segunda-feira, 4 de abril de 2016

Na tribuna: Cadê a EPTC?

Utilizando o tempo de liderança do Solidariedade, manifestamos a pedido de taxistas de Porto Alegre um apelo referente a situações que têm causado sérios transtornos a trabalhadores e à prestação do serviço na nossa cidade. Em um dos episódios mais graves, em que ocorreu um homicídio praticado por um condutor de táxi, ficou exposta a fragilidade e ineficiência do sistema de controle da EPTC, que chegou a divulgar como autor do crime o proprietário do veículo, que nem estava na cidade. Este é o controle que a empresa pública tem do funcionamento do serviço de táxi em Porto Alegre.

Outra situação relatada pelas entidades envolve as exigências técnicas da companhia, que mudam toda hora. Em relação aos taxímetros, a EPTC havia feito um decreto exigindo que o aparelho apresentasse quilometragem, aceitasse cartão, realizasse impressão, uma série de coisas. Os taxistas passaram então a adquirir os dois tipos de aparelho que têm tudo isso, considerados pelo Inmetro como os melhores produtos disponíveis no mercado. Não satisfeita, a EPTC exige agora que os permissionários usem um modelo específico, estabelecido pela companhia.

Exige, mas não resolveu o problema do GPS nem do botão de pânico. Em vez de romper contrato com a empresa vencedora da licitação (que funciona num galpão, tanto aqui em Porto Alegre quanto no nordeste, onde tem sua sede), continua apenas efetuando multas, fugindo do combinado com os trabalhadores e com o próprio representante da empresa. Além de não resolver os problemas relacionados ao aparato técnico, a EPTC ainda se mostra inoperante diante das iniciativas de renovação da frota. O próprio presidente da Associação dos Permissionários de Táxi, Walter Barcelos, é um dos taxistas que não conseguem chegar ao fim do processo para renovar o seu táxi, como tantos outros que ficam condicionados a seguir trabalhando em veículos já inapropriados.

Infelizmente, o problema dos táxis em Porto Alegre é grave, porque passa pela má vontade do poder público. Então, quando a população reclama que a frota é velha, que há irregularidades, tenham certeza que é graças à EPTC, que não cumpre o seu papel na gestão do serviço nem realiza a fiscalização. Quem resolve?


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