quarta-feira, 31 de agosto de 2016

E depois do parcelamento, o que esperar?

Os servidores do Estado terão, mais uma vez, o seu salário parcelado. Desta vez, o aviso veio nesta quarta-feira, data do pagamento, sem desculpas, vergonha ou consideração por parte do governo.

Enquanto a população questiona a eficiência do Estado em prover o básico referente aos serviços fundamentais, especialmente em relação à segurança, a continuidade da política de parcelamento dos salários mostra que ainda não há uma luz no fim do túnel. Não haverá trabalho integral com salário parcelado, como têm manifestado os servidores nos últimos sete meses de pendura.

Antes, a desculpa era o pagamento da dívida com a União e, mesmo depois de garantir carência de 100% no pagamento das parcelas da dívida, o salário dos servidores continuou sendo comprometido. O Estado elevou o ICMS, encolheu o calendário para arrecadação do IPVA até o final de abril, mas os esforços do povo gaúcho em honrar com os seus impostos parecem continuar em vão. Para muitos servidores, manter as contas em dia deve ser como fazer malabarismo em cima de uma corda-bamba, onde no final, com o encerramento do ano e do negociado com a União, talvez não haja perspectiva alguma de pagamento.

Em relação à segurança pública, se o governo trouxe a Força Nacional ao Estado com uma das mãos, apertou os seus próprios agentes com a outra. Como pontuou o coronel Alfeu Freitas, no ato em recepção às tropas que vieram com a missão de reforçar a segurança no Estado, "o nosso patrimônio maior é a Brigada Militar". É ela, ao lado da Polícia Civil, quem tem a responsabilidade de servir à nossa população, de atender às ocorrências. São os nossos brigadianos que conhecem as nossas ruas, que vivem nas nossas vilas, que estão inseridos na nossa realidade e que deveriam ser os primeiros a serem valorizados, não os últimos a serem pagos.


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