sábado, 13 de julho de 2013

Dia Nacional de Lutas

No dia 11 de julho vivenciamos um momento histórico de mobilização nacional. Diferenciada, a greve geral no Dia Nacional de Lutas foi uma greve de adesão. Os ônibus que chegavam nas garagens, os chamados boiadeiros, chegavam vazios. A população de Porto Alegre aderiu a essa greve, dando um sinal que não aguenta mais essa política de inflação, de juros altos e de arrocho ao povo.

Fui questionado em entrevistas a respeito da diferença entre o 11 de julho e a greve convocada pelas redes sociais para o dia 1º, que sabíamos que não iria acontecer. Temos que diferenciar ato de greve. Greve se faz com o contato diário das empresas, com estrutura sindical e mobilização de categoria. E no dia 11 isso ficou provado.

Ao contrário dos que tentam desqualificar a mobilização sugerindo que movimento é chapa branca, já deixamos claro que o Dia Nacional de Lutas integra o calendário de mobilizações das centrais sindicais, que seguirão realizando novos atos em prol da pauta unitária dos trabalhadores. No dia 6 de março cerca de 70 mil pessoas participaram da 7ª Marcha a Brasília, num ato nacional, para tentar promover o diálogo com a presidente Dilma Rousseff e o Congresso Nacional.

O governo está surdo. No governo Lula, por oito anos, enfrentamos esta política de taxar os trabalhadores e beneficiar o capital. Pudemos enfrentar, mas no governo Dilma, não estamos conseguindo.

Por isso, novas mobilizações da classe trabalhadora já estão previstas, com data marcada para o dia 30 de agosto. Esperamos que o governo abra seus ouvidos, afinal, a demonstração do poder de mobilização da classe trabalhadora já está dada.

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