sexta-feira, 13 de abril de 2012

Contra a desindustrialização, pelo futuro para juventude

Os trabalhadores se levantaram para exigir o fim do processo de desindustrialização no país. Junto com os jovens estudantes, e em uma parceria inédita com os empresários, arrancamos a luta desde o Rio Grande do Sul. Aqui, foram 10 mil nas ruas, em São Paulo cerca de 100 mil, e outros tantos em outros estados. 

A primeira conquista foi a reação imediata dos governos estadual e federal, que anunciaram medidas para estimular a indústria gaúcha e nacional. Embora tímida, a iniciativa dos governos mostra que conseguimos sensibilizar, principalmente, a presidenta Dilma.


No entanto, muito ainda precisa ser feito para impedir que o Brasil continue sendo apenas um fornecedor de matérias-primas para o mundo. Não podemos aceitar que o Brasil seja transformado num “shopping center” de produtos importados, enquanto as fábricas nacionais quebram e desempregam os trabalhadores. Todos sabem que um país só se torna grande, desenvolvido, se tiver uma indústria forte, com trabalho decente, empregos e renda para o conjunto da sociedade. Assim foi com a Inglaterra, com a Alemanha e também com os Estados Unidos.

É preciso pensar o Brasil para o futuro, como fez Getúlio Vargas, pela primeira vez, na década de trinta. Não apenas enfrentando o problema atual, mas adotando políticas que assegurem um horizonte para a juventude, com mercado de trabalho, melhores salários e condições de vida. Além de apoiar a indústria nacional, baixar os juros e controlar o câmbio, é urgente investir na educação, no desenvolvimento científico e tecnológico e no maior acesso à cultura.

Nós temos certeza que os jovens são parceiros nessa hora, com a mesma disposição de luta demonstrada em outros momentos da história.

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