sexta-feira, 6 de março de 2015

Pátria educadora?

No primeiro dia do novo mandato, a presidente Dilma Rousseff lançou o novo lema que regeria o seu governo: "Pátria Educadora". Um slogan que simboliza uma promessa vaga em vez de um programa claro, fruto de uma tentativa marketeira de capitalizar o patriotismo externado nas manifestações de junho de 2013, com a principal reivindicação das ruas: a educação.

Pois o mandato mal começou e o governo já está anos luz da sua pretensão. O cenário atual, de radicais "ajustes" orçamentários da presidente, tem afetado principalmente o Ministério da Educação. No lugar de investimentos, os cortes na pasta, até abril, serão de R$ 14 bilhões, que representam uma nova realidade, muito mais difícil, para as universidades e institutos.

Se antes o acesso às universidades e programas como o Pronatec e Fies foram utilizados como trunfos na campanha, agora minguam com o atraso dos repasses e congelamento de verbas. Houve ainda corte nas bolsas voltadas aos estudos de jovens cientistas brasileiros no exterior, que parecem ficar com as fronteiras mais limitadas pela "Pátria Educadora".

A "venda" do MEC para Cid Gomes em nome da governabilidade é outro exemplo da falácia de que a Educação está em primeiro lugar para o governo federal. No seu próprio partido há melhores quadros políticos ou técnicos mais apropriados para um plano que priorize pelo menos alguns avanços para atender a expectativa criada e vendida no dia 1º de janeiro - ou antes, afinal, investimentos pesados em educação também foram promessas de campanha.


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