quinta-feira, 24 de março de 2011

Faixa de Fronteira Paineis começam com discussão do Trabalho na Fronteira


O painel Trabalho na Fronteira começou após a abertura oficial do evento com o tema Trabalho na Fronteira. A palestra inicial foi do técnico do IBGE, José Antônio, e logo depois falou o prefeito de Uruguaiana, Sanchotene Felice.

José Antônio apresentou dados comparativos de 2000 e 2008 sobre o PIB da região da Fronteira, sobre o produto integrado da geração de renda a partir da criação de gado e agricultura, por exemplo, que originam serviços.

Os dados também apontaram a alta emigração da região rumo aos grandes centros, especialmente da faixa de idade economicamente ativa, além do nível de envelhecimento no campo. A emigração, explicou José Antônio, causa a fuga de ICM para os grandes centros. A movimentação populacional não ocorre somente para os grandes centros do RS, mas também para outros estados como Matro Grosso, São Paulo, Santa Catarina e Paraná.


Na Faixa de Fronteira houve um crescimento negativo de 2,5% da população, segundo dados do IBGE. O técnico também comentou que falta aliar a indústria ao setor primário da região e que a baixa no setor arrozeiro atinge toda a cadeia econômica dos municípios fronteiriços. A pecuária também carece de integração com a indústria.

O presidente Sanchotene Felice palestrou sobre aspectos sociológicos e sociais das faixas de fronteiras. Segundo ele, para mudar a realidade dessas regiões é ncessário romper barrieras culturais. Ele destacou as dificuldades de crescimento da região, destacando que o desenvolvimento só tem chances de ocorrer se for induzido. "Trabalho e identidade local são questões importantes para pensando o desenvolvimento da Faixa de Fronteira", frisou.

As palestras continuam durante a tarde com o economista da Força Sindical-RS, Mário de Lima, e o supervisor técnico do Dieese, Ricardo Franzoi, e outro parecer do IBGE, entre outros.

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