sábado, 3 de dezembro de 2011

O sistema de troca de favores entre o Brasil e o FMI

No ano de 2009 o Brasil se tornou credor do Fundo Monetário Internacional (FMI) pela primeira vez, após emprestar US$ 10 milhões em troca de mais direitos de voto dentro do organismo.

Agora, em 2011, o Brasil pede mais poder de decisão. Esta situação de toma lá dá cá entre o Brasil e o FMI busca reduzir os efeitos da crise econômica mundial, principalmente na Europa. Mas por outro lado, a crise econômica e social dos brasileiros fica à mercê da boa vontade dos dirigentes em querer mudar este cenário.

O dinheiro do Brasil deve ser investido nos brasileiros que tem potencial a ser desenvolvido. Temos que profissionalizar o turismo, avançar na produção de tecnologia nacional, não para nos transformar em “potência econômica”, mas para garantir um mundo melhor para nossos conterrâneos.

Basta perceber o déficit dos Estados brasileiros no setor de infraestrutura, com a falta de portos, condições dos aeroportos e falta de planejamento nas moradias e vias de capitais como Porto Alegre.

A realidade é que o Brasil tem muito dever de casa ainda para finalizar. Nosso saneamento básico está longe de ser adequado. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade dos domicílios brasileiros (56%), ou cerca de 25 milhões de lares, não possui qualquer ligação com a rede coletora de esgoto. Outros pontos relevantes são a falta de moradias, qualificação profissional e qualidade de vida. Diante destas circunstâncias, como que os governantes pretendem emprestar dinheiro para países ricos?

É necessário, antes de qualquer decisão final, priorizar as necessidades do povo brasileiro.


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