quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

#SomosTodosLixo

Para o resto do mundo, desde ontem, somos todos lixo. A agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota a do Brasil, sendo a última das três grandes classificadoras a retirar o grau de investimento, uma espécie de selo de bom pagador, do país. A nota caiu para "grau de não-investimento especulativo", mais conhecido no mercado como "lixo".

Então, suplicamos que os ratos deixem nossos sapatos. Que parem de destruir, além da nossa imagem, a nossa indústria, que tanto carece de incentivos e padece com a tributação, enquanto a pirataria reina solta. Destroem nossos direitos, arruínam o sacrifício desse povo para empreender, para gerar o sustento próprio.

A irresponsabilidade de um governo que permitiu que sejamos tratados agora como lixo, vai penalizar ainda mais quem já sofre com a crise, com o desemprego. Temos tempos nebulosos pela frente e o governo precisa voltar para os trilhos, como temos cobrado desde o ano passado. E esses trilhos são a geração emprego e renda, fortalecimento da indústria nacional e outras medidas urgentes que criem condições para que o Brasil se reerga. Podemos deixar de ser lixo, mas os ratos têm de deixar nossos sapatos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Páscoa amarga para os trabalhadores: governo prevê congelamento dos salários

Depois de preparar vários "presentes" para os trabalhadores, o governo anuncia agora uma bomba de Páscoa: o congelamento do salário mínimo. A medida vem após uma série de cortes do Orçamento. 

No período de um ano, entre 2015 e 2016, foram cortados R$ 112,6 bilhões - recursos maciços da Saúde, Educação e do PAC. Junto a isso, o desemprego voltou com força arrasadora, somando 9,1 milhões de trabalhadores sem ocupação - mais de 180 mil pessoas perdendo seus empregos somente em Porto Alegre e região metropolitana.

Agora, o governo prepara o congelamento do salários e anuncia que não irá realizar mais concursos públicos, nem conceder aumento aos servidores federais, além de suspender todos os reajustes e concessões dos trabalhadores. Pune sua gente e não desonera impostos, para tentar buscar alternativas de crescimento para a economia, afinal, o Brasil precisa competir, não deixar produto chinês chegar aqui livre de impostos e sobretaxar seus próprios produtos. 

Vivemos uma realidade de recessão, de desemprego e de um governo cada vez mais ganhando às custas da sua gente. Essa é a Páscoa dos trabalhadores: aprofundamento da crise e congelamento do salário.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

As tesouradas do Governo

Na tribuna - 22/02/2016

Hoje, na tribuna, voltamos a abordar os cortes no orçamento realizados pelo governo federal, que acabam refletindo em todos os aspectos por aqui, nas cidades. Cortes que não são de hoje: em maio de 2015, houve o maior contingenciamento da história, com o corte de R$ 69,9 bilhões; em julho, o cinto apertou mais, com mais R$ 8,6 bilhões retirados destas mesmas pastas; em novembro, outro corte de R$ 10,7 bilhões e, agora, em fevereiro de 2016, um novo corte de R$ 23,4 bilhões. No total, o governo retirou do orçamento do Brasil R$ 112,6 bilhões - tirou R$ 15,45 bilhões da Saúde, R$ 11,72 bilhões da Educação e R$ 36,21 bilhões do PAC.

Cortes expressivos, de recursos cuja falta é sentida diariamente pelo cidadão. Ao mesmo tempo, apenas nos primeiros 50 dias do ano, injetamos diretamente do nosso bolso quase três vezes esse valor, mais precisamente R$ 300 bilhões, pagos em impostos. Números que assombram diante de uma situação econômica delicada, deficiente, do ponto de vista dos serviços públicos e que pode ficar ainda mais onerosa, com a ameaça do estabelecimento de novos impostos.

Entrega com Hora Certa deve melhorar vida do consumidor na Capital

Já está em processo de regulamentação a lei que aprovamos na Câmara Municipal, no finalzinho do ano passado, que deve ajudar bastante a vida do consumidor em Porto Alegre. 

Está de parabéns o conjunto dos vereadores que tiveram a oportunidade de contribuir com a criação da lei da "Hora Certa", nascida do projeto do vereador Kopptike, acrescido das nossas emendas, que estipulam que o horário definido precisa constar na nota fiscal emitida pelas empresas - de minha autoria -, e que, todas as lojas que possuam mais de 20 funcionários, ficam obrigadas a implementá-la.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Impostos: 300 bilhões em 50 dias

Nesta sexta-feira, o Impostômetro atinge o montante de R$ 300 bilhões de impostos, taxas e contribuições pagos pela população brasileira desde o começo do ano. O número é impressionante, principalmente quando nos damos conta de que são TREZENTOS BILHÕES em impostos pagos em APENAS 50 DIAS.

