sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Governo atrapalhado ou mal intencionado

Nenhum direito a menos!

O governo federal resolveu se mexer para desmentir que estaria articulando a ampliação da jornada de trabalho para 12 horas diárias. Com declarações desencontradas e sem informações concretas, na cabeça do trabalhador, a dúvida permanece.

Desde o início, a Força Sindical manifestou o seu repúdio a qualquer tentativa de retrocesso na luta dos trabalhadores, sobretudo no que diz respeito a jornada de trabalho. A retirada de direitos trabalhistas, concretizada com a aprovação das Medidas Provisórias 664 e 665, além do veto ao fim do Fator Previdenciário, no governo anterior, foram o bastante para colocar em xeque a presidência de República, cujo desfecho, costurado pelas mãos dos trabalhadores, todos já sabemos.

Retornando de viagem, o presidente Michel Temer já deve explicações a respeito. Por sinal, retornou da China, de onde dificilmente trouxe bons exemplos. Aliás, não é preciso nem sair do Brasil para buscar um cenário positivo, basta voltar na nossa história, quando o próprio Temer, na condição de líder do Congresso Nacional articulava com o movimento sindical a viabilização da redução da jornada de trabalho, em uma hora por ano, até as 40 horas semanais. Quando o governo compartilhava do pensamento lógico de que o aumento da produtividade e da geração de empregos se faz com menor carga horária e mais postos de trabalho.

Nos melhores momentos da nossa economia, tínhamos um Brasil atento ao fomento da indústria nacional, capaz de aliar políticas trabalhistas ao incentivo às pequenas e médias empresas.

Se urge a necessidade de gerar receitas, mais uma vez, pela lógica, isso deve ser feito sobretaxando quem produz mais lucro. Aqueles que concentram a riqueza, que não contribuem para a geração de emprego e que atuam na evasão de divisas. Que promovam a qualificação técnica dos mais de 11 milhões de desempregados, que incentivem o empreendedorismo e o fortalecimento da indústria nacional. Não vamos permitir nenhum direito a menos.



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