quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Piso gaúcho Ação unitária das Centrais abre semana com reunião e protesto na रेसिता


Uma reunião com representantes das seis centrais sindicais, realizada na sede da Central única dos Trabalhadores (CUT), em Porto Alegre, antecedeu ato público marcado pelo movimento diante do prédio da Receita Federal, hoje, às 14h30min, cobrando a correção da tabela do Importo de Renda.

A campanha pela valorização do piso regional vem ganhando corpo e se projeta como a mais importante desde a criação do instrumento, em 2001, em virtude da unidade de ação existente entre as centrais e pela correlação de forças, considerada mais favorável que do ano passado, quando a postura do executivo e dos parlamentares frustrou os sindicalistas.

Reunião pela manhã novamente se prendeu em estabelecer critérios para a elaboração do índice que será proposto para reajuste do piso, que considere a média do PIB gaúcho dos últimos dois anos e que ainda recomponha as perdas acumuladas em uma década, que praticamente nivelou o piso ao salário mínimo, esvaziando o seu valor e significado.

O anfitrião Celso Woyciechowski, presidente da CUT/RS, ressaltou a ligação que há entre as economias gaúcha e brasileira, lembrando que da média dos pisos salariais das categorias profissionais gaúchas que se originaram as faixas salariais. Eder Pereira, da CGTB, acompanhou o raciocínio do cutista.

Para Oniro Camilo, vice-presidente da NCST/RS, será preciso implementar forte mobilização para conquistar a simpatia da sociedade e também dos parlamentares e do governo para recuperação do piso regional e em níveis de dignidade.

Pedro Pozenato, da CTB, considerou fundamental o esforço para constituir uma opinião sobre a validade do piso, uma vez que – segundo disse – há uma tendência para o crescimento da carestia, o que corrói o poder de compra dos salários. Afirmando que “os trabalhadores sempre pagam a conta”, Pozenato defendeu a inversão da lógica que, na prática, quase extinguiu o piso regional.

Cláudio Corrêa, da Força Sindical, insistiu na tese de que é preciso ressaltar a importância do piso, propondo uma forte ação nesse sentido. Para ele, a mobilização na Grande Porto Alegre não é suficiente, devendo ganhar o interior do Estado, por meio de seus principais pólos, como Caxias do Sul, Santa Maria, Bagé e Pelotas, por exemplo.

Integrando o grupo de assessoria das centrais, Ricardo Franzoi, supervisor do DIEESE/RS, salientou que o governo que foi eleito e inicia o mandato tem a questão da desigualdade como uma prioridade central.

A valorização do piso regional é um dos instrumentos a ser usado no sentido de buscar que o crescimento da economia gaúcha garanta a diminuição gradativa e acelerada das desigualdades.

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