que: Exposição “O olhar do trabalhador sobre o Bioma Pampa”

Quando: Entre 24 e 28 de janeiro de 2011 – Segunda-feira a Sexta-feira

Onde: Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Praça Marechal Deodoro, 101, Centro/Poa)

Informações: Força Sindical-RS (Fone: 3254-5540. Email: imprensa@fsindical-rs.org.br)

Valor: Entrada franca

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Porto Alegre (RS): Mobilização: “Vamos entregar documento à Receita Federal pedindo a correção da tabela do IR”, diz Janta.

O presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, afirmou que a entidade vai ingressar com ação na Justiça pelo reajuste do IR

As direções estaduais das centrais sindicais e seus filiados realizam na próxima terça-feira, dia 18, manifestações pelo reajuste da tabela do desconto do Imposto de Renda na fonte. A Direção Nacional da Força Sindical solicitou às estaduais que, juntamente com os sindicatos filiados, realizem mobilizações e busquem seus direitos.

Na terça-feira mesmo a Força Sindical-RS ingressará com ação junto à Justiça Federal pleiteando o reajuste judicial da tabela do IR. “Vamos entregar um documento à Receita Federal pedindo a correção da tabela do IR”, afirma o presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta.

Os trabalhadores já pagam imposto altos, o que o sindicalista julga pesado para o bolso do assalariado. “Além disso tem que pagar o IR, o que é um absurdo”, contesta Janta. As centrais querem aumentar o índice do reajuste do IR para mais de R$ 1.500, livrando os trabalhadores que ganham até o limite deste valor do pagamento ao Leão do IR.

Além da Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CGTB, CTB farão na próxima terça-feira manifestações em diversas cidades cobrando a correção da tabela do Imposto de Renda. Em São Paulo, o ato será às 10h30 defronte ao TRF (Tribunal Regional Federal), na avenida Paulista.

“Pretendemos ingressar com ações na Justiça Federal para corrigir esta injustiça com os trabalhadores. É bom ressaltar que milhares de trabalhadores passarão a pagar imposto de renda após os reajustes salariais do ano passado”, adianta o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

O reajuste da tabela do IR pela inflação (IPCA) de 2007 a 2010, descontados o percentual de 4,5% de reajuste anual já aplicado, garantirá ao conjunto dos trabalhadores uma renda adicional superior aos R$ 1,37 bilhões de reais, além de impedir que milhares de trabalhadores e aposentados ultrapassem o limite de isenção, submetendo-os ao recolhimento do IR na fonte.

De 2007 a 2010 vigorou um acordo firmado entre as centrais e o governo federal fixando o reajuste da tabela do IR em 4,5% ao ano, acordo que deverá ser revisado entre as partes em 2011.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, lembra que dados da Receita Federal revelam que o governo espera receber 24 milhões de declarações, cerca de 500 mil a mais este ano. “Desde 1995, a tabela do IR acumula defasagem de cerca de 70%”, cobra o sindicalista.

O departamento jurídico da Força Nacional enviou hoje a minuta inicial da ação e demais orientações para as filiais estaduais.

O Brasil deve continuar crescendo

O governo Lula apostou no mercado interno para enfrentar a crise econômica mundial. Reduziu impostos, ofertou crédito, valorizou o Salário Mínimo e, com isso, estimulou a produção e o consumo. Uma situação praticamente inédita no país, que gerou grande oferta de empregos e geração de renda. Um quadro de emergência das classes C e D para a classe média tradicional, como definiu o próprio governo. Os trabalhadores apoiaram essa política e apostaram na sua continuidade. Mal terminaram as eleições, a sinalização das autoridades econômicas não é das mais positivas.

Sob a antiga alegação de “combate a inflação”, a equipe econômica resiste a reajustar o Salário Mínimo além de R$ 540,00, ao mesmo tempo em que anuncia uma forte restrição ao crédito. O objetivo é, segundo o governo, conter o consumo crescente, que não teria correspondência na ponta da produção. Uma política que, aparentemente, a sociedade brasileira considerava coisa de um passado já meio distante.

Por outro lado, o câmbio desfavorável ao país e o aumento das taxas de juros também conspiram contra o emergente mercado interno. Com isso, aprofunda-se a especulação financeira e a invasão de produtos estrangeiros, pelas mais variadas formas. A decorrência já em curso é a desindustrialização do país, com repercussão direta no nível de empregos. Aumentando a preocupação, o governo também sinaliza com aumento de impostos e corte de gastos públicos, especialmente nos investimentos nas obras do PAC.

É natural a busca do equilíbrio financeiro das contas do país e também o controle da inflação. Mas, é inaceitável a adoção das velhas receitas anti-inflacionárias recessivas, que premiam a farra dos bancos e penalizam a produção, o emprego e a renda. O Brasil amadureceu ao longo dessa década em que experimentou um longo período de estabilidade econômica e bem estar social. A continuidade dessa política desenvolvimentista foi o principal compromisso eleitoral do novo governo eleito. Os trabalhadores não aceitarão a política do “freio de arrumação” as custas dos seus empregos e salários.


Clàudio Janta é presidente das Força Sindical – RS.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Brasil deve continuar crescendo

O governo Lula apostou no mercado interno para enfrentar a crise econômica mundial. Reduziu impostos, ofertou crédito, valorizou o Salário Mínimo e, com isso, estimulou a produção e o consumo. Uma situação praticamente inédita no país, que gerou grande oferta de empregos e geração de renda. Um quadro de emergência das classes C e D para a classe média tradicional, como definiu o próprio governo. Os trabalhadores apoiaram essa política e apostaram na sua continuidade. Mal terminaram as eleições, a sinalização das autoridades econômicas não é das mais positivas.

Sob a antiga alegação de “combate a inflação”, a equipe econômica resiste a reajustar o Salário Mínimo além de R$ 540,00, ao mesmo tempo em que anuncia uma forte restrição ao crédito. O objetivo é, segundo o governo, conter o consumo crescente, que não teria correspondência na ponta da produção. Uma política que, aparentemente, a sociedade brasileira considerava coisa de um passado já meio distante.

Por outro lado, o câmbio desfavorável ao país e o aumento das taxas de juros também conspiram contra o emergente mercado interno. Com isso, aprofunda-se a especulação financeira e a invasão de produtos estrangeiros, pelas mais variadas formas. A decorrência já em curso é a desindustrialização do país, com repercussão direta no nível de empregos. Aumentando a preocupação, o governo também sinaliza com aumento de impostos e corte de gastos públicos, especialmente nos investimentos nas obras do PAC.

É natural a busca do equilíbrio financeiro das contas do país e também o controle da inflação. Mas, é inaceitável a adoção das velhas receitas anti-inflacionárias recessivas, que premiam a farra dos bancos e penalizam a produção, o emprego e a renda. O Brasil amadureceu ao longo dessa década em que experimentou um longo período de estabilidade econômica e bem estar social. A continuidade dessa política desenvolvimentista foi o principal compromisso eleitoral do novo governo eleito. Os trabalhadores não aceitarão a política do “freio de arrumação” as custas dos seus empregos e salários.

* Publicado originalmente na seção de Opinião do Jornal do Comércio (RS).