quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Tempestade, corrupção e o trabalhador pagando a conta

Na tribuna: 03/02/2016

Na primeira sessão do ano, refletimos na tribuna da Câmara Municipal sobre as primeiras pedras no caminho neste 2016. 

Vimos Porto Alegre ser devastada pelo violento temporal da última sexta-feira e, praticamente, retornar à normalidade poucos dias depois, apesar dos estragos e prejuízos, graças à eficiência e operância dos gestores e de todos os órgãos que atuaram incessantemente para restabelecer o abastecimento de energia e água em toda a cidade. 

No Brasil, também não deixa de ser um cenário de devastação o aumento da taxa de desemprego no país, as tentativas de se aumentar novamente os impostos, de se estabelecer novos tributos, como a CPMF, que taxam o povo enquanto os grandes sonegam, como vimos na operação Zelotes, que promete novos desdobramentos neste ano. 

Enquanto tantos municípios, como Porto Alegre frente a um desastre natural, se vêem carentes de recursos para se reerguer, os grandes grupos deste país, dentre eles empresas gaúchas, como Gerdau e RBS, podem ter privado o poder público de mais de R$ 19 bilhões, conforme estima a operação da Polícia Federal. Aí o governo federal resolve que elevar os impostos é solução,num país onde, segundo o conselheiro de Recursos Fiscais da Receita, Paulo Roberto Cortez, quem não faz "negociata" leva a pior e que "só os coitadinhos pagam impostos". 

Esperamos que, assim como Porto Alegre se reergue, possamos ver uma política econômica e tributária eficiente e justa no Brasil, sem "coitadinhos" pagando dobrado pelo que os "espertalhões" sonegam e que os políticos que promovem a corrupção façam companhia aos empresários atrás das grades.


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