quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Centrais protestam em frente ao Chocolatão e exigem reajuste da tabela do IR

O calor de 35° da tarde desta segunda-feira não conteve a mobilização das seis centrais sindicais gaúchas em frente ao prédio da Receita Federal, em Porto Alegre, pelo reajuste da tabela do Imposto de Renda. Mais de cem pessoas participaram do ato público no conhecido prédio do Chocolatão portando bandeiras para exigirem também salário mínimo de R$ 580 e reajuste aos aposentados.

O ato marca a entrada das centrais gaúchas na mobilização pública nacional que vem sendo realizada em diversas capitais e que terá um grande encontro no próximo dia 31, em Brasília, quando sindicalistas e governo se encontrarão para debater.

A Força Sindical-RS esteve presente com seu presidente, vice-presidente e diretores, além de filiados e trabalhadores que empunhavam faixas e bandeiras nas tradicionais cores, em meio às demais bandeiras da CGTB, UCT, NCST, CTB e CUT/RS.

De cima do caminhão de som, o presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, conclamou os trabalhadores a se unirem e lutarem por seus direitos, sendo um deles o reajuste da tabela do Imposto de Renda, defasada em 64%.

“Mesmo que estivesse chovendo, estaríamos aqui, porque há muito tempo o governo está tirando dinheiro do trabalhador com a cobrança de impostos por um lado, enquanto aumenta artificialmente o salário por outro. O governo está diluindo o aumento que dá ao trabalhador que ganha R$ 1.500”, disparou Janta. Segundo o sindicalista, antigamente o IR era recolhido de quem tinha grandes salários, mas agora o pequeno trabalhador está sendo taxado indevidamente, enquanto grandes fortunas pagam o mesmo percentual à Receita Federal.


“Iniciemos aqui essa caminhada e semana que vem estaremos em Brasília lutando pela agenda unificada das centrais, levando nossa pauta. Vamos sentar na mesa com o Executivo e ministros para negociar”, garantiu Janta.

O ministro da Fazendo Guido Mantega foi duramente criticado pelos líderes sindicais em função da sua postura intransigente diante dos trabalhadores. Também foi lembrado que graças à valorização do salário e do emprego é que o Brasil não foi atingido pela última crise mundial.

Os sindicalistas apelam para que a presidente Dilma Rousseff tenha em conta essas conquistas e seja sensível à pauta de reivindicações dos trabalhadores, que inclui um salário mínimo de R$ 580, o reajuste para os aposentados e o fim do fator previdenciário.

“O governo é titubeante em acabar com o fator previdenciário, tem o discurso, mas na hora de acertar na mesa de negociações a proposta, é aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres. Essa é a troca que o governo quer fazer, por isso vamos lutar para o governo cumprir o que já deveria ter feito”, cobrou Luis Carlos Barbosa, diretor da Força Sindical-RS.

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