quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mínimo no RS em discussão Reunião aborda proposta para salário regional

Cláudio Janta, presidente da Força Sindical, sugere recompor defasagens
Crédito: mateus bruxel / cp memória

As centrais sindicais do Rio Grande do Sul começarão a discutir nesta semana a proposta de reajuste do mínimo regional que será entregue ao governo do Estado. O primeiro encontro ocorrerá na próxima quarta-feira, às 10h, na sede da Força Sindical em Porto Alegre. A data-base, que até o ano passado era 1 de maio, será antecipada pela primeira vez para o dia 1 de março, em atendimento à lei 13.436/2010.

Segundo o presidente da Força Sindical no Rio Grande do Sul, Cláudio Janta, a principal reivindicação é a criação de uma política definitiva de reajuste, a exemplo do que ocorre com o salário mínimo nacional. "Seria uma forma de recompor a defasagem", explicou. "Uma política estabelecida tranquiliza o trabalhador e o comércio, e o ano começa melhor", assinalou o sindicalista.

Em 2001, quando foi criado, o mínimo regional era 28% superior ao nacional. Hoje, a primeira faixa do piso está em R$ 546,57, pouco mais do que o novo mínimo aprovado para o país em 2011, que é de R$ 540,00. De acordo com Janta, ainda não houve um diálogo com o novo governo estadual sobre o tema.

Uma plenária na Assembleia Legislativa do RS foi marcada para a próxima sexta-feira, às 9h, no Plenarinho, e deverá reunir representantes das centrais sindicais, do governo e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A proposta é de autoria do deputado estadual Heitor Schuch (PSB), tendo em vista a antecipação da data-base. Entretanto, de acordo com Janta, não faria sentido debater o tema com os parlamentares que se despedirão do cargo no final deste mês.

Dividido em quatro faixas, o piso salarial no Rio Grande do Sul varia entre R$ 546,57 e R$ 594,42. Aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores gaúchos recebem os seus salários de acordo com esse índice. O último reajuste, que foi aplicado em junho do ano passado, ficou estabelecido em 6,9%. Também estará na pauta da plenária marcada para a sexta-feira o reajuste para recuperar as perdas acarretadas nos últimos anos.

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