segunda-feira, 30 de abril de 2012

Isenção da PLR na declaração do IR significa uma conquista para os trabalhadores

O convite de Brizola Neto para o cargo de Ministro do Trabalho veio acompanhado de outra grande notícia. A presidente Dilma Rousseff também aceitou que a Participações sobre Lucros e Resultados (PLR) de até R$ 10 mil embolsadas pelos trabalhadores com carteira assinada neste ano estejam isentas da declaração do Imposto de Renda (IR) no ano que vem.

A cobrança de IR sobre a PLR reduz o valor do abono. Além de ser tributada na fonte, a PLR entra como rendimento no IR, ou seja, cria mais desconto sobre o valor recebido. Há casos em que acaba reduzindo o valor a restituir ou até aumenta o imposto a ser pago. 



A isenção do pagamento do imposto de renda na participação dos lucros é uma forma de distribuir renda e fomentar o mercado interno.

Nós ficamos completamente satisfeitos que, realmente, a presidente aceite esta isenção, já que o PLR tem sido uma reivindicação da nossa classe sindicalista. Esta é uma conquista para os trabalhadores, já que o Brasil é o único país que cobra o Imposto de Renda sobre o ganho do trabalho, sobre o salário das pessoas. Embora seja um pequeno avanço, nós devemos comemorar.

Além de recurperarmos o poder aquisitivo do salário mínimo e de podermos disponibilizar a redução dos juros e dos impostos e se realmente acontecer a redução do PLR e a nomeação do ministro, este 1º de maio será de muita festa para os trabalhadores brasileiros.

Dilma convida Brizola Neto para assumir Ministério do Trabalho


Após conversar com o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi, a presidente Dilma Rousseff convidou nesta segunda-feira (30) o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) para assumir a pasta.

Dilma queria nomear o ministro hoje para evitar passar o feriado do Dia do Trabalho sem um titular na pasta.

Lupi comandou o posto desde o governo Lula, mas teve de deixar a pasta no ano passado. Desde então, o ministério é tocado interinamente por Paulo Roberto Santos Pinto. 


O gaúcho Brizola Neto ingressou no PDT em 1997 e desde 2008 é presidente do Diretório Municipal do PDT/RJ. Em 2005 assumiu o primeiro mandato como vereador e em 2006 foi eleito deputado federal. Ele é neto do ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, e irmão da vereadora de Porto Alegre Juliana Brizola.

Em nota à imprensa, a presidente manifestou a confiança de que, Brizola Neto, que foi secretário de Trabalho e Renda do Rio, “ prestará grande contribuição do país. A presidente também agradeceu a colaboração do presidente do PDT, Carlos Lupi, e do ministro interino Paulo Roberto Pinto. A posse de Brizola Neto será na quinta-feira de manhã.


Nota à imprensa  

A presidenta da República, Dilma Rousseff, convidou hoje o deputado Brizola Neto para assumir o Ministério do Trabalho e Emprego. A presidenta manifestou confiança de que Brizola Neto, ex-Secretário de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro, ex-vereador e deputado federal pelo PDT, prestará grande contribuição ao país.

A presidenta agradeceu a importante colaboração do ex-ministro Carlos Lupi, que esteve à frente do Ministério no primeiro ano de seu governo, e do ministro interino Paulo Roberto dos Santos Pinto na consolidação das conquistas obtidas pelos trabalhadores brasileiros nos últimos anos.

Tudo pronto para a Festa do Trabalhador

Neste 1º de maio será realizado um grande evento para o trabalhador. Além das atividades na capital, Dia do Trabalhador terá programação da central em Canoas, Alvorada e Guaíba.

Vai ser um 1º de maio onde reafirmamos nossa luta contra a desindustrialização e principalmente para garantir luta dos sindicatos e federações em defesa da contribuição sindical, que permite que as entidades dos trabalhadores tratem as coisas de igual para igual com empresários e continuem lutando para garantir benefícios. 


Porto Alegre
Local: Praça México - Bairro Rubem Berta, Zona Norte
Início: 16h
Atrações: FatDuo, DJ Endy Garcia, DJ Raffa Santos, Netto & Junior, Pura Cadência, Favela Social e Dipop

Canoas
Local: Parque Eduardo Gomes (Parcão) - Av. Guilherme Schell, 3600 - Centro.
Início: 9h
Atrações: FatDuo, Papas da Língua, Neto Fagundes, Matheus Possebon, Rodrigo Ferrari, Reação em Cadeia e Banda Pontocom
*Outras atividades, como palestras e serviços sociais.

