segunda-feira, 2 de maio de 2016

Na tribuna: No Dia do Trabalhador, o pacote é de ilusão

Ontem celebramos o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, sem deixar de ter em mente a realidade de desemprego que assombra o nosso país. Segundo dados do Caged e do Ministério do Trabalho, ultrapassamos a marca dos 11 milhões desempregados no primeiro trimestre do ano. Como se não bastasse, vimos a presidente Dilma anunciar medidas que há seis anos esperávamos, mas que agora não resolvem nada, como a correção de 5% na tabela do Imposto de Renda, que está defasada em mais de 70%. Uma medida meramente ilusória, já que isenta o trabalhador que recebe hoje R$ 1800, mas volta a taxá-lo assim que receber o reajuste da inflação no ano que vem. 

O que o movimento sindical quer é coragem para taxar as grandes fortunas e cobrar daqueles que devem pagar, não quem ganha salários de R$ 2 mil ou mesmo R$ 4 mil reais, que hoje são corroídos com a inflação. Queremos atitudes concretas em defesa dos trabalhadores, como o fim do Fator Previdenciário, incentivo para a indústria nacional e taxação das empresas estrangeiras - nada do que foi anunciado ontem. Ganhamos nada além de um pacote de ilusão no Dia do Trabalhador.

Por essas e outras, ontem conseguimos barrar na justiça, através de ação movida pelo Solidariedade, o gasto de R$ 100 milhões do governo com publicidade. Freamos mais um absurdo e seguiremos atentos e vigilantes, para que esse dinheiro seja usado para o bem dos trabalhadores.



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