segunda-feira, 25 de julho de 2011

Nota de falecimento


 Segunda-feira, 25 de julho de 2011
Com pesar, comunicamos o falecimento da senhora Maria Luiza da Silva, mãe do companheiro Cláudio Correa, diretor do Sindec, da Força Sindical e presidente do Movimento Sindical do PDT.

Força Sindical recebe moção de congratulação da Câmara de Capão do Leão pelos 20 anos de atividade em prol dos trabalhadores

A qualificação profissional é destacada como o maior legado da central

A Força Sindical teve a satisfação, na tarde desta sexta-feira, de ser agraciada com moção de congratulação da Câmara de Veredores do Capão do Leão, na região sul do Estado, pelos 20 anos que completa em 2011.
Aprovada por unanimidade pelo Legislativo do Município, a moção em placa foi recebida pelo presidente da Força Sindical-RS, ClàudioJanta, que compôs a mesa com os vereadores presentes e o presidente da Força Verde, Lélio Falcão, reconhecido por ter nascido na região e pelo ativismo em prol dos trabalhadores e causas ambientais de cidades em torno de Pelotas e Rio Grande.
Janta, emocionado, agradeceu à população do Capão do Leão pela distinção e afirmou que a Força Sindical tem a proposta de ser uma central diferenciada e não só reivindicatória. Ele saudou os vereadores, muitos oriundos do movimento sindical, e afirmou que o Legislativo do Município é um exemplo por ter políticos que lutam pelos trabalhadores. "Quem dera todas as câmaras tivessem representantes assim. Os trabalhadores das pequenas e médias empresas têm um grande adversário, infelizmente, que é o governo - não somente o atual -, com tributos pesados", afirmou.
Segundo Janta, a Força Sindical surgiu para lutar pelos trabalhadores, por melhores condições de emprego e renda e outras questões como meio ambiente em sintonia com o emprego, investimentos, educação e cultura. "Dizem que a região Sul é uma das piores localidades do RS, mas isso não é verdade. Faltam investimentos e atenção. Buscamos solucionar estes problemas, por exemplo, no Seminário Faixa de Fronteira e Conferência do Bioma Pampa discutindo licenças ambientais e atrasos que emperram o desenvolvimento da região", disse.
E completou: "Se uma empresa vem para a região, governo exige mais um sem fim de licenças e não cuida do que deve cuidar, que é promover o emprego", criticou.
Janta disse ainda que a Força luta por Trabalho Decente, o que envolve uma concepção mais ampla de emprego, envolvendo qualidade do transporte público, saúde do trabalhador, desenvolvimento de políticas de cultura, efetivação das resoluções da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
"Somos parceiros da Câmara do Capão do Leão e sentimos orgulho de receber essa homenagem da população do Município".
Outra autoridade citada nas homenagens foi o presidente da Força Verde, Lélio Falcão, que agradeceu e falou dos projetos da Força. "Agradecemos a todos os presentes, incluindo toda a diretoria e equipe da Força", iniciou Lélio. O sindicalista citou, além da Força Verde, outros braços de atividades da central como a Força Cultural que no dia 24, domingo, promove shows em Pelotas pelos 20 anos e a Cootramar, que trata de questões minerais. "Um projeto da área mineral promoverá mais de 1800 empregos em Capão do Leão, então é a Força Sindical participará desse processo ao lado do trabalhador", disse, elencando ainda o recém criado Instituto Girassol, presidido pelo companheiro Marcelo Furtado.
O vereador Dario Vilela (PDT) se pronunciou e cumprimentou Janta e a equipe de colaboradores. "São 20 anos de batalha e vejo a Força Sindical cada vez mais empenhada na discussão do fator previdenciário. A central é uma ferramenta do trabalhador no cumprimento de seus direitos. Parabenizo Janta e toda a central por este momento bonito, que também é de reflexão", disse.
Vereador pelo PTB, Jeferson Antuarte estava feliz em conhecer Lélio pessoalmente e disse que tem um convivência de longa data com Janta, quando participa dos cursos de qualificação dos vigilantes, sindicato do qual faz parte. "A Força Sindical é uma das centrais que mais trabalham. Tivemos vários cursos de qualificação aos vigilantes promovidos pela Força, que contou com a participação direta de Janta", disse.
Antuarte afirmou que a moção foi mais do que merecida. "A luta pelas 40 horas e o fim do fator previdenciário são lutas importantes e que muitos não querem, mas a central não fraqueja. Parabéns Força Sindical pelos 20 anos e ao Janta por estar na linha de frente da luta e realizar um excelente trabalho", disse.
Única mulher na venerança em Capão do Leão, Jane Gomes (PDT) parabenizou a Força e deu a receita do sucesso atual, ou seja, o empresário sintonizado com os direitos dos trabalhadores. "Sou pequena empresária e estou do lado de meus empregados na luta por seus direitos. É assim que tem que ser: negociações saudáveis entre empregador e empregado distribui renda e faz bem para a sociedade. Parabenizo a Força pelo trabalho pelos empregados e trabalhadores", disse.
Antônio Vieira (PTB) fez um relato emocionado parabenizando a central e agradecendo em especial a Lélio pelo ativismo  e o auxílio na questão das pedreiras de Capão do Leão e região. "Parabenizo a todos e que continuem com este trabalho, que é essencial".
O presidente do Legislativo, Paulo Ávila (PMDB), afirmou que a Força Sindical é importante na vida dos trabalhadores pelo equilíbrio e a luta pela qualificação dos trabalhadores. Conforme Ávila, a aprovação da moção na Câmara foi unânime, porque suas bandeiras são legítimas e afetam a vida das pessoas. Ele relembrou processos do Município que contaram com a atuação da central em auxílio aos empregados.
"Hoje, os empresários estão se dando conta que não podem só tirar o máximo do empregado, mas também incluí-lo nos ganhos para que  a economia gire", disse.
"Janta e Lélio propõem uma discussão ambiental nos debates, esse é o equilíbrio a que me refiro, por exemplo, na questão da exploração dos minerais na região sem agredir o meio ambiente", disse.
Já o vereador Mauro Nolasco (PT), destacou que a Força é um referencial no movimento sindical pela luta da qualificação profissional. "Tenho grande satisfação em receber o presidente estadual da central nesta Casa pela importância a nível nacional pelo trabalhador", disse. Nolasco, que integrou a CUT, elogiou ainda o papel unificado que as centrais sindicais têm assumido para defender os que precisam.
"A Força se destaca pelo investimento na qualificação dos trabalhadores e esse mérito ninguém tira de vocês", ressaltou.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"O Brasil tem a taxa de juros mais alta do mundo, prejudicando a produção interna", critica Janta