Guaíba
Local: CTG Darci Fagundes (Rua Alzemiro Paz, nº 353 - Vila Jardim)
Início: 12h

Alvorada
Local: Praça João Goulart (Praça Central - Parada 48)
Início: 16h
Atrações: Jahmai, MC Tchesco, Danadinhos, MC Gui, Poetas Sedutores, Filhos da Roça, Grupo Oh de Casa, Paulo de Juli e Banda, Lukas e Diego, Alessandro Bocca, Wagner e Cia, Jean e Junior, MC Suel, Sincera Pegada e Total Atitude. 

Conclamamos a todos para participar da programação, escolha o evento e participe!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Senado aprova o fim da “Guerra dos Portos”

O Senado aprovou a Resolução 72, que unifica em 4% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para produtos importados. 

Com a uniformização do imposto, aprovada na noite de terça-feira, dia 24, o objetivo do governo é colocar um fim à chamada "guerra dos portos" entre os estados, diminuindo as perdas da indústria nacional na disputa com os produtos importados no mercado interno.

A perspectiva é de que a alíquota unificada de 4% comece a ser cobrada a partir de janeiro de 2013, em substituição às alíquotas atuais de 12% e 7%.

  
O nosso país acordou e já podemos ver uma luz no fim do túnel, pois com esta aprovação vamos deixar de estimular a importação dos produtos e exportar empregos para outros países. Finalmente vamos dar mais estímulo à produção nacional e aos nossos empregos. O processo de desindustrialização, pelo qual passam vários setores da indústria brasileira, vem assolando milhares de trabalhadores em todo o Brasil. 

Em razão disso organizamos o manifesto Grito de Alerta: em defesa da produção e do emprego brasileiro. Desindustrialização é um processo de mudança social e econômica causada pela eliminação ou redução da capacidade industrial ou atividade em um país ou região, especialmente a indústria pesada ou indústria transformadora. 

Estamos nessa luta para cobrar do governo a redução dos juros, mudança na política cambial e o fim da guerra fiscal entre os estados.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Comissão vota hoje fim do fator previdenciário e instituição da fórmula 85/95

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados se reunirá hoje, às 15 horas (dia 24), no plenário 15, para discutir e votar o fim do fator previdenciário e a instituição da fórmula 85/95.

A proposta 85/95, defendida pelo movimento sindical, estabelece que o trabalhador conseguirá aposentadoria integral ao completar 95 anos somando o tempo de trabalho e a idade, no caso dos homens, e 85 anos somando o tempo de trabalho e a idade, no caso das mulheres.

O fim do fator previdenciário é uma antiga reivindicação dos trabalhadores, porque diminui muito o valor das aposentadorias. A fórmula 85/95 já chegou a ser aprovada pelo Congresso, mas foi vetada pelo então presidente Lula.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Audiência pública discutirá a desindustrialização da economia brasileira

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realizará nesta terça-feira (24) audiência pública sobre a desindustrialização. A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 12.

O debate foi proposto pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). Segundo ele, a discussão é necessária em razão do processo de desindustrialização pelo qual passam vários setores da indústria brasileira.


Com o  objetivo foi chamar a atenção do governo e alertar a sociedade para o problema da desindustrialização, diversos estados realizaram o ato contra a desindustrializaçãodiminui a produção, fechando empresas e gerando desemprego em vários setores da economia.

O movimento foi convocado em conjunto por entidades trabalhistas e patronais – Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Os manifestantes cobraram do governo federal redução dos juros, mudança na política cambial e o fim da guerra fiscal entre os estados.

Desindustrialização é um processo de mudança social e econômica causada pela eliminação ou redução da capacidade industrial ou atividade em um país ou região, especialmente a indústria pesada ou indústria transformadora. É o oposto de industrialização.

Foram convidados para a audiência:
- um representante do Ministério da Fazenda;
- um representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
- o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann;
- o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade;
- o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, Miguel Eduardo Torres;
- o presidente da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo, Cláudio Camargo;
- o presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Fetracos avança na defesa dos direitos dos trabalhadores durante Congresso da Federação

O III Congresso Estadual da Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul, a Fetracos, foi realizado em Bento Gonçalves, com a finalidade de eleger a nova diretoria e discutir a vida dos comerciários com o projeto de futuro, visando a melhor qualidade de vida para os comerciários e melhor distribuição de renda para os trabalhadores.

