quarta-feira, 26 de junho de 2013

Um governo que ignora os trabalhadores

Inaceitável o resultado da reunião desta quarta-feira, 26 de junho, da presidente da República, Dilma Rousseff, com as Centrais Sindicais. Mesmo diante da gravidade do momento, a presidente limitou-se a dizer que a reunião tinha por objetivo apenas ouvir sugestões para um futuro plebiscito. Ou seja, nem a crise foi capaz de sensibilizar a representante maior do governo, que continua a só ter olhos para os empresários.

Nós temos compromisso com a defesa da democracia, e repudiamos qualquer tentativa golpista, mas não podemos aceitar que trabalhadores sejam ignorados. Exigimos o cumprimento da já histórica PAUTA TRABALHISTA, entregue à Presidente da República antes mesmo de sua eleição, e reafirmada nas ruas por várias oportunidades. Os trabalhadores sustentaram com mobilização, trabalho e consumo o combate à crise que, felizmente, não atingiu o Brasil.

Defendemos o fim do Fator Previdenciário, a valorização dos aposentados, a correção da tabela do Imposto de Renda e a destinação de 10% do PIB para a educação e 10% do orçamento da União para a saúde. Também somos contra a aprovação da PEC 4330/04, que permite a prática da terceirização de serviços em todas as atividades das empresas e órgãos públicos, precarizando as condições de trabalho. E exigimos a reforma agrária e o fim dos leilões do pré-sal, que comprometem a soberania nacional.

Também defendemos a mudança dos rumos da economia, com política industrial, qualificação da mão-de-obra nacional, redução de impostos e juros baixos. Por outro lado, é decisivo implantar uma Reforma Tributária no país, que redistribua de forma equânime os impostos nacionais, sem penalizar Estados e Municípios em favor da União. Ao mesmo tempo, temos de distribuir as responsabilidades sobre os custos dos serviços públicos, dividindo com os empresários o financiamento da infra-estrutura nacional.

Se a presidente Dilma Rousseff acredita que vai manter, diferente do Governo Lula, a postura distanciada dos trabalhadores, comete um grave erro histórico, que compromete o equilíbrio da sociedade brasileira. Ninguém governou o Brasil até hoje apelando apenas para a cooptação dos trabalhadores, ou de qualquer setor, sem qualquer compromisso com os seus interesses objetivos. Por isso, vamos marchar de hoje até o dia 11 em todas as cidades do país, somando-nos a todos que exigem respeito, dignidade no trabalho e direitos.

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