sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Força Sindical denuncia fraude em eleições dos Metalúrgicos de São Leopoldo

A eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo (STIMMMESL) pode ser impugnada por uma série de irregularidades ocorridas durante o processo. A denúncia foi feita pela Força Sindical antes mesmo da apuração das eleições, encerrada na madrugada desta sexta-feira (27/2).

Segundo o presidente em exercício da Força Sindical-RS, Marcelo Furtado, muitos trabalhadores foram privados de votar e algumas urnas registraram contingente de votos inválidos, em fábricas clandestinas e localidades fora do que havia sido especificado no edital.

O sindicalista e vereador de Porto Alegre Clàudio Janta também acompanhou o processo e afirmou que a oposição saiu vitoriosa pelo recado dado nas grandes fábricas, onde os trabalhadores mostraram que querem mudanças: "Nas fábricas onde as urnas passaram e cumpriram horário para coleta de votos, foi confirmada a vitória da chapa 2. Agora, onde esconderam, não cumpriram horário, onde não constava no edital, temos confiança que a Justiça mandará fazer nova eleição permitindo que todos os metalúrgicos votem".

Práticas antissindicais e interferência da BM

A votação teve início na quarta-feira, já com clima tumultuado nas portas de fábrica e na sede do Sindicato. Na unidade da Stihl, apenas os trabalhadores da Chapa 2, da Oposição Operária, foram impedidos durante a semana divulgar suas propostas e retirados com truculência do local, com a presença da tropa de Choque da Brigada Militar.

No primeiro dia de votações, os conflitos aconteceram na sede do Sindicato, onde foi registrada a presença de policiais à paisana em situação irregular, intimidando e chegando a ameaçar os trabalhadores da oposição. A denúncia chegou a ser registrada por Clàudio Janta na Câmara Municipal de Porto Alegre:

"Vimos o Sindicato sendo ocupado por diversos elementos da Brigada Militar, elementos armados, à paisana, coisa que há muito tempo não se via. Numa eleição sindical, onde as coisas são resolvidas no voto, são resolvidas na porta da fábrica, vimos a entidade sindical sendo invadida por membros da Brigada Militar".

(Força Sindical-RS)

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