domingo, 21 de julho de 2013

Entre 30 anos, duas greves históricas

Hoje, comemoramos 30 anos da GREVE GERAL de 1983. Ainda adolescente, mas já trabalhando, participei da greve, ao lado de milhares de trabalhadores gaúchos. Fomos às ruas, desafiamos tanques do Exército e tomamos o Centro de Porto Alegre. Foram dias importantes para o país e para um jovem trabalhador como eu. Aprendemos que a luta precisa ser séria, ter objetivos claros e, acima de tudo, liderança. Tínhamos isso na época e assim fomos vitoriosos naquele dia histórico.

No último dia 11, casualmente do mesmo mês, enfrentamos uma situação parecida. Eu, agora, não mais como um guri no meio dos adultos, mas como um dos líderes da greve geral. Aquela greve foi fundamental para abrir o caminho definitivo para derrotar a ditadura militar. Mas essa de agora também um dia será reconhecida como a greve que derrotou um novo golpismo no Brasil. O golpismo contra os trabalhadores, contra o seu espaço na sociedade, contra a representatividade de suas entidades.

Fracassada a greve, não tenham dúvida que os trabalhadores sofreriam a mais brutal das repressões, que é a retirada de sua voz. A criminalização diária das nossas mobilizações pela mídia, seria transformada em sistemático veredito de morte. As nossas entidades estariam condenadas à extinção, como se fossem peças de museu. Por isso, neste momento, é preciso comemorar as duas greves, como momentos distintos, mas que marcam a continuidade da nossa luta.


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