segunda-feira, 21 de março de 2011

Manifestação Força Sindical-RS participa de manifestação em frente ao Piratini pelo desenvolvimento de Charqueadas

Prefeito Gilmar (camisa rosa), Janta e Arisnei
Mais de 600 pessoas, incluindo trabalhadores, políticos e lideranças da região carbonífera do Estado, protestaram hoje durante o dia em frente ao Palácio Piratini para que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado e a Fepam ( Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler - RS) liberem a licença ambiental da instalação da Empresa Iesa em Charqueadas. A Iesa Óleo e Gás é fabricante de módulos para plataformas de petróleo.

O governo estadual está perdendo os prazos de envio da documentação através da Fepam para que a Iesa entre na concorrência nos editais do pré-sal, afirmou o prefeito de Charqueadas, Davi Gilmar de Abreu Souza.

As manifestações, que tiveram carro de som, bandeiras e apitaços, contou a particpação ainda de vereadores e prefeitos de Butiá, Arroio do Meio e General Câmara, além do representante da Iesa no Brasil, Eduardo Coelho. A Força Sindical-RS está desde a manhã ao lado dos trabalhadores, que reivindicam que a empresa seja instalada no município, o que pode gerar dois mil empregos diretos e indiretos.

Todos intercedem para que o govenro agilize a liberação da documentação até o mês da abril, no máximo.

O presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, disse que mais uma vez a questão burocrática de licenças ambientais está travando a geração de emprego e renda numa região que já apresentou todos os critérios exigidos para a instalação de um empreendimento sustentável.

"A questão ambiental vive em um tripé: meio ambiente, desenvolvimento econômico e desenvolvimento social. Novamente o atraso ambientalista se sobrepõe ao social. Estamos vendo aqui uma região que precisa se desenvolver correr o risco de perder 2000 postos de trabalho", afirmou.

Conforme Janta, o governo tem a obrigação de preservar o meio ambiente, desenvolver a economia e, principalmente, zelar e trazer conquistas para o social.

"Já há as contrapartidas ambientais para a instalação da empresa, que não pode ficar a mercê da burocracia ambientalista. Não podemos ter em Charqueadas uma nova segunda Ford ou uma segunda discussão da sivicultura. Se a Iesa pode se instalar em Santa Catarina, por que não pode gerar emprego e renda no Rio Grande do Sul?", questionou.

Segundo o verador de Charqueadas Arisnei Rocha, as pessoas da região vieram até Porto Alegre, porque estão preocupadas com a perda dos empregos e da renda de centenas de empregos diretos e indiretos.

"Esperamos sair hoje com a garantia de que a Fepam libere mais rapidamente as licenças para que as obras da Iesa comecem, se não a empresa vai ir para Santa Catarina", afirmou Arisnei.

A possibilidade de lideranças serem recebidas pela Casa Civil durante a tarde acalmou a apreensão entre os manifestantes, que citam outras perdas de empreendimentos no Jacuí.

"Precisamos do respaldo do governo à região carbonífera e da sensibilidade do governo para que não percamos mais um investimento na região", disse o prefeito de Butiá, Paulo Roberto Machado.

Outra reclamação dos vereadores é que a região serve de foco para instalação de presídios, mas quer ser valorizada por empreendimentos e investimentos que gerem renda e trabalho.

O objetivo do ato é conseguir antecipar a audiência pública para daqui 10 dias e que as licenças sejam feitas até o dia 15 de abril. Esses são os prazos da Iesa no Estado.

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