terça-feira, 24 de junho de 2014

Solidariedade: os nove meses dos novos rumos que queremos para a política

No dia 24 de setembro de 2013, há exatos nove meses, comemorávamos a criação do Solidariedade. Conseguimos concretizar um grupo político composto por pessoas que representam o que baliza as nossas ações e o que escolhemos como nome para o nosso partido. Solidariedade traduz a luta diária daqueles que se importam e acreditam em uma mudança que possa beneficiar a todos.

É preciso frisar que a criação do Solidariedade foi um grande desafio. Primeiro, foi preciso mobilizar os nossos pares e mostrar que era importante converter em força política a vontade de transformação que nos movia, inclusive no movimento sindical, onde muitos de nós tivemos o ponto de partida na sua história de militância na luta pela melhoria de vida das pessoas. O segundo obstáculo, foi criar um partido nas surdinas, de forma quase clandestina como nos tempos de ditadura, porque se tivesse sido diferente, não teríamos saído do papel. Enfrentamos diversos empecilhos, mas não foram suficientes para barrar o nosso movimento e a aglutinação daqueles a quem chamamos hoje de solidários e solidárias.

Hoje somos realidade, somos fortes e viemos para decidir. Reunindo aqueles que melhor traduzem o espírito do Solidariedade, constituímos um grupo que dialoga com o trabalhador, com os movimentos sociais e que conhece as necessidades das famílias. Um grupo que luta para que os serviços públicos sejam de qualidade e acessíveis a todos, a exemplo das bandeiras da Saúde 24h e da escola de tempo integral, mas que também quer ser protagonista nas grandes transformações que o Brasil precisa, desde a defesa da indústria e das empresas nacionais até uma melhor distribuição dos recursos da União entre os estados e municípios.

Nestes nove meses, podemos dizer que estamos gestando o futuro que queremos. Identificamos a Solidariedade nas pessoas e é isso o que estamos levando para a política, para que ela deixe de ser vista como culpada pelos problemas que enfrentamos, por causa da ineficiência de governos que perderam o compromisso com a palavra, e para que ela volte a trabalhar para quem importa. Uma política a serviço das pessoas.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Porto Alegre em Debate: Copa do Mundo

Participamos nesta tarde da gravação do programa Porto Alegre em Debate, junto ao presidente do Sindpoa, Carlos Henrique Schmidt, e o representante da Secretaria Extraordinária da Copa, Maurício Reis Nothen. Discutimos o que esperar da realização da Copa do Mundo em Porto Alegre, os reflexos para os trabalhadores e que legado isto nos deixa. 

Para os trabalhadores, nenhum. Apenas a oportunidade de mostrar a nossa cultura, de divulgar a nossa imagem. O ministro da Saúde chegou a afirmar que o investimento em Saúde foi 100 vezes maior que o investimento em obras da Copa. Mentira. Porto Alegre então, está com dois hospitais em vias de fechar as portas e um que não consegue abrir, por falta de profissionais, na Restinga. Na segurança, temos mais brigadianos nas ruas apenas no "caminho da Copa". Efetivo não aumentou, apenas foi deslocado das cidades do interior e das periferias para reforçar o evento da Fifa. Que bom seria se saúde e segurança fossem legados permanentes.

Também é dito que o evento está movimentando milhões no nosso país, o que é verdade. Mas não para os nossos trabalhadores nem para a nossa cidade. É de indignar o nosso estado bancar R$ 25 milhões em isenções para as estruturas temporárias da Copa que, só no primeiro jogo, ainda vai ter um lucro estimado em R$ 26 milhões. Além de ganhar as isenções, lucrar com ingressos e patrocínios milionários, a Fifa vai morder 50% da receita dos hotéis. E se a Copa gerou emprego, não foi para os nossos trabalhadores, porque a mão de obra das empreiteiras, que também tiveram o que comemorar, é toda de fora.

Falamos ainda do nosso projeto de feriado nos dias de jogos em Porto Alegre, que a Câmara deve empastelar. Os órgãos públicos terão ponto facultativo nestas datas, sendo uma das justificativas aqui apresentadas a de "aliviar o tráfego", já que o trânsito terá vias arteriais interrompidas nestes dias. Só que o mesmo não vale para o trabalhador. Fazendo uma reflexão sobre o comércio, serão 116 mil comerciários que terão que disputar espaço no trânsito, fazer mágica para bater ponto no horário e ainda passar o dia todo sem vender uma televisão, uma geladeira, um fogão. Serviços essenciais devem funcionar, precisamos de uma estrutura para atender tanto o morador de Porto Alegre, quanto o turista. Mas se a prefeitura assume que transtornos são necessários para "um bem maior" que é a realização da Copa e para "a segurança" do evento e do grupo seleto que vai acompanhar as atividades no Beira-Rio, porque é que nós precisamos driblar tudo isso para tentar manter uma rotina que não vai ser produtiva?

A Copa vai acontecer, e queremos que ocorra da melhor forma. Mas não podemos tolerar que sejam ditas mentiras, engolir os mandos e desmandos e ainda sermos privados de participar. 

O programa vai ao ar na TV Câmara, canal 16 da Net, segunda-feira, às 21h. Reprises quarta (20h), sexta (21h) e domingo (9h e 14h).