quarta-feira, 6 de maio de 2015

Reunião estadual do Solidariedade RS

Nesta terça-feira os solidários estiveram reunidos para mais um encontro estadual e para deliberar sobre pontos importantes para os próximos rumos do partido, incluindo a reformulação da nossa Executiva Estadual, a nossa posição ante o governo do Estado e a preparação para o processo eleitoral de 2016, que demanda estruturação desde agora nos mais de 90 municípios em que estamos presentes.


Pudemos contar com a participação de solidários de todas as regiões, que contribuíram para que pudéssemos chegar a bons encaminhamentos, contemplando os anseios aqui apresentados. 



Ao final do encontro, destacamos que não faremos parte de governos para garantir empregos, mas para fazer parte de projetos que venham ao encontro do que pensamos e defendemos. Queremos participar de um programa de governo que fomos às ruas defender e cobrar essa fatura com projetos.



Sobre a posição do partido em relação à terceirização, continuamos sendo contra, afinal, ela é uma precarização do trabalho. Mas ela precisa ser enfrentada, porque ela existe, tem uma súmula a partir dos pareceres do TST, que fala que não pode ser feita em relação a atividade-fim ou no serviço público, que está sendo contestada. O Tribunal é conservador e vem derrubando vários pilares dos trabalhadores. A proposta da Portaria 666, é um desses exemplos, quando diz que as entidades sindicais só podem arrecadar dos sócios mas, por outro lado, toda a categoria pode usufruir de tudo que o sindicato conquista.

Perdemos 50% da bancada de trabalhadores. Em compensação a bancada de empresários e ruralistas aumentou, e são favoráveis ao PL 4330. A culpa pela aprovação deste projeto não é do Solidariedade. A "culpa" pelas quatro emendas que salvam os direitos dos trabalhadores terceirizados é que é nossa. Enquanto isso, o governo é responsável por um cenário de crise econômica, alta de impostos, a mais alta taxa de desemprego, o fim do Fies na Pátria Educadora. Terceirização existe, nós queremos regulamentar. E cabe à bancada deles acabar. Quem tem que fazer a sua parte é o governo, que diz que é dos trabalhadores. Dilma foi para a TV dizer que "nem que a vaca tussa" mexeria nos direitos dos trabalhadores, mas a vaca já está roxa de tanto tossir, com as Medidas Provisórias, com a taxação dos trabalhadores em vez das grandes fortunas.

A Petrobras tem 432 mil trabalhadores e 360 mil deles são terceirizados. O Banco do Brasil começou a mandar os seus funcionários trabalharem em casa, isso é pior que a terceirização. Quem começa com as mazelas da precarização do trabalho é o governo, que faz uma política neoliberal quando coloca uma trinca de ministros do setor privado, bancário. 

Estamos tranquilos, porque o Solidariedade vai continuar lutando, para garantir emprego, direitos, ajudar a desenvolver os municípios, fazer a diferença. Vamos mostrar isso a cada eleição. Enfrentamos adversidades. Quem diria que um candidato cassado faria 45.559 votos? E cada um deles é muito valorizado e será honrado.

Assim que se constrói um partido, não chegamos em 12º lugar nas eleições de graça. Foi um grande trabalho de, literalmente, montar um partido com lideranças das mais diversas posições políticas, que aqui convergem para uma luta em defesa dos nossos ideais, que são de defesa dos trabalhadores e suas famílias, em defesa de um país mais justo para o povo brasileiro.


Nominata da nova Executiva Estadual do Solidariedade RS:

Presidente: Clàudio Janta
1º vice-presidente: Ricardo Gadret
2º vice-presidente: Sandra Weber
Secretário-geral: Marco Vieira
1º Secretário: Luis Fernando Coimbra Albino
Secretário adjunto: Nelson Brambila
Tesoureiro: Fátima Carolina dos Santos
1º tesoureiro: Leandro Aguirre
2º tesoureiro: Paulo Ricardo Assimelli
Secretária da Mulher: Fátima Fraga
Secretário dos Negros, Índios e Movimentos Sociais: José Antonio dos Santos
Secretário do Movimento Sindical: Flávio Maciel
Secretário dos Jovens: Bárbara da Silva Ritta
Secretário dos Aposentados, Pensionistas e Idosos: Luis Carlos Barbosa
Secretário do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Agricultura: Mário de Lima
1ª vogal: Pedro Waszkiewicz 
2ª vogal: André Scheibler
3ª vogal: Deoclécio de Mello

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