Isso significa que os brasileiros pagam R$ 6 bilhões por dia em impostos. E o governo federal ainda acha que a solução para o país seja impor mais um tributo, a CPMF. Está na hora de tratar os brasileiros com, no mínimo, mais respeito.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Lei Rouanet e FGTS: mais exemplos de ingerências

Na tribuna 18/02/2016

Algo que chama a atenção é que o governo fala em mudar a previdência, mas não consegue mudar a Lei Rouanet, que é a lei federal de incentivo à cultura, que possibilita a empresas e cidadãos aplicarem uma parte do imposto de renda em ações culturais. Basicamente, a lei beneficia as pessoas do meio, que compactuam com seu partido, e os grandes artistas, como Claudia Leitte, que levantou R$ 350 mil para uma autobiografia.

Não acredito que a falha em modificar essa lei seja incompetência do PT, afinal, a colega Sofia Cavedon que, aqui na Câmara Municipal é minoria, conseguiu tirar o sal de todas as mesas de Porto Alegre. Talvez, em nível nacional, o seu partido seja incompetente para não conseguir mudar uma lei que rende milhões aos grandes artistas e só ficar discutindo a retirada de mais direitos dos trabalhadores.  

Além da previdência, que comentei anteriormente, o FGTS também está ameaçado por uma gestão irresponsável. Em outubro do ano passado, o governo autorizou R$ 8,1 bilhões, a fundo perdido, para financiar o programa Minha Casa, Minha Vida. Um dinheiro que é a poupança dos trabalhadores, que quando são demitidos, têm direito a sacar, afinal, é o seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, sem falar que é um momento delicado, em que o desemprego está nos patamares de 20 anos atrás. 

Só agora, fecharam mais de 100 mil lojas do comércio brasileiro, sem falar no setor de serviços. O governo está metendo a mão no bolso do trabalhador na aposentadoria, no FGTS, e ainda diz que vai fazer o Brasil crescer. Mas o Brasil só tem crescido, ultimamente, como rabo de cavalo - para baixo.


Reforma que pune o trabalhador

Na tribuna - 18/02/2016

Hoje, nos jornais, timidamente a imprensa fala num tema que interessa a todos os trabalhadores, na ativa ou aposentados: a reforma da Previdência. E o governo, por sua vez, não trata de forma séria deste assunto, que interessa a toda a população, nem com a transparência necessária, ouvindo a sociedade. Simplesmente, querem tirar direitos dos trabalhadores.

Ontem, novamente, uma agência de risco a nota do Brasil no grau de investimento. Segundo o FMI, nossa economia deve fechar o ano com o segundo pior desempenho do mundo, atrás apenas da Venezuela. A saída do governo, além de criar mais um imposto, é tirar direitos. 

A Previdência Social brasileira é a maior empresa do mundo, em termos de arrecadação. Em tudo o que é feito nesse país, se paga previdência. Só que, ao mesmo tempo, é ela quem sustenta tudo, a exemplo do funcionamento do BNDES, dos desvios e maracutaias empreendidos com dinheiro público.

Agora justificam com o aumento da expectativa de vida, mas temos culpa de viver mais? E os clubes de futebol que sonegam a Previdência? E os rolos do próprio governo? 

Cadê as audiências públicas nos municípios e estados? As discussões com centrais sindicais e entidades de representação dos trabalhadores? Não vamos aceitar e não passarão. Não vão mexer no nosso queijo, no que é nosso direito adquirido. Não seremos mais nós a pagar essa conta, da roubalheira e do caixa dois desse país.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Salários ameaçados, prejuízos para a cidade

Na tribuna: 17/02/2016



Uma notícia assombra Porto Alegre: a Prefeitura Municipal pode atrasar o salário dos servidores. No ano passado, o Executivo já havia parcelado a reposição da inflação sobre os salários, o que já demonstrava dificuldades para equilibrar as contas, mas quando falamos em atrasar salários, em uma cidade que vive do comércio e do funcionalismo, o prejuízo toma dimensões ainda maiores.