Tivemos uma participação massiva dos sindicatos filiados, que ajudaram a encaminhar as lutas pela redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, regulamentação concreta da profissão de comerciário e principalmente a discussão da participação dos lucros e resultados, ampliação das clausulas que geram emprego e principalmente as clausulas que qualificam os trabalhadores.

Esse Congresso chegou em um momento de extrema importância para o movimento sindical, como forma de discussão para o avanço na defesa dos direitos dos trabalhadores e das bandeiras de lutas. Além das questões específicas do setor, também debatemos a mobilização nacional em defesa da indústria nacional, para baixar os juros, fortalecer o mercado interno, aumentando as vendas e o número de empregos.

O movimento sindical volta a se reorganizar neste momento, combatendo o Imposto Sindical, pois esta contribuição já trouxe muitas garantias para o trabalhador, como: carteira de trabalho, jornada de trabalho, direito à aposentadoria, férias, 13º salário, licença-maternidade e dezenas de outros direitos econômicos e sociais dos trabalhadores. Ao contrário dos impostos em geral, que são muitos, altos e com retorno duvidoso, a Contribuição Sindical corresponde apenas a um dia de trabalho.

Nós estamos a pouco tempo da realização da Copa do Mundo e é importante que os trabalhadores do comércio e serviços, que irão recepcionar as pessoas neste importante evento, estejam prontos, qualificados e preparados. E para isso, trouxemos importantes palestrantes que trataram sobre conjuntura política e econômica, bem como os desafios da reforma sindical. 

Então, é o rumo que este Congresso pretende seguir, projetando futuro de lutas e conquista para os comerciários do Estado e do País.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Unificação do ICMS sobre importados é aprovada em Comissão do Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou às 15h desta terça-feira (17) projeto de resolução do Senado (PRS 72/2010) que unifica as alíquotas interestaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de produtos importados. A proposta, que visa acabar com a chamada “guerra dos portos”, vai agora ao exame do Plenário em regime de urgência.

A decisão da CAE contrariou a posição de governadores de estados que se sentem prejudicados, como os de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do Espírito Santo, Renato Casagrande, que acompanharam a votação. Também presente, o vice-governador de Goiás, José Eliton Figueiredo, alertou para o impacto que será sofrido por seu estado e pela cidade de Anápolis (GO), que sedia um porto seco.



Os senadores de Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás ainda tentaram adiar a votação. Com uma questão de ordem, Ricardo Ferraço (PMDB-ES) pediu a devolução da matéria para a CCJ, sob alegação de que o substitutivo em exame era diferente da proposta original examinada pela comissão encarregada da analisar a constitucionalidade das matérias.

Com a rejeição da questão de ordem, a CAE começou uma discussão prolongada da matéria, que só se encerrou às 15h. O debate foi marcado por manifestações de governadores e senadores favoráveis a uma transição na aplicação das regras. O relator da proposta, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), explicou que a unificação das alíquotas só começará a ser aplicada em janeiro de 2013.

Fonte: Agência Senado

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Contra a desindustrialização, pelo futuro para juventude

Os trabalhadores se levantaram para exigir o fim do processo de desindustrialização no país. Junto com os jovens estudantes, e em uma parceria inédita com os empresários, arrancamos a luta desde o Rio Grande do Sul. Aqui, foram 10 mil nas ruas, em São Paulo cerca de 100 mil, e outros tantos em outros estados. 

A primeira conquista foi a reação imediata dos governos estadual e federal, que anunciaram medidas para estimular a indústria gaúcha e nacional. Embora tímida, a iniciativa dos governos mostra que conseguimos sensibilizar, principalmente, a presidenta Dilma.


No entanto, muito ainda precisa ser feito para impedir que o Brasil continue sendo apenas um fornecedor de matérias-primas para o mundo. Não podemos aceitar que o Brasil seja transformado num “shopping center” de produtos importados, enquanto as fábricas nacionais quebram e desempregam os trabalhadores. Todos sabem que um país só se torna grande, desenvolvido, se tiver uma indústria forte, com trabalho decente, empregos e renda para o conjunto da sociedade. Assim foi com a Inglaterra, com a Alemanha e também com os Estados Unidos.

