quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Lei Rouanet e FGTS: mais exemplos de ingerências

Na tribuna 18/02/2016

Algo que chama a atenção é que o governo fala em mudar a previdência, mas não consegue mudar a Lei Rouanet, que é a lei federal de incentivo à cultura, que possibilita a empresas e cidadãos aplicarem uma parte do imposto de renda em ações culturais. Basicamente, a lei beneficia as pessoas do meio, que compactuam com seu partido, e os grandes artistas, como Claudia Leitte, que levantou R$ 350 mil para uma autobiografia.

Não acredito que a falha em modificar essa lei seja incompetência do PT, afinal, a colega Sofia Cavedon que, aqui na Câmara Municipal é minoria, conseguiu tirar o sal de todas as mesas de Porto Alegre. Talvez, em nível nacional, o seu partido seja incompetente para não conseguir mudar uma lei que rende milhões aos grandes artistas e só ficar discutindo a retirada de mais direitos dos trabalhadores.  

Além da previdência, que comentei anteriormente, o FGTS também está ameaçado por uma gestão irresponsável. Em outubro do ano passado, o governo autorizou R$ 8,1 bilhões, a fundo perdido, para financiar o programa Minha Casa, Minha Vida. Um dinheiro que é a poupança dos trabalhadores, que quando são demitidos, têm direito a sacar, afinal, é o seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, sem falar que é um momento delicado, em que o desemprego está nos patamares de 20 anos atrás. 

Só agora, fecharam mais de 100 mil lojas do comércio brasileiro, sem falar no setor de serviços. O governo está metendo a mão no bolso do trabalhador na aposentadoria, no FGTS, e ainda diz que vai fazer o Brasil crescer. Mas o Brasil só tem crescido, ultimamente, como rabo de cavalo - para baixo.


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