segunda-feira, 21 de março de 2011

Força do Pensamento Debate sobre Vale Cultura abre 1º Força do Pensamento

Pieira, Barbosa e Janta
O 1º ciclo de debates e palestras Força do Pensamento iniciou na manhã desta sexta-feira com bom público. Participaram com perguntas aos palestrantes os sindicatos da região metropolitana e do interior do Estado filiados à Força Sindical-RS, além de convidados. O presidente da Força Sindical, Clàudio Janta, inaugurou os trabalhos afirmando que a iniciativa busca resolver a "inquietude do trabalhador ao não compreender por que não tem acesso a bons espetáculos, shows, livros e maior acesso à cultura, sendo que muitas atividades tem financiamento público e dependem de seu próprio trabalho".

O diretor da Força Luis Carlos Barbosa também compôs a mesa.

"Quando nos sentimos ignorantes sobre algo, vamos atrás para resolver isso. Por isso, nós trabalhadores estamos aqui para discutir e entender por que não conseguimos ir ao cinema, por que grandes circos visitam nossa cidade e não podemos prestigiar", afirmou.

Janta citou ainda a exclusão cultural e as dificuldades de sustento dos profissionais de cultura enquanto grandes empresas lucram muito.

A primeira mesa foi sobre Vale Cultura (Aprovação e Implementação), com a palestra de Jorge Pieira - Secretario Substituto da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura - Ministério da Cultura. Ele explicou que o vale será destinado a pessoas que têm vínculo empregatício e ganham até cinco salários mínimos. O projeto está tramitando na Câmara Federal e deve chegar ao trabalhador ainda em 2011. O Vale Cultura terá valor de R$ 50,00 e será usado para obter ingressos, teatro, cinema, cursos, livros, cds, etc.

"O movimento sindical terá um papel importante na pulverização dessa política, que é muito importante para o trabalhador. O trabalhador tem direito à cultura", disse Janta.

A abordagem do superintendente do Minc produziu perguntas entre a plateia, às quais foram respondidas por Pieira, elucidando as dúvidas dos presentes.

Segundo Pieira, cortes do orçamento reduziram os investimentos do Minc, mas o ministério pretende priorizar a implementação do ticket cultural no país até o final do ano.

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