quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Na tribuna: Ajustar é preciso, mas sem passar por cima de direitos

No período de comunicações desta tarde discutimos na tribuna da Câmara os projetos de alinhamento das ditas máquinas públicas - um tema que domina as casas legislativas em todo o país. Ainda ontem o projeto chegou à Assembleia do Rio de Janeiro, onde a alternativa encontrada pelo governo foi fazer os trabalhadores pagarem 30% do seu próprio salário, aumentando a contribuição para a previdência, que por sua vez, cai no caixa único. Além de retirar uma série de benefícios conquistados pelos trabalhadores ao longo da história de luta dos servidores daquele Estado. 

Precisamos fazer um raio-x da realidade. No Rio de Janeiro, nem os repasses constitucionais têm sido feitos. Nosso Estado não está em situação muito diferente, então precisamos olhar com atenção para essas questões. Tenho convicção de que teremos de fazer as mudanças necessárias, mas não do jeito que está sendo proposto, sem que os governadores abordem o ajuste da máquina pública pelo caminho do corte de CCs, revisão de contratos e tributação, preferindo apenas tirar direitos dos trabalhadores e promover cortes em áreas essenciais. Aqui na Câmara Municipal temos projetos que podem comprometer o funcionamento do Município, então essas questões merecem atenção desde já, para que não passemos por situações semelhantes.


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