segunda-feira, 13 de junho de 2016

Na Tribuna: Saída para a Previdência não é punir o trabalhador

Após reuniões em Brasília para tratar do tema, seguimos mobilizados pela garantia da aposentadoria diante das ameaças de uma reforma que pode afastá-la ainda mais do horizonte dos trabalhadores brasileiros. A nossa mensagem para o governo é simples: não vamos pagar mais essa conta.

A Previdência Social brasileira é a maior empresa do mundo. Ela não se constitui apenas da porcentagem que os trabalhadores e empresários repassam mensalmente, mas também de um chamado “caixa único”, responsável por assegurar os direitos à Saúde, Previdência e Assistência Social. No caso dos trabalhadores privados, ainda há um teto máximo que penaliza os contribuintes. Ainda assim, as pessoas trabalham sabendo quando vão se aposentar. Não venha este governo, eleito há dois anos atrás, apesar da mudança de presidente, mudar as regras e o planejamento de vida de milhares de brasileiros.

Que se mexa nos Refis, porque somente as empresas devem R$ 374 bilhões, que com certeza impactam nesse déficit da Previdência Social Brasileira, que querem que os trabalhadores paguem a conta. Outra questão que a sociedade deve começar a discutir é o caso das entidades filantrópicas que, se cobram, devem contribuir.

E por que os altos salários do judiciário, dos servidores públicos, não têm a regra que o servidor que contribui tem? Por que aos aposentados federais, do Legislativo e Judiciário não se aplica esse teto e permanecem recebendo fortunas? Por que a Previdência não vende os milhares de imóveis fechados, inutilizados, que valem milhões? Por que o governo não faz a correção da tabela do Imposto de Renda? Antes de punir os trabalhadores brasileiros, é preciso trabalhar em cima desses questionamentos.


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