segunda-feira, 10 de novembro de 2014

8ª Conferência Internacional do Bioma Pampa

A Conferência do Bioma Pampa nos trouxe neste ano o tema "Mudanças Climáticas", que interessa a todos nós. Quem sofre com os seus efeitos primeiramente é o trabalhador. A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, como estamos vendo em São Paulo, por exemplo, com a falta de água. Os mais atingidos são os pequenos empreendedores, que precisam de água nos estabelecimentos e não têm capacidade de comprar pipas. Quem sofre são os trabalhadores, como vimos no ano passado, aqui mesmo, no Rio Grande do Sul. Quem não tinha capacidade de comprar geradores, sofreu com a falta de luz. 



A natureza nos dá sinais. Não vemos mais vagalumes, cigarras, por exemplo. Os hortifrutigranjeiros encareceram e alguns produtos têm sumido da nossa mesa. É importante discutirmos o desmatamento, o assoreamento, mas também as medidas que o governo tem tomado para combater as alterações severas do clima. Estamos na contramão com o incentivo para a compra de veículos e o sucateamento do transporte público. Com o incentivo da redução do IPI, são cada vez mais automóveis nas ruas, mais monóxido de carbono, mais trânsito, menos qualidade de vida.



Outro ponto que discutimos é uma compatibilidade de legislação no Mercosul. Não podemos ter discussões divergentes, leis que sejam cumpridas somente no Brasil, a exemplo da pesca, das indústrias, onde o nosso país tem uma legislação e o Uruguai e Argentina, outras. 

Os temas que tratamos nesta edição do Bioma Pampa têm afinidade com as discussões feitas no Congresso Nacional e nos legislativos de todo o país, inclusive o de Porto Alegre, que representei neste evento. Aproveitando a oportunidade, na discussão acerca da preservação dos recursos hídricos, relatei que há dois anos, neste mesmo evento, discutimos muito o tema da água, que acabou dando origem a um dos meus projetos na Câmara Municipal de Porto Alegre, que estabelece a obrigatoriedade de implantação de sistema para a captação e retenção de águas das chuvas nos edifícios. 

Seria coletada a água coletada por telhados, coberturas, terraços e pavimentos descobertos, que tenham área impermeabilizada superior a 500m². Se aprovássemos essa medida na Capital, poderíamos ter um modelo para outras cidades grandes do estado. Até hoje não vemos um projeto semelhante a nível de estado para que se aproveitem essas águas.


Enfim, mais uma grande oportunidade de discutirmos, de aprendermos mais com os palestrantes convidados e de amadurecimento de novas e boas ideias em prol da geração de emprego e renda com sustentabilidade. Que venha a 9ª edição, que acontecerá na cidade de Quaraí!

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