Como solução, produção, geração de emprego e renda e investimento maciços devem ser promovidos pelo governo

A nova alta da taxa básica de juros (Selic) pela quinta vez consecutiva, que eleva os juros agora a 12,50% a.a., foi anunciada ontem pelo Banco Central e prejudica o consumo, não promovendo o desenvolvimento do país. A classe mais atingida pela alta é a que concentra as pessoas que estão conseguindo se tornar consumidores estáveis, ou seja, a classe dos trabalhadores, segundo afirma o presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta.
Nesta entrevista, o sindicalista explica como a alta atinge os trabalhadores e atua em proveito de especuladores.
Repórter - O que o novo aumento da taxa Selic significa?
Cláudio Janta - De novo o Brasil tem a taxa de juros mais alta do mundo, prejudicando a produção interna. Quando os juros aumentam deste jeito, a indústria e o mercado que gera emprego e renda perdem dinheiro. A taxa de juros não conterá a inflação, pelo contrário. Acreditamos que a elevação dos juros tende a tirar os investimentos que as empresas poderiam fazer em produção e geração de renda e isso desaquece a economia. O Brasil já fez essa lição de casa: na crise econômica que tivemos há três anos atrás, o Brasil investiu na economia interna, investiu na geração de emprego, investiu na produção e mercado locais, conseguindo superar essa crise. Agora, no entanto, volta a velhos antídotos que têm quebrado o país, sem surtir efeitos positivos. Somos completamente contrários a essa taxa de juros, que só beneficia o mercado especulativo, a quem não produz e fica apenas aproveitando e explorando as pessoas.
R - A massa de trabalhadores é bem maior que os especuladores e por isso perde mais com a taxa de juros. Como a alta da Selic influi no dia a dia das pessoas?
CJ - Influi muito. Por exemplo, as pessoas que usam o parcelamento para adquirir bens duráveis, que usam o parcelamento do cartão de crédito para alimentação vão ter que se restringir, porque esse índice de juros torna proibitivo o consumo, torna caro para que as pessoas adquiram alguma coisa para a sua casa, para sua empresa. Tudo isso em função desse capital especulativo que manda no Brasil. O governo tem realizado várias políticas para o setor de produção, mas nenhuma política forte e consistente no sistema financeiro, sem enfrentar os financiadores de campanha eleitoral. Isso dificulta em grandes dimensões o crescimento e o desenvolvimento do país.
R - O que as centrais sindicais sugerem como política econômica sustentável que inclua os trabalhadores?
CJ - É essencial investir na indústria nacional e na produção. A especulação não gera empregos, é um dinheiro virtual, que 'dorme' no Brasil e 'acorda' na Ásia, na Europa. Agora a produção e a geração de emprego e renda, o investimento maciço devem ser promovidos pelo governo, com políticas públicas de desenvolvimento, de saneamento e, principalmente, de educação, que podem transformar o Brasil efetivamente numa grande potência e não num mercado especulativo.
Confira a Nota Oficial da Força Sindical sobre o aumento da taxa de juros clicando aqui.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Janta fala da mobilização do dia 28 em Porto Alegre e das bandeiras de luta dos trabalhadores no Manhã Bandeirantes


