sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Novo episódio de violência no PACS

Mais uma vez, os funcionários do Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, o PACS, ficam no meio do fogo cruzado. Não apenas pela violência da guerra do tráfico que, infelizmente, é uma constante na região há muito tempo, mas pelo engessamento do nosso Sistema de Saúde.

Os funcionários do PACS já fizeram muito mais que suas funções de técnico, enfermeiro ou médico. Eles tinham autonomia para manter a paz no Postão da Cruzeiro, gerenciando situações de risco e evitando o que se vê hoje: acerto de contas dentro da unidade de saúde.

Hoje, o conflito permanece anunciado. Eles não podem transferir pacientes, porque não contam mais com ambulâncias à disposição. O sistema agora determina que o posto precisa chamar a Samu.

O atendimento, que era referência, padece com a redução do quadro - hoje, cerca de apenas 11 funcionários atendem o turno da noite, sendo que este número já foi mais que o dobro. A falta de segurança e de condições de trabalho, contribui para isso.

Recentemente houve outros "incidentes" da mesma natureza. A estrutura do PACS continua a mesma, assim como a vigilância, incapaz de fazer frente a essa guerra.


E assim sobrevive o PACS. Até quando?

Foto: Júlia Finamor / Gaúcha

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