quinta-feira, 12 de maio de 2016

Na tribuna: enquanto eles trocam acusações, o povo é unânime em defesa do emprego

Desde o anúncio do afastamento de Dilma da presidência da República, a antiga base do governo federal parece viver, da noite para o dia, uma relação entre ex-marido e ex-mulher, que trocam acusações entre si. Esta relação, que teve 13 anos de duração, não terminou com os frutos prometidos, como o fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho, revisão digna da tabela do imposto de renda, entre outras demandas que eram esperadas por nós, trabalhadores. Até ontem, Michel Temer era o vice-presidente perfeito, visto que acompanhou o governo não por uma, mas duas vezes. Não queiram, agora, dividir o povo brasileiro. Não estamos divididos, mas sim unidos para garantir a geração de emprego e renda e políticas para a retomada do desenvolvimento, seja qual for o presidente. 

Se o governo Dilma contasse com apoio maciço da população, como resposta, o país teria amanhecido paralisado. Não é isso o que se vê. O povo brasileiro já deixou bem claro que não tem ladrão de estimação e vai provar isso no voto, na rua, na mobilização. Essa "briga de casal" não pode, jamais, virar uma guerra de extremismos. 

Até ontem, eram todos amigos. Nós, do Solidariedade, fomos os primeiros a subir às tribunas e pedir o impeachment. Mostramos que o povo brasileiro foi enganado e que não aceitaríamos a continuidade de um governo sem perspectiva alguma. Agora, queremos que os caminhos do novo presidente, dos novos ministérios - que foram enxugados praticamente pela metade -, nos conduzam ao emprego, ao desenvolvimento econômico e social.





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