quinta-feira, 1 de março de 2012

Renda que mais cresce é a do empregado doméstico

Embora haja crescimento, os trabalhadores da área ainda recebem o menor salário médio comparado aos demais segmentos da economia 

Em uma economia que caminha rumo à formalização, a renda que mais cresceu em nove anos é justamente a do trabalhador com menor nível de registro em carteira: a dos serviços domésticos. 

Entre dezembro de 2002 e igual mês de 2011, o rendimento real desse tipo de ocupação cresceu 38%, maior variação entre os sete grupos de atividade pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e quase o triplo do aumento médio de 13% nas seis principais regiões metropolitanas do país.



Mesmo com a alta expressiva, o salário médio do empregado doméstico ainda é o MENOR de todos os segmentos da economia analisados pelo IBGE. Em janeiro de 2012, de acordo com a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), era de R$ 669,70, equivalente a apenas 28% da renda de um ocupado na administração pública – R$ 2.300, a maior entre os sete setores.

Segundo especialistas, a pouca instrução é um fator estrutural por trás da remuneração menor dos serviços domésticos. 

É necessário que o governo invista em educação de base, em promoção da ciência e da tecnologia, em qualificação profissional, pois esta é também a única maneira de superar a crise econômica: oferecer aos trabalhadores maiores oportunidades de ampliar seus conhecimentos técnicos e práticos por meio de cursos profissionalizantes.

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