quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Coesão Secretário de Relações Internacionais da Força destaca união e autonomia das centrais


Dois dias após a votação do salário mínimo no Congresso, semana na qual as centrais sindicais marcaram presença e fizeram intensa mobilização em Brasília, fica como saldo altamente positivo a união e a coesão apresentada pelo movimento sindical na hora de reivindicar pelos trabalhadores e buscar negociar com o governo federal.

O secretário de Relações Internacionais da Força Sindical, Nilton Neco, atribui os avanços da classe trabalhadora no Brasil à união das centrais e à capacidade de diálogo com a população.

A questão da pressão do governo sobre os parlamentares para aprovar o salário mínimo demonstrou o papel importante que o movimento sindical tem na sociedade e vem desempenhando nos últimos anos, demonstrando força em ações e atividades.

“O mais importante é a unidade do movimento brasileiro, isso é que mostra para a sociedade, o próprio governo e o Congresso nacional que os trabalhadores estão juntos. É interessante para nós porque se estivéssemos divididos nas ações dessa semana com certeza a sinalização para o governo e para a sociedade seria de que o movimento sindical estaria enfraquecido, o que atingiria mais ainda o direito dos trabalhadores”, diz Neco.

A partir do momento em que as centrais manifestam união nas situações mais críticas, há fortalecimento das bandeiras sindicais para a luta em mais batalhas, como a votação do mínimo na próxima quarta-feira no Senado, a correção da tabela do IR, entre outras, que vão acontecer logo em seguida.

Outro ponto destacado pelo sindicalista é a independência e a maturidade do movimento sindical brasileiro.

“Havia indicações de que estaríamos mais governistas em função de ser um governo popular, mas isso não se concretizou e não impediu que o movimento sindical trave sua luta em benefício dos trabalhadores provando que tem independência”, afirma.

A coesão das centrais traz vantagens para o trabalhador e as batalhas continuarão - especialmente as que envolvem a luta pelas 40 horas, a qualificação profissional e reajustes dignos para os trabalhadores. Neco avalia que nestes próximos anos de governo, o movimento atinja um grau maior ainda de união. “Nossas reivindicações não pararam na questão do mínimo e a mobilização seguirá firme em todo o Brasil”, conclui.

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