quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Natal sem Papai Noel

O trabalhador brasileiro não tem presente de Natal e, muito menos, motivos para acreditar em Papai Noel. Nos últimos dias do ano, novos golpes.

O salário mínimo, aprovado pelo Congresso em R$ 871, até agora não teve o valor confirmado pela presidente Dilma, além de manter previsão de não apresentar ganho real pelos próximos três anos.

Nesta mesma época, no ano passado, a presidente editou as Medidas Provisórias 664 e 665, que deram sinal verde para que o Congresso apresentasse proposta de projeto de "negociado sobre o legislado", que volta a assombrar neste Natal. Na prática, isto permite que os direitos previstos na CLT e em leis específicas sejam desrespeitados pelos empregadores, até mesmo em relação aos protegidos pelas convenções ou acordos coletivos.

No apagar das luzes do Congresso, se manteve o veto à desaposentação, que permitiria o recálculo da aposentadoria após a pessoa ter continuado a trabalhar depois de se aposentar. Mas esta é apenas uma das notícias ruins para o trabalhador em processo de aposentadoria.

Outras são o veto ao fim do Fator Previdenciário, ao reajuste das aposentadorias e a proposta hedionda da nova equipe econômica, que estipula 65 anos como idade mínima para o descanso, de homens e mulheres. Atualmente, numa fórmula que já prejudica a aposentadoria de muitos trabalhadores, os homens podem se aposentar com 35 anos de contribuição e as mulheres com 30 anos. Em média, a idade de aposentadoria fica em torno dos 53 anos, o que significa que muita gente terá que trabalhar ainda mais 12 anos para ter DIREITO ao que merece.

Enfim, amigos. Às vésperas do Natal, o ano termina trazendo, em vez de Papai Noel, o retorno da bruxa malvada. É dose!




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