Ontem, os jornais anunciaram o fechamento de mais de 100 mil estabelecimentos comerciais no Brasil, no último ano. Também divulgaram os atrasos nos repasses da União, insistindo que a grande saída para tudo começa pela CPMF, como se não tivéssemos trabalhado até metade do ano para pagar os outros tantos impostos. Se criássemos um imposto para arrecadar verbas para Saúde, que ficassem retidas no Município, talvez, quem sabe, aí fosse uma solução.
Mas o cenário, aparentemente, é de crise nos municípios e salários ameaçados. Temos na pauta aumento de salário na Fazenda e outros setores, e agora saem essas notícias. 

Requeremos o comparecimento do secretário da Fazenda, Jorge Luis Tonetto, a fim de esclarecer se realmente será necessário o parcelamento e como estão as negociações com o sindicado dos servidores, a fim de expor a real situação - se é somente uma notícia para tumultuar a negociação ou se realmente é um fato concreto, que pode impactar na realidade da cidade de Porto Alegre.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Uma proposta indecente aos trabalhadores

Justamente em um momento que o Rio Grande do Sul precisa de desenvolvimento, crescimento econômico e aumentar o poder de compra, o governo estadual encaminha para a Assembleia Legislativa um projeto que propõe o aumento do salário mínimo regional em 9,6% - índice muito INFERIOR à inflação do período, que foi de 11,38%.

O mínimo regional tem cinco faixas salariais, que atualmente variam de R$ 1.006,88 a R$ 1.276, conforme o segmento profissional. Com esta proposta de reajuste os rendimentos ficariam entre R$ 1.103,66 e R$ 1.398,65.

Nesse início de 2016 o povo com certeza já conhece vários itens que vão pesar no custo de vida da população durante o ano. Um deles é o gasto com transportes, que é importante no orçamento das famílias, para trabalhar e para deslocamento. É preciso considerar que algumas cidades já fizeram aumentos relativamente fortes nas passagens dos ônibus urbanos. Ou seja, o início do ano já concentra alguns reajustes expressivos e de peso no bolso das famílias.

O governo não leva em consideração os mais de 1,3 milhão de trabalhadores e trabalhadoras, tanto de empregos formais quanto informais, que estão vendo seus salários sacrificados na velocidade do aumento da inflação, já que os produtos, serviços e impostos disparam de forma exorbitante.

Várias categorias recompuseram a inflação e ainda conquistaram o aumento real, como por exemplo os comerciários de Porto Alegre. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) o ganho real esteve presente em 76% das negociações coletivas do RS no 1º semestre de 2015, ainda que existem enormes dificuldades, como a elevação dos índices de inflação no ano, o recuo da atividade econômica no Brasil e Rio Grande do Sul e o agravamento da incerteza política e econômica. Os ganhos reais de salários possibilitam a ampliação do nível de renda das famílias, e têm sido o pilar da melhoria da distribuição de renda no Brasil nos últimos anos.

Na hora de recompor a defasagem, quem mais sofre são os trabalhadores, justamente as pessoas que mais precisam da proteção do Estado. Sabemos que um salário digno reflete em efeitos imediatos no nível de bem-estar das famílias, sobretudo na saúde, educação, alimentação e habitação.

Nossos governantes precisam parar de enganar as pessoas, realizar mídia enganosa e desprezar quem trabalha e contribui para este Estado. O governo estadual e a ALRS devem tratar com clareza as questões que influenciam diretamente na vida dos trabalhadores.

Manter a Zika bem longe depende de todos nós!

Assim como o vírus da Dengue e da Chikungunya, o temido vírus da Zika é transmitido pela picada do Aedes Aegypti. Os sintomas são febre baixa, olhos vermelhos, dor de cabeça, nas costas, articulações e músculos, além de erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos. Para as grávidas, a ameaça é ainda maior, já que o vírus está ligado a casos de microcefalia em bebês.

Prevenir a proliferação do mosquito é fundamental para manter a Zika longe de nós. Faça sua parte:


E amanhã, no dia 13 de fevereiro, entre 8h30 e 13h, acontece a mobilização nacional em combate ao mosquito Aedes aegypti. Participe verificando bem a sua casa e vizinhança!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Nossa Senhora de Lourdes e Dia do Zelador

Em 11 de fevereiro os devotos celebram o dia de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira dos enfermos. Que ela nos acompanhe e ilumine!


No dia de hoje também homenageamos trabalhadores que fazem parte do nosso dia a dia e que são fundamentais para garantir a segurança e organização das mais diversas edificações. Parabéns aos zeladores pelo seu dia!



