segunda-feira, 16 de maio de 2016

Na tribuna - Chororo

"Tenho pena de quem chora
De quem chora tenho dó
Quando o choro de quem chora
Não é choro, é chororo"

Reforçamos hoje na tribuna que o afastamento de Dilma não aconteceu por discriminação de gênero ou de qualquer outro tipo, como insistem em alguns discursos, mas sim por ter feito promessas de campanha que não cumpriu - em que fez completamente o contrário, aliás - e pela falta de responsabilidade na questão das finanças do Brasil.

Dilma, quando presidente, escolheu andar com Sarney, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Fernando Collor de Mello e Michel Temer, que foi seu vice duas vezes. Na sexta-feira, seu sucessor anunciou tirar direito dos trabalhadores, aprovando projeto encaminhado pela Dilma ao Congresso para modificar a aposentadoria.

Nós dizemos que isso era um retrocesso, um absurdo e que o Solidariedade sairia do governo. Hoje ele recebeu todas as centrais, inclusive a CUT, alinhada ao governo da presidente Dilma desde o início destas discussões.

É necessário clarear as coisas. Não sou o dono da verdade, mas eu sei pelo que nós lutamos há tanto tempo e que, nem no governo Dilma foi resolvido. Precisamos parar de chororo, de apontar vítimas e culpados e lutar contra os retrocessos e pela garantia de avanços para todos os brasileiros.

"Diga-me com quem andas, que te direi quem és". Quem traiu Dilma foram os seus pares, que ela escolheu como líderes do governo, tanto na Câmara quanto no Senado, quando abriu mão de andar com o movimento sindical e com o seu próprio povo.


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