segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Na tribuna: Perguntas que seguem sem resposta para regulamentação de aplicativos

Apesar do acordado na reunião de líderes da Câmara Municipal, do que foi afirmado à imprensa e à população, foi apresentado em plenário um requerimento de urgência para a votação da regulamentação dos aplicativos, para que a questão seja avaliada mesmo que não tenhamos o retorno das diligências com os esclarecimentos necessários, nem a participação da população, já que o plenário segue interditado para obras.

Na última semana repercutiu a diminuição do número de passageiros nos ônibus de Porto Alegre e que isso provavelmente afetasse o cálculo da tarifados coletivos, que também impactaria nas lotações e nas demais modalidades. Buscamos essa informação, não tivemos resposta. Assim como quando a Prefeitura implementou o sistema de GPS para dimensionar o atendimento da demanda pela então atual frota de táxi e jamais revelou o resultado dos estudos. Na sexta-feira passada, frente à liberação de novos 6 mil veículos (talvez mais), operando via aplicativos, o secretário respondeu para a imprensa, não para a Câmara, que não se faz necessária uma ampliação da frota e que está preocupadíssimo com o impacto disso sobre a tarifa em Porto Alegre.

Em tudo que se faz em Porto Alegre, se demanda discussões, fóruns, assembleias. Na questão da regulamentação deste novo serviço, com todo um impacto cercado de dúvidas, que atinge diretamente 11 mil trabalhadores regulares, que estão desesperados frente à extinção da sua atividade, o que pedimos é que se cumpram os trâmites normais, que tenhamos em mãos o conteúdo das diligências solicitadas e que a Câmara Municipal e a Prefeitura tratem a questão com a seriedade que ela merece.


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