quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Centrais começam a definir índice para reajuste do piso regional


A discussão sobre os critérios a serem adotados para a definição do índice de reajuste do piso regional deu a tônica da reunião unitária das centrais sindicais, realizada na manhã desta quarta-feira (19/01), na sede da Força Sindical/RS, em Porto Alegre.

Coube a Ricardo Franzoi, supervisor do DIEESE/RS, a tarefa de recapitular o histórico do piso no Estado e projetar os números capazes de resgatar o poder de compra de 2001, ano da criação mínimo regional. O economista discorreu sobre a metodologia aplicada nos primeiros anos que somava ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a média de crescimento dos dois últimos anos do PIB gaúcho, justo pela diferença que pode ocorrer no período, mas salientou que será preciso ainda acrescer um percentual que recupere o valor perdido.

O piso do Rio Grande do Sul, que chegou a valer quase 30% a mais que o salário mínimo, hoje chegou à paridade com o salário nacional. Franzoi também destacou a importância do piso, na medida em que mais de 300 mil pessoas se enquadram no grupo de profissões não representadas por sindicatos organizados.

Loricardo de Oliveira, da CUT, apresentou um plano de ação prontamente aprovado pelas demais centrais, na qual se inclui ampla campanha de mobilização e de mídia para propagandear a importância do piso regional, tanto para as grandes cidades, como para as menores, do interior do Estado.

No cronograma comum das centrais, ficaram estabelecidas ações pontuais como plenárias, atos públicos e coletivas de imprensa em que as centrais figuram juntas.

O anfitrião Clàudio Janta, presidente da Fetracos e Força Sindical-RS, também sugeriu a realização de uma reunião dos sindicalistas na Assembléia Legislativa, em fevereiro, para apresentar a proposta e conquistar a simpatia dos deputados, o que não ocorreu ano passado.

Para Oniro Camilo, vice-presidente da Nova Central, é necessário definir o índice e padronizar a ação das entidades, conforme estabelece o plano apresentado pela CUT. O sindicalista manifestou sua concordância com a idéia de formação de uma comissão permanente das centrais para tratar de assuntos como o piso.

Mesmo pensamento foi manifestado por César Luis Pacheco Chagas, representante da CGTB, que saúda o fato de as centrais virem atuando unitariamente.

Outra proposta que ganhou corpo foi a de apresentar uma emenda popular regulamentando o piso regional. Pela CTB, Pedro Pozenato denunciou a voracidade do empresariado, que segundo disse, atua em favor do arrocho salarial e da retirada de direitos. Pozenato afirmou que valorizar o piso fará bem para a economia do Estado.

Na mesma linha de pensamento, Paulo Barck, da UGT, considera decisiva a definição da metodologia a ser aplicada no reajuste, frisando a importância da seqüência de reuniões que vem ocorrendo entre as centrais sindicais.

Ao término do encontro, foram definidas reuniões dos jornalistas das centrais, dia 21/01, e a reunião da comissão dirigente na segunda-feira (24/01), ambas na sede da CUT, em Porto Alegre, às 9h.

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