Presidente da Força Sindical-RS foi entrevistado pelo jornalista João Garcia
O programa Manhã Bandeirantes, apresentado por João Garcia, entrevistou nesta segunda-feira, 18, o presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta. Na pauta, foram discutidos os temas que envolvem o mundo do trabalho. O primeiro ponto abordado foi a geração de emprego no país.

Janta afirmou que no Brasil existe emprego, mas não há mão de obra qualificada para suprir a demanda, o que também é consequência da precarização do ensino no país. Isto revela, conforme o presidente, a necessidade da luta pela qualificação profissional e mais qualidade no ensino, que deve começar por mais qualificação para os professores.

A questão do salário também foi levantada por Garcia durante o programa, com a defesa do sindicalista de que o aumento buscado pelos trabalhadores não acarretará em maiores índices de inflação: “o que aumenta a inflação é a taxa de juros”, pontuou Janta. O tema é uma das bandeiras a ser defendida pelos trabalhadores durante a marcha unificada das centrais, no dia 28 em Porto Alegre.

Questionado em relação às 40 horas semanais, Clàudio Janta explicou a importância da reivindicação, que é a principal bandeira na atual agenda dos trabalhadores: “mais qualidade de vida para o trabalhador, que pode passar mais tempo com sua família e ao mesmo tempo mais postos de trabalho”.

Outro ponto levantado por Jão Garcia foi o comparativo entre o desenvolvimento do Brasil e da China. Janta explicou o que vem sendo observado pelo Secretário de Relações Internacionais da central, Nilton Neco, durante suas visitas ao país, afirmando que é grande a precariedade do trabalho chinês, mas ao mesmo tempo existem condições dadas pelo governo às empresas. Os trabalhadores chineses também não sofrem com a alta carga tributária que onera os brasileiros: “quem mais paga imposto no Brasil são os trabalhadores”, concluiu Janta.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Qualificação Profissional para desenvolver o país com independência

A liberação de contratação de profissionais do estrangeiro é uma medida que vem comprometendo os interesses estratégicos do país. Ao invés de enfrentar o problema em sua raiz, a opção dos governos têm sido aprofundar ainda mais um erro de origem. É a pior das heranças neoliberais que agora ressurge no Rio Grande do Sul em sua forma mais perversa, com a proposta de contratação de funcionários públicos (os CCs). É o próprio Estado que se vê refém dos males que causou ao longo das últimas décadas ao povo brasileiro.

Somente como exemplo desta situação que atinge o país, nos três primeiros meses deste ano, já foram concedidas 13.034 autorizações de vistos de trabalho, 10% a mais do que o mesmo período de 2010, ano que superou em mais de 30% o total de 2009. São profissionais de países como Estados Unidos, Filipinas, Reino Unido e Alemanha, especialmente, que se transferem para o Brasil, tirando a vaga dos trabalhadores brasileiros. É o resultado da combinação de falta de uma política industrial planejada com o equivalente investimento em qualificação dos respectivos trabalhadores.

É inaceitável que depois de gerar empregos no exterior, por conta de um mercado interno aberto a qualquer produto estrangeiro, agora se proponha entregar os postos de trabalhos dos brasileiros. Se é para importar, então que se importe não apenas o que é contra os nossos interesses, mas outras práticas como os baixos impostos, as taxas de juros reais e compatíveis com a produção e consumo, a proteção aos mercados, produtos e empregos. Mais infeliz do que a histórica submissão nacional aos ditames estrangeiros, é optar por esse caminho mesmo sabendo de suas conseqüências nefastas para o país.

Há um bom tempo, alertamos os governos sobre a necessidade de investir em educação de base, em promoção da ciência e da tecnologia, em qualificação profissional. Neste caso especial, não se trata de protecionismo, nem da ultrapassada “auto-suficiência” gaúcha, mas sim de uma questão estratégica que deve orientar qualquer país. Não é justo que o Brasil construa oportunidades emergenciais com o a Copa do Mundo, ou estratégicas como o Pré-Sal, ou que se constitua como Nação estável e desenvolvida, ao mesmo tempo que afasta seus trabalhadores das principais ocupações, privadas ou de Estado.

Clàudio Janta - presidente da Força Sindical-RS