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Rodoviários encerram negociação coletiva com conquistas

Na tribuna 10/02/2016

Voltando às atividades nesta quarta-feira de cinzas, na Câmara Municipal de Porto Alegre, informamos na tribuna a aprovação da convenção coletiva dos rodoviários, em assembleia geral na última quinta-feira, dia 4. Apesar do momento de instabilidade e maior dificuldade para os sindicatos em consolidar bons acordos, o sindicato pode comemorar a garantia de conquistas para os trabalhadores em 2016, como aumento real, reajuste do vale alimentação, plano de saúde e garantias para resguardar e preservar suas funções, sobretudo na atividade do cobrador. Parabéns aos rodoviários de Porto Alegre!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Qualidade e produtividade para quem?

Na tribuna: 04/02/2016

Hoje na tribuna voltamos a falar sobre os esforços para normalizar a cidade após o temporal e trouxemos uma reflexão sobre a atuação (ou não) das empresas integrantes do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP). Hoje, todas as empresas "top" do Rio Grande do Sul participam, ganham prêmios, promovem ações dentro das empresas, mas seria isso só da porta para dentro? 

Quando a sociedade precisou,não se viu o programa funcionar. Não se viu empresas a serviço da sociedade, oferecendo seus caminhões, suas máquinas, estrutura, pátios. O que se vê é um programa muito útil para que as empresas tenham o conhecimento sobre o funcionamento da máquina pública do Estado, para depois se beneficiarem vendendo serviços e programas mirabolantes, mas na hora que o povo precisa, o programa não aparece, ele se dilui. 

Quem arregaçou as mangas foi a prefeitura, o exército, a população, pegando no pesado para limpar as ruas. As empresas não, porque, aparentemente, o programa é  pra inglês ver, pra dar medalha, dar diploma e não para fazer, de fato, o que a população do Rio Grande, a população de Porto Alegre, precisa.

Agora, muitos tentam encontrar culpados. Não faço parte do governo municipal, mas justiça seja feita: a prefeitura agiu rápido, de forma correta. Faltam equipamentos, faltam obras, faltam recursos que quem tem que dar é quem detém 62% dos recursos nesse país, que é a União. Se alguém deixou de fazer algo neste episódio, foi o governo federal, que não fez NADA. 

Quem fez alguma coisa a respeito foi a Administração de Porto Alegre, junto com a população e com a CEEE, restabelecendo primeiramente a energia e,logo após, a água, como orienta o padrão. Não adianta tentar arrumar culpados em nestas situações, mas se a discussão caminha por este lado, quem tem culpa é quem o Instituto Nacional de Meteorologia, que não alertou corretamente para a ocorrência climática se abateria sobre Porto Alegre.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Tempestade, corrupção e o trabalhador pagando a conta

Na tribuna: 03/02/2016

Na primeira sessão do ano, refletimos na tribuna da Câmara Municipal sobre as primeiras pedras no caminho neste 2016. 

Vimos Porto Alegre ser devastada pelo violento temporal da última sexta-feira e, praticamente, retornar à normalidade poucos dias depois, apesar dos estragos e prejuízos, graças à eficiência e operância dos gestores e de todos os órgãos que atuaram incessantemente para restabelecer o abastecimento de energia e água em toda a cidade. 

No Brasil, também não deixa de ser um cenário de devastação o aumento da taxa de desemprego no país, as tentativas de se aumentar novamente os impostos, de se estabelecer novos tributos, como a CPMF, que taxam o povo enquanto os grandes sonegam, como vimos na operação Zelotes, que promete novos desdobramentos neste ano. 

Enquanto tantos municípios, como Porto Alegre frente a um desastre natural, se vêem carentes de recursos para se reerguer, os grandes grupos deste país, dentre eles empresas gaúchas, como Gerdau e RBS, podem ter privado o poder público de mais de R$ 19 bilhões, conforme estima a operação da Polícia Federal. Aí o governo federal resolve que elevar os impostos é solução,num país onde, segundo o conselheiro de Recursos Fiscais da Receita, Paulo Roberto Cortez, quem não faz "negociata" leva a pior e que "só os coitadinhos pagam impostos". 

Esperamos que, assim como Porto Alegre se reergue, possamos ver uma política econômica e tributária eficiente e justa no Brasil, sem "coitadinhos" pagando dobrado pelo que os "espertalhões" sonegam e que os políticos que promovem a corrupção façam companhia aos empresários atrás das grades.