É preciso pensar o Brasil para o futuro, como fez Getúlio Vargas, pela primeira vez, na década de trinta. Não apenas enfrentando o problema atual, mas adotando políticas que assegurem um horizonte para a juventude, com mercado de trabalho, melhores salários e condições de vida. Além de apoiar a indústria nacional, baixar os juros e controlar o câmbio, é urgente investir na educação, no desenvolvimento científico e tecnológico e no maior acesso à cultura.

Nós temos certeza que os jovens são parceiros nessa hora, com a mesma disposição de luta demonstrada em outros momentos da história.

Trabalhadores e empresários realizam ato pelo emprego e pela produção em Manaus


Trabalhadores e empresários realizarão nesta sexta-feira, dia 13, às 17 horas, no Centro Cultural Povos da Amazônia, em Manaus, o ato contra a desindustrialização, em defesa da produção e do emprego.  “Nossa expectativa é que 20 mil pessoas participem do ato”, afirmou Carlos Cavalcante Lacerda, secretário nacional de Relações Institucionais da Força Sindical.

A manifestação será no Distrito Industrial, uma região onde predomina os metalúrgicos. O Estado é mais um que está perdendo muitos empregos  em vários segmentos devido a invasão de produtos  importados. 

Na manifestação haverá discursos de trabalhadores e empresários e a   apresentação de artistas consagrados da Amazônia.   

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Resolução que dá fim à 'Guerra dos Portos' é aprovada pela CCJ do Senado

A maioria dos senadores decidiu que é constitucional a proposta que uniformiza a alíquota do ICMS interestadual para produtos importados, a Resolução 72. O projeto acaba com a guerra dos portos e foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira, dia 11. Porém, o projeto não foi votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sendo adiado para a terça-feira, dia 17.

A Força Sindical participou da primeira reunião com o presidente do Senado, José Sarney, empresários e lideranças sindicais, onde foi decidido acelerar o processo de votação da resolução 72/2010. 


 
A situação de guerra acontece porque 12 estados concedem incentivos fiscais, principalmente ICMS, para produtos importados através de portos localizados em seus territórios. Como a produção nacional paga os mesmos impostos com alíquota integral, a concorrência torna-se impossível, quebrando a indústria nacional.

Essa guerra, movida por interesses locais, tem facilitado a enxurrada de importações, causando o enfraquecimento da indústria nacional e aumento do desemprego e causado a desindustrialização do País. Outros fatores como os juros altos, o excesso de impostos, o câmbio supervalorizado e o alto custo da infraestrutura produtiva também destróem nosso mercado interno.


Precisamos defender nossos empregos e a indústria nacional. Para isso, é fundamental investir em tecnologia de ponta, em infraestrutura, em qualificação de mão de obra nacional e em educação de base.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Confira o debate sobre Imposto Sindical no programa Democracia da TV AL

O Imposto Sindical foi o tema tratado no programa Democracia da TV AL. Participei da gravação com outros representantes de centrais sindicais e defendi a importância histórica da contribuição sindical para a vida dos trabalhadores. 

Carteira de Trabalho, jornada de trabalho, direito à aposentadoria, férias, 13º salário, licença-maternidade e dezenas de outros direitos econômicos e sociais dos trabalhadores são fruto da luta cotidiana dos sindicatos. Ao contrário dos impostos em geral, que são muitos, altos e com retorno duvidoso, a Contribuição Sindical corresponde apenas a um dia de trabalho.

Veja abaixo os videos. 


terça-feira, 10 de abril de 2012

Mercosul e OIT lançam campanha para combater o trabalho e a exploração sexual infantil

Preocupados com o trabalho e a exploração sexual infantil na região do Mercosul, os governos dos países que formam o bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) uniram esforços para combater o problema. A campanha Mercosul Unido contra o Trabalho Infantil está sendo lançada hoje (10) nos quatro países. No Brasil, foi firmada uma parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Agência Brasileira de Cooperação. 

O coordenador nacional do Programa para Eliminação do Trabalho Escravo da OIT, Renato Mendes, disse em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, que uma das metas da campanha é conter os abusos e a exploração sexual de crianças e adolescentes na região do Mercosul.

“O objetivo dessa campanha é prevenir que nossas crianças sejam alvo de abusos e exploração sexual de pessoas que passam pelo nosso país ou os próprios cidadãos viajantes do Mercosul”, disse Mendes, na entrevista que foi ao ar na manhã desta terça-feira.

Mendes acrescentou ainda que há três tipos de trabalho infantil que mais preocupam as autoridades: a contratação de meninas para o trabalho doméstico, a presença de crianças na lavoura e a oferta de crianças e adolescentes para a exploração sexual.

O coordenador ressaltou também que a OIT é parceira dos quatro países do Mercosul, e a proposta da campanha é atuar nas áreas apontadas como de regiões de passagem, pois nesses locais o aliciamento de crianças para o trabalho e exploração sexual costuma ocorrer com frequência.

Fonte: Agência Brasil

“Um dia” que garante conquistas

Em meados dos anos noventa, a mobilização nacional do Movimento Sindical impediu que um projeto de extinção da Contribuição Sindical fosse aprovado no Senado Federal. Após uma histórica Audiência Pública, onde apenas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) defendeu o fim da Contribuição Sindical, os senadores sepultaram a iniciativa, pondo fim à tentativa neoliberal de fragilizar as entidades sindicais. 

Nos anos seguintes, novas investidas foram realizadas, novamente por meio da ação parlamentar de políticos sob orientação da mesma Central, também sem alcançar nenhum sucesso. Mais do que apenas reagir às teses neoliberais em alta naquele momento, as entidades sindicais reafirmaram a importância histórica da Contribuição Sindical para a vida dos trabalhadores. Carteira de Trabalho, jornada de trabalho, direito à aposentadoria, férias, 13º salário, licença-maternidade e dezenas de outros direitos econômicos e sociais dos trabalhadores são fruto da luta cotidiana dos sindicatos. Ao contrário dos impostos em geral, que são muitos, altos e com retorno duvidoso, a Contribuição Sindical corresponde apenas a um dia de trabalho. 

No entanto, passados cerca de 15 anos, enquanto a crise nos países da Europa evidencia a total falência das teses neoliberais, aqui no Brasil a CUT não se dá por vencida. Derrotada naquela tentativa inicial, em pleno governo FHC, a Central agora “governista” tenta trazer de novo o tema do “sindicato mínimo” à pauta política do País, por meio de um duvidoso plebiscito. 

Cada vez mais afastada das principais lutas nacionais e, em consequência, das massas trabalhadoras, a atual direção da Central Única dos Trabalhadores apela para uma tardia e superada demagogia neoliberal, sem eco sequer nas suas bases. Os sindicatos, federações, confederações e, principalmente, as centrais sindicais foram decisivos para impedir que o Brasil sucumbisse ao neoliberalismo e, no governo Lula, para vencer a crise mundial, com propostas como a redução dos juros e a valorização do salário-mínimo. 

Portanto, neste momento em que o Brasil emergente supera diferenças históricas unindo trabalhadores e empresários contra a “desindustrialização”, é inaceitável qualquer tentativa de golpe contra a organização dos trabalhadores.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Manifestação em São Paulo marca a luta dos trabalhadores contra a desindustrialização

Após começar em Porto Alegre, passar por Santa Catarina, a mobilização Grito de Alerta: em defesa do emprego e da indústria seguiu para São Paulo e mobilizou cerca de 90 mil pessoas contra a desindustrialização do país. Os atos ainda devem acontecer em Manaus Paraná e Brasília. 

Protestamos juntamente com as entidades que representam os empresários do setor produtivo na manhã de quarta-feira, dia 4, no entorno da Assembleia Legislativa da capital paulista. Lutamos contra a carga tributária brasileira e as dificuldades para criação de emprego no país. Pedimos medidas do governo que garantam aumento da atividade econômica com menos impostos, além de juros mais baixos.




Na terça-feira, dia 3, o governo federal anunciou um "pacotinho" de estímulo à competitividade da indústria. O governo desonerou 11 setores produtivos, mas a indústria nacional é composta por 127 setores. Também não houve intenção de reduzir o juro do consumidor que usa cartão de crédito, no juro bancário em geral, além da pouca clareza em como se pretende proteger a indústria nacional e melhorar o emprego.

Esta mobilização em São Paulo foi para chamar a atenção do governo, pois não vamos mais tolerar a prática deste tipo de política, que não é voltada para o desenvolvimento. Milhares de trabalhadores e os empresários de diversos setores têm sofrido com a política econômica federal.

A união do trabalho e capital é importante para manter as indústrias e garantir os empregos no Brasil. Vamos continuar nas ruas mostrando que são necessárias medidas para o emprego e os trabalhadores.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Governo anuncia implantação de 19 Conselhos de Competitividade

Durante a apresentação do Plano Brasil Maior em Brasília, nesta terça-feira, dia 3, foram anunciados os Conselhos de Competitividade, sendo esta instalação dos conselhos a grande novidade entre as medidas. Estive em Brasília juntamente com os diretores Luis Carlos Barbosa e Claudio Correa.

Neste mesmo dia, fui nomeado para um dos 19 Conselhos Setoriais de Competitividade, órgão que tem o papel de sugerir e até mesmo criar políticas para a indústria nacional.

Este é um sinal de abertura do governo aos trabalhadores. Sem dúvida, os conselhos são importantes, mas como medida em longo prazo. Os conselhos serão compostos de cerca de 600 representantes do governo, dos empresários e dos trabalhadores.





Já as medidas econômicas concretas e imediatas são fracas, pois não se viu ações que garantam o emprego, enquanto foi anunciada a injeção de incentivos na indústria. Foi anunciada ainda a desoneração da folha de pagamento, mas também sem garantias ao emprego. Sobre os setores industriais priorizados, o número foi considerado baixo. O país tem mais de 100 setores industriais. Contemplar uma minoria não adianta. 


Não houve intenção de mexer no juro do consumidor que usa cartão de crédito, no juro bancário em geral, além da pouca clareza em como se pretende proteger a indústria nacional com regras para os produtos importados e melhorar o emprego.

A classe trabalhadora vai seguir mobilizada realizando atos e passeatas em defesa do emprego e da renda, junto com estudantes e empresários. O objetivo é pressionar o governo e informar a sociedade sobre os problemas e a desindustrialização.

Quase tudo que se viu anunciado já vinha sendo feito em algum ministério ou secretaria de governo.  A novidade é a Medida dos Portos e os conselhos, mas precisamos de medidas a curto e médio prazo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Trabalhadores são os principais beneficiados com o novo ponto eletrônico

As novas regras do ponto eletrônico é mais uma conquista dos trabalhadores que nós, sindicalistas, comemoramos. 

O Ministério do Trabalho confirmou que o novo sistema de ponto eletrônico entrou em vigor na segunda-feira, dia 02, em todo o País. A portaria 1.510 de agosto de 2009 prevê a obrigatoriedade da emissão de comprovante de registro para empresas com mais de dez funcionários. Os equipamentos permitem a emissão de comprovantes de entrada, saída e intervalos de trabalho. 

Os trabalhadores são os principais beneficiados com a regra. No modelo atual, muitos funcionários batem o ponto e o controle fica a critério da empresa. Agora, diariamente, é possível levar um comprovante para casa e controlar as próprias horas extras e adicionais noturnos. 

Com esse novo sistema, alguns representantes da indústria e do comércio estão descontentes, pois alegam aumento de burocracia e elevação de custos.

A única explicação para a maioria das empresas que se dizem contrárias ao novo ponto eletrônico deve ser a possibilidade de “burlar” o sistema e o pagamento de horas extras. Se a empresa paga tudo direitinho, não há motivos para temer a implantação do novo ponto eletrônico. 

Tudo o que dá mais acesso e informação e que venha ao encontro dos direitos dos trabalhadores, deve ser comemorado.

Jantar reúne amigos e familiares para comemorar mais um ano de vida

O meu aniversário foi comemorado com um belo jantar na companhia dos meus amigos, familiares e colegas. Na noite do dia 31 de março, na Casa do Gaúcho, recepcionei todos para comemorar mais um ano de minha vida.

Os amigos Fat Duo, MC Silvia Duarte e Junior Dias animaram os convidados e deram o compasso das homenagens. Fiquei muito feliz com todos os pronunciamentos.

Amigos reunidos para a comemoração

Algumas autoridades também estiveram no jantar para prestigiar o meu aniversário, como o prefeito José Fortunati, deputada Juliana Brizola, secretário estadual do Gabinete dos Prefeitos Afonso Motta, vice-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata e o vereador de Charqueadas, Arisnei Rocha.

Um momento de muita emoção para mim foi lembrar a influência da minha família em minha trajetória de vida e do início da minha caminha profissional. Senti na pele a dificuldade de se vencer no Brasil, onde tudo é mais difícil para o trabalhador. Por isso que hoje firmo um compromisso com a luta e a vida dos trabalhadores, como a redução dos juros, mais produção, emprego e qualificação.
No momento todos cantam parabéns a você

Agradeço a todos os amigos que organizaram e compareceram ao jantar de comemoração do meu aniversário. Guardo com carinho todas as palavras de afeto e incentivo que recebi também daqueles que gostariam dividir comigo